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O Papa: A Igreja é Mãe e oferece o perdão de Deus também aos que estão no abismo


A Igreja como mãe, foi novamente o tema que o Papa Francisco escolheu para a catequese da audiência geral das quartas-feiras. O Santo Padre explicou que a Igreja oferece o perdão de Deus a todos, inclusive aos que caíram no abismo.

Na audiência celebrada nesta manhã ante uma multidão de peregrinos em uma ensolarada Praça de São Pedro, o Papa disse que a Igreja como mãe "é uma imagem que eu gosto muito porque nos diz não somente como é a Igreja, mas também qual rosto deveria ter sempre mais a Igreja, esta nossa mãe Igreja".


Para explicar essa imagem, o Papa partiu do que uma mãe faz por seus filhos. Em primeiro lugar "ensina a caminhar na vida, ensina a seguir bem na vida, sabe como orientar os filhos, procura sempre indicar o caminho certo na vida para crescerem e tornarem-se adultos. E o faz com ternura, com afeto, com amor, sempre também quando procura endireitar o nosso caminho porque nos dispersamos um pouco na vida ou tomamos caminhos que levam a um abismo".

"A Igreja faz a mesma coisa: orienta a nossa vida, dá-nos os ensinamentos para caminhar bem. Pensemos nos dez Mandamentos: indicam-nos um caminho a percorrer para amadurecer, para ter pontos firmes no nosso modo de nos comportarmos. E são frutos da ternura, do amor próprio de Deus que os doou a nós. Vocês poderiam me dizer: mas são mandamentos! São um conjunto de "não"! Eu gostaria de convidar vocês a lê-los – talvez vocês tenham se esquecido um pouco deles – e então pensá-los de modo positivo".

"Vejam que se referem ao nosso modo de nos comportarmos com Deus, com nós mesmos e com os outros, propriamente aquilo que nos ensina uma mãe para viver bem. Convidam-nos a não fazermos ídolos materiais que depois nos tornam escravos, a recordar-nos de Deus, a ter respeito pelos pais, a sermos honestos, a respeitar o outro…".

"Tentem vê-los assim e considerá-los como se fossem as palavras, os ensinamentos que a mãe dá para seguir bem na vida. Uma mãe não ensina nunca aquilo que é mal, quer somente o bem dos filhos, e assim faz a Igreja".

Em segundo lugar, "quando um filho cresce, torna-se adulto, toma o seu caminho, assume as suas responsabilidades, caminha com as próprias pernas, faz aquilo que quer e, às vezes, acontece também de sair do caminho, acontece qualquer acidente. A mãe sempre, em toda situação, tem a paciência de continuar a acompanhar os filhos. Aquilo que a impulsiona é a força do amor; uma mãe saber seguir com discrição, com ternura o caminho dos filhos e mesmo quando erram encontra sempre o modo para compreender, para ser próxima, para ajudar. Na minha terra dizemos que uma mãe sabe ‘dar a cara’ por seus filhos, quer dizer, está disposta a defendê-los sempre".

"A Igreja é assim, uma mãe misericordiosa, que entende, que procura sempre ajudar, encorajar também diante dos seus filhos que erraram e que erram, não fecha nunca as portas da Casa; não julga, mas oferece o perdão de Deus, oferece o seu amor que convida a retomar o caminho mesmo para aqueles filhos que caíram em um abismo profundo, a Igreja não tem medo de entrar na noite deles para dar esperança; a Igreja não tem medo de entrar na nossa noite quando estamos na escuridão da alma e da consciência, para dar-nos esperança! Porque a Igreja é mãe!"

Por último, "uma mãe sabe também pedir, bater a toda porta pelos próprios filhos, sem calcular, o faz com amor. E penso em como as mães sabem bater também e, sobretudo, na porta do coração de Deus!".

"As mães rezam tanto pelos próprios filhos, especialmente por aqueles mais frágeis, por aqueles que têm mais necessidade, por aqueles que na vida tomaram caminhos perigosos ou errados...".

"E assim faz também a Igreja: coloca nas mãos do Senhor, com a oração, todas as situações dos seus filhos. Confiemos na força da oração da Mãe Igreja: o Senhor não permanece insensível. Sabe sempre nos surpreender quando não esperamos. A Mãe Igreja o sabe!".

"Estes eram os pensamentos que queria dizer para vocês hoje: vejamos na Igreja uma boa mãe que nos indica o caminho a percorrer na vida, que sabe ser sempre paciente, misericordiosa, compreensiva e que sabe colocar-nos nas mãos de Deus".

Fonte: ACI Digital

Carta aberta a Bento XVI



Publicamos a seguir uma carta aberta ao Papa Bento XVI. A carta foi escrita por Ivan Quintavalle (Estudante, I Ciclo di Teologia) e publicada originalmente em “Notizie dalla Santa Croce”, informativo da Pontificia Università della Santa Croce – Roma.

***

Meu doce Bento, são dias estranhos esses, sabe? Há uma estranha atmosfera por aqui.

A euforia é tanta, o mundo parece estar de repente em busca de conversão. Talvez seja mesmo assim, espero realmente que seja assim. No entanto, eu, eu não consigo estar contente.

Pouco importa. Mas eu tento entender o porquê.

Esta noite tentei deixar claro no meu coração. Infelizmente, não tendo a sua santidade, não posso viver tudo isso com a sua mesma paz de espírito.

Bem, na luta contra a insônia, eu entendi a razão para essa minha sútil tristeza. A principal causa do meu mau humor é a minha ingratidão. Talvez seja o mais óbvio mal de todos os homens, e é o mal que, mais do que todos os outros, me faz ser menos homem. Estamos tanto eufóricos nestes dias de recém-descoberta pobreza, que já não pensamos mais em você, que neste momento é o mais pobre de todos.

Você escolheu a solidão e o silêncio; você não ama mostrar a sua pobreza ao mundo. Porque você nunca quis alardear suas virtudes. Você pôs suas virtudes a serviço de todos nós e da Igreja de Cristo. Você exerceu suas virtudes de modo tão discreto e impessoal que não as fez parecer suas.

Como tenho sido ingrato e sem amor por você!

Eu duvidei de sua escolha, foi tentado por um momento a reconhecê-la como um ato de covardia. Mas, nestes dias brilham mais a sua grandeza. Na verdade, a fazem resplandecer, mas de uma forma invisível. Você, Santidade escolheu a ocultação, a clausura. Quanta grandeza, quanta coragem. Nenhum amor-próprio. Apenas a Cruz. E nós continuamos a fazer comparações. Fizemos-las com seu amado predecessor João Paulo II, enquanto você escrevia páginas memoráveis e ​​silenciosas do Magistério da Igreja. E as fazemos agora, enquanto você, com a sua ausência voluntária, escreve a sua encíclica mais bela: aquela sobre a humildade. Hoje é o seu onomástico, meu amado Bento. Por favor, perdoe-me por minha ingratidão, mas acima de tudo pela minha falta de fé.

Desejo-lhe dias felizes; eu vou me esforçar para ser um melhor filho de Papa Francisco, mais do que tenha sido de você.

Roma, 18 de março de 2013

Em Cristo,

Ivan Quintavalle (Estudante, I Ciclo di Teologia). 

Fonte: Zenit

Grupos Jovens: servindo à Igreja em harmonia com o pároco, sem desafinar


O Guilherme Souza, do blog Pensar Pensamentos, é catequista e coordenador da Pastoral da Juventude – PJ (“não faça cara feia, somos diferentes! pode acreditar!”) na Diocese de Marília/SP. Ele nos enviou algumas perguntas, e algumas delas apresentamos aqui.

- O que se deve ter em um grupo de jovens que pensa antes em SER Igreja do que ser mais a bandeira de uma pastoral, movimento?

Vou resumir a resposta em quatro termos, e depois explicar cada uma. Um grupo jovem (do tipo “PJ”, não ligado a qualquer movimento) deve ter: objetivos, caminho, humildade e liderança adequada.

OBJETIVOS

O grupo precisa ter claro quais são os seus objetivos e como eles serão alcançados. Será um grupo voltado para desenvolver a espiritualidade de seus membros? Será um grupo voltado unicamente para o serviço (apoio às pastorais da paróquia, caridade junto aos pobres etc.). Ou será um grupo que une os dois aspectos, espiritualidade e serviço?

Se ficar definido que o grupo será voltado exclusivamente para o serviço, é importante especificar que tipo de serviço será prestado (visita aos doentes no hospital, auxílio à catequese etc.) e com que regularidade.

CAMINHO

Já se o grupo jovem se propuser a promover a espiritualidade de seus membros, é FUNDAMENTAL que fique claro de qual fonte irão beber e qual metodologia de trabalho irão utilizar, ou seja, qual caminho seguirão para alcançar a meta definida.
  • Farão estudos bíblicos?
  • Estudarão os discursos e homilias do Papa?
  • Estudarão os escritos de algum santo?
  • Cantarão músicas? De que tipo?
São mil e uma possibilidades. Mas é importante se ater a uma linha de abordagem da fé cristã e a uma metodologia, para que o grupo possa ter foco e identidade.

Esses pontos, após definidos, devem ser registrados no papel, como uma espécie de estatuto. Isso ajuda o grupo a ter mais estabilidade e continuidade em suas atividades, ainda que a coordenação mude. Encontrei um bom exemplo de estatuto na Internet, é de um grupo chamado Jupec – clique aqui para ver (neste documento, pra mim, só não ficou clara qual é a identidade espiritual do grupo e a metodologia de trabalho eles usam em seus encontros e atividades).

HUMILDADE

Quanto à preocupação em “ser Igreja”, é preciso uma contínua atenção para que o grupo seja continuamente solícito e obediente ao pároco e, eventualmente, ao padre por ele designado para cuidar da direção espiritual do grupo. Aí entra a humildade.

LIDERANÇA ADEQUADA

Especialmente se o grupo for voltado para a formação espiritual, a pessoa que lidera as reuniões e atividades, ainda que seja jovem, deve ter um bom conhecimento teológico, e também uma fé madura.

Por falta de uma liderança adequada, boa parte dos grupos jovens são espiritualmente insossos e pouco acrescentam aos seus participantes. São mais clubinhos de católicos amigos do que qualquer outra coisa. Não ajudam ninguém a aprofundar as razões da própria fé e nem tampouco iluminam o caminho para que o cristianismo seja vivido de forma corajosa e pública, fora das paróquias, no cotidiano.

- Qual a finalidade de se ter um grupo de jovens na paróquia?

Como dito antes, a finalidade do grupo jovem pode ser definida pelas lideranças do grupo, sendo depois exposta à aprovação do pároco. Mas, se quer uma opinião… Creio que um grupo jovem pode ser, na paróquia, um centro inicial de atração, de acolhida e de evangelização para os jovens, que, com o tempo, fluirão para outros movimentos e pastorais da Igreja.

Em geral, o grupo jovem marca o período de transição das pessoas para grupos de espiritualidade mais bem estruturada. Não estou dizendo que os grupos jovens, necessariamente, possuem uma espiritualidade rasa, mas é muito difícil que um grupo de caráter transitório (ninguém é jovem pra sempre, certo?) tenha uma proposta de formação espiritual consistente a ponto de sustentar uma pessoa por muitos anos.

Isso não é um defeito, mas é uma característica comum aos grupos jovens: a transitoriedade. Este aspecto não diminui em nada a sua importância, já que, sem esses grupos, muitos jovens ficariam sem referências e não teriam oportunidade de criar vínculos dentro da paróquia, deixando logo de frequentá-la.

O que vou dizer agora pode parecer óbvio, mas, acreditem, é importante ressaltar: GRUPO JOVEM É PARA JOVENS!!! Se você já tá passou dos 25 anos há alguns carnavais, esse tipo de grupo não é para você. Já vi muitos coordenadores estimulando a frequência de adultos (até coroas) em grupos jovens, visando “fazer número” e inchar o grupo. Assim, os encontros acabam perdendo a eficácia na reflexão do cristianismo aplicado ao cotidiano do jovem.

Por que será que o grupo se chama “jovem”? Pra reunir um monte de gente de 30 e 40 anos é que não deve ser! Então, se você é adulto, não se deixe vencer pela Síndrome de Peter Pan e busque um grupo mais adequado à sua realidade.

- Por que muitos sacerdotes ainda têm medo?

Quanto à eventual resistência de alguns padres: isso surge, muitas vezes, da falta de humildade da coordenação do grupo jovem. Muitos coordenadores querem agir de forma independente, como se não fizessem parte de um corpo, e como se não devessem satisfações ao pastor que está à frente da paróquia.

Se, desde a criação do grupo, os seus objetivos e o seu método de trabalho for apresentado à apreciação do pároco, certamente muitos conflitos, desconfianças e incompreensões serão evitados. Caso a paróquia receba um pároco novo, é importante que o grupo apresente a ele o seu estatuto e se mostre disponível para ajudar e obedecer no que for necessário.

Fonte: O Catequista

O maior perigo para a Igreja é que seja mundana, diz o Papa


Na homilia da Missa desta manhã na Casa Santa Marta, o Papa Francisco disse que quando a Igreja se converte em mundana, por causa do demônio, faz-se incapaz de anunciar o Evangelho e o "escândalo" da Cruz. "Este é o maior perigo!".


Ante alguns funcionários da APSA, a Administração do Patrimônio da Sé Apostólica, o Santo Padre assinalou que "quando a Igreja se torna mundana, quando tem dentro de si o espírito do mundo, quando tem aquela paz que não é a do Senhor, aquela paz de quando Jesus diz ‘eu vos dou a paz, eu vou dou a minha paz’, não como a dá o mundo, quando tem essa paz mundana, a Igreja é uma Igreja débil, uma Igreja que será derrotada e incapaz de levar o Evangelho, a mensagem da Cruz, o escândalo da Cruz… Não o pode levar adiante se for mundana".

Francisco explicou que "pode-se proteger à Igreja, pode-se curar à Igreja e nós devemos fazê-lo com nosso trabalho; mas é mais importante o que faz o Senhor: Ele é o único que pode olhar cara a cara ao maligno e vencê-lo. (…) Se queremos que o príncipe deste mundo não tome à Igreja em suas mãos, devemos confiá-la ao único que pode vencê-lo".

Depois de alentar rezar por toda a Igreja, inclusive por aqueles batizados que não vemos ou não conhecemos, o Santo Padre disse que "confiar a Igreja ao Senhor é uma oração que a faz crescer. É também um ato de fé. Nós não temos poder, somos pobres servidores – todos – da Igreja. Ele pode levá-la adiante, protegê-la e fazê-la crescer, defendê-la de quem quer que a Igreja se torne mundana. Este é o maior perigo!".

"Confiar a Igreja ao Senhor, confiar os idosos, os doentes, as crianças, os jovens… ‘Protege Senhor a tua Igreja: É tua! Com esta atitude Ele nos dará, no meio das tribulações, a paz que só Ele pode dar. A paz que o mundo não pode dar, que não se compra, a paz que é um verdadeiro dom da presença de Jesus no meio da sua Igreja".

O Papa assinalou também que é necessário "confiar à Igreja os que estão em tribulação: há grandes tribulações, perseguições… mas há também pequenas tribulações: as pequenas tribulações da doença ou dos problemas familiares… Confiar tudo isto ao Senhor: Protege a tua Igreja na tribulação, para que não perca a fé, para que não perca a esperança".

Para concluir, Francisco exortou a todos a "fazer esta oração de confiança pela Igreja que fará bem a toda ela. Dará grande paz a nós e à Igreja, não nos livrará das tribulações, mas nos fará forte ante elas".

Fonte: ACI Digital

Estado laico e humanismo integral

Sob o pretexto do uso da expressão “Estado laico” vem se desenhando no Brasil uma proposital confusão entre o que seja “sociedade” e “Estado”. Aquela [sociedade] é maior que este [Estado], portanto, o Estado é um servidor da sociedade e de seus valores e não o contrário. 

O pluralismo de ideias e a dignidade da pessoa humana, princípios fundantes de nossa República, são garantidos no artigo 1º, incisos III e V de nossa Carta Magna. Prestigiar essa variação cultural de nosso povo é preceito constitucional. Também não se pode tratar como expressões sinônimas, Estado laico = humanismo ateu, outro enfadonho equívoco que se vislumbra nas entrelinhas dos debates atuais. 

A proposta de vida cristã pautada no Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo não é um ideal para “vida privada”, para o “recôndito do lar”, mas sim uma proposta que faz parte da cultura brasileira, da vida pública do povo brasileiro, daí porque o suposto “Estado laico” não pode querer excluir o aspecto religioso da vida pública. Seria criar um Estado sem sociedade, o que é um retorno às ditaduras no século XX.

Não queremos um retorno ao Estado religioso, mas também não podemos admitir que o Estado laico seja sinônimo de um Estado ateu, no qual “quem de alguma forma professe uma fé religiosa seja ela qual for, seja considerado um cidadão de segunda categoria e por isso tenha de ficar quieto e não se manifeste” – com bem acentua Dom Odilo Scherer (“Fazemos questão do Estado laico”, Época, 25/06/2007, p.110).

Precisamos de clareza na cena política. O Estado é laico, mas a sociedade não o é. Ao contrário, em sua grande maioria a sociedade professa uma fé religiosa, cuja manifestação está garantida como direito fundamental no artigo 5º, VIII da Constituição Federal. Portanto, aos cristãos cabe o chamado de Cristo: “Duc in altum” ["Faz-te ao largo" (Lc 5,4)].

Não obstante o governo é pluralista e laico, logo, não pode impor que a proposta da Igreja Católica por um humanismo integral seja vista como coisa estranha, ao contrário, é uma proposta que faz parte da cultura e da vida brasileira. Defender o uso de crucifixos e Bíblias em prédios e espaços públicos, lutar contra o aborto, defender a família, defender a vida humana na integralidade é dever missionário dos cristãos que formam a maioria do povo brasileiro, muito embora o Estado (microparte da sociedade) seja laico. “Não somos cidadãos de segunda classe”, insisto em Dom Odilo Scherer.

É oportuno lembrar o que diz o procurador-geral da República aposentado, Cláudio Fonteles, quando pontua com base na Doutrina Social da Igreja (DSI) que o Estado deve ser visto de forma subsidiária quando se discute a temática das questões sociais, com preeminência para pessoa e seus valores. Diz ele: “é de muito relevo à Doutrina Social da Igreja o chamado princípio da subsidiariedade, que significa posicionar as instituições oficialmente engendradas pela razão humana, ou seja, o Estado e todo o aparato de serviços públicos executivos, legislativos e judiciais postos à satisfação das necessidades da pessoa humana, na vida em sociedade, em plano secundário. Vale dizer: toda essa estrutura executiva, legislativa e judicial não pode chamar a si a definição absoluta das questões sociais, subjugando, alienando, excluindo a pessoa humana do exercício de sua subjetividade criadora, manifestada singular ou comunitariamente.”

Por trás da defesa intransigente do chamado “Estado Laico” revela-se sorrateiramente a ideia de um humanismo ateu, humanismo inumano, ou fragmentado, se comparado ao humanismo integral defendido pela Igreja. Indagamos: é possível um humanismo ateu? Diz Henri de Lubac: “Não é certo que o homem, tal como parece querer dizê-lo, por vezes, não possa organizar a terra sem Deus. O que é verdade é que, sem Deus, ele não pode, no fim de contas, organizá-la senão contra o homem. O humanismo exclusivo não passa de uma humanismo inumano” (“O drama do humanismo ateu”, Editora Porto: Lisboa, 1943, p.10).

Quando destruímos embriões, fazemos apologia ao aborto, violamos a família e negamos de forma contumaz a pobreza crescente, não só estamos refutando o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, estamos desrespeitando os próprios direitos humanos plasmados na Constituição Federal e o humanismo integral. 

E como se define um humanismo integral em rechaço ao “humanismo ateu” que se desenha em paralelo ao “Estado Laico”. Quem pode nos responder é o Compêndio da Doutrinal Social da Igreja em seu parágrafo 153, que à luz da tradição bimilenar da Igreja diz; “153 – A raiz dos direitos do homem, com efeito, há de ser buscada na dignidade que pertence a cada ser humano. Tal dignidade, conatural à vida humana e igual em cada pessoa, se apreende antes de tudo com a razão. O fundamento natural dos direitos se mostra ainda mais sólido se, à luz sobrenatural, se considerar que a dignidade humana, doada por Deus e depois profundamente ferida pelo pecado, foi assumida e redimida por Jesus Cristo mediante a Sua encarnação, morte e ressurreição. A fonte última dos direitos humanos não se situa na mera vontade dos seres humanos, na realidade do Estado, nos poderes públicos, mas no próprio homem e em Deus seu criador. Tais direitos são “universais, invioláveis e inalienáveis, enquanto “inerentes à pessoa humana e à sua dignidade” e porque “seria vão proclamar os direitos, se simultaneamente não se envidassem todos os esforços a fim de que seja devidamente assegurado o seu respeito por parte de todos, em toda parte e em relação a quem quer seja. Inalienáveis, enquanto “ninguém pode legitimamente privar destes direitos um seu semelhante, seja ele quem for, porque isso significaria violentar a sua natureza”.

Enfim, o que está no cenário é um “Estado laico” ao lado de um humanismo ateu e cristofóbico em contraste com uma sociedade que deseja ardentemente viver no aqui-e-agora um humanismo integral. Como lembra Frei Raniero Cantalamessa: “A suprema contradição que o homem de sempre experimenta – entre a vida e a morte – foi superada. Mas a contradição mais radical não está em viver e morrer, mas entre viver “para o senhor” e viver “para si mesmo”... Viver para si mesmo é novo nome da morte.” (“O poder da cruz”. 5º ed. Loyola: São Paulo, 2009, p. 13).

Roberto Wagner Lima Nogueira
Advogado, Professor,
Mestre em Direito Tributário.

FRUTOS DA CONVERSÃO


A Igreja foi posta, mais uma vez, como espetáculo diante do mundo. Todos os olhos estão voltados para ela e proclama-se, especialmente quando vista de fora, uma grande crise. Aproveita-se a oportunidade para que as muitas bandeiras de uma parcela permissiva da sociedade sejam levantadas. Na cabeça de muitos, vale apostar tudo para ver o que se pode colher, como se a Igreja de Jesus Cristo fosse um balcão de informações turísticas, ou, quem sabe, um parlamento democrático aberto a todos ou as orientações morais viessem a ser decididas pelo voto da maioria. A grande renovação da Igreja, ou acontece a partir de dentro do coração de cada cristão, com a força da permanente conversão, ou será indevida e mentirosa, pois ela não pode ser infiel ao seu Senhor.


Ser cristão incomoda e muito, começando mesmo por aqueles que desejam professar sua fé com coerência, em tempos nos quais a perseguição se volta furiosa, especialmente contra os católicos. Não estamos mais em época de cristandade! Com certeza os cristãos católicos devem tomar consciência de sua responsabilidade e se decidirem a ser sal, luz e fermento, com qualidade de vida e testemunho, indo além das valiosas e reconhecidas devoções, para serem presenças qualificadas, capazes de transparência da inigualável mensagem evangélica, dispostos a superar os próprios limites e pecados.

Sabemos que o mistério da iniquidade está presente onde quer que existam pessoas humanas. Falta muito para todos os homens e mulheres, de qualquer religião ou fé, vejam vencidos em si ou na vida social a maldade que se espalha. Também para nós vale o chamado contínuo à conversão, tanto que, nos dias da Quaresma, a Igreja inteira, consciente de que foi resgatada pelo Sangue do Cordeiro imolado, canta em sua oração: "Humildes, ajoelhados na prece que a fé inspira, ao justo Juiz roguemos que abrande o rigor da ira. Ferimos por nossas culpas o vosso infinito amor. A vossa misericórdia do alto infundi, Senhor. Nós somos, embora frágeis, a obra de vossa mão; a honra do vosso nome a outros não deis, em vão. Senhor, destruí o mal, fazei progredir o bem; possamos louvar-vos sempre, e dar-vos prazer também. Conceda o Deus Uno e Trino, que a terra e o céu sustém, que a graça da penitência dê frutos em nós. Amém" (Hino de Laudes para os Domingos da Quaresma). É bom que o mundo saiba que nos reconhecemos pecadores, suplicamos a misericórdia de Deus, somos continuamente chamados à conversão e nos empenhamos em buscar as formas de vida cristã e as estruturas necessárias ao testemunho autêntico de Jesus Cristo.

No terceiro domingo da Quaresma, a Igreja proclama e medita o Evangelho de São Lucas, no capítulo treze, versículos um a nove. Jesus forma seus discípulos e as pessoas que dele se aproximam. Cabe-lhes estar atentos aos acontecimentos. O primeiro deles é de ordem religiosa, quando alguns galileus são mortos por Pilatos quando ofereciam sacrifícios. O segundo é um acidente, quando uma torre cai sobre algumas pessoas. É mais ou menos como as notícias novas ou requentadas, que correm pelo mundo afora e também no boca a boca das conversas.

Em nossos dias, pululam acusações de toda ordem contra a Igreja e os católicos. Os fatos negativos tenham sua devida apuração e, quando comprovados, as pessoas sejam devidamente responsabilizadas. Também os desastres públicos são passíveis de verificações e providências cabíveis. No entanto, envolvidos diretamente ou não nos dois tipos de eventos, todos sejam provocados a tirar as lições devidas. Trata-se de perguntar o que Deus quer nos dizer com os fatos.

Jesus propõe a conversão nos dois casos. Se existem cristãos que agem mal, que comecem uma vida nova, transformem sua mentalidade e suas práticas. Se qualquer um de nós se encontra distante dos fatos e responsabilidades, pergunte-se como pode ser melhor e viver melhor, mesmo em áreas totalmente diferentes. Quando na sociedade uma obra desaba, um incêndio se alastra, as ruas estão esburacadas ou os serviços são de baixa qualidade, mesmo quem não tem poder para mudar tudo, pode começar por si mesmo ou perto de sua casa. O lixo que cada um recolhe de forma adequada pode ser uma pequena, mas indispensável ajuda, como também a direção segura e defensiva no trânsito e outras práticas. Vale, como sempre, ouvir Jesus: “Pensais que esses galileus eram mais pecadores do que qualquer outro galileu, por terem sofrido tal coisa? Digo-vos que não. Mas se vós não vos converterdes, perecereis todos do mesmo modo. E aqueles dezoito que morreram quando a torre de Siloé caiu sobre eles? Pensais que eram mais culpados do que qualquer outro morador de Jerusalém? Eu vos digo que não” (Lc 13,2-5). Os frutos da conversão se manifestem em nova mentalidade e novas práticas de vida!

A Igreja tem a alegria de oferecer ao mundo, depois de oito anos de trabalho intenso, o exemplo luminoso que tem sido o até agora Papa Bento XVI, que acaba de renunciar. Certamente incomodou muita gente, mas edificou crianças, jovens e adultos, homens e mulheres de todos os quadrantes do mundo. Sua palavra e seu comportamento foram retilíneos, coerentes com o lema escolhido, “colaborador da verdade”, um cristão autêntico, apaixonado pela Verdade, que é Jesus Cristo. É a esta verdade que queremos converter-nos! É a esta verdade que estará a serviço o novo Papa a ser eleito!

Com a Igreja e o mundo, peçamos juntos: “Senhor Jesus, Pastor eterno, fundastes a Igreja para ser no mundo o Sacramento da Salvação, na perfeita comunhão de amor, e destes a Pedro a tarefa de criar a unidade entre vossos filhos e filhas. Amparai, Senhor, a vossa Igreja que, sustentada pelo vosso Santo Espírito, espera confiante a escolha do Sucessor de Pedro, que nos sustentará na mesma fé que da mesma Igreja recebemos no Batismo. Não permitais, Senhor, que ventos de doutrinas contrárias venham a nos confundir. Sustentai a nossa fé e mandai, sem demora, aquele que conduzirá a Barca da Igreja pelos caminhos da história em nosso tempo, para a honra e glória do vosso nome, vós que sois caminho, verdade e vida. Amém!”

Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo Metropolitano de Belém

Site motiva intercessão ao Conclave



O site 1conclave.com tem o objetivo de interceder orações aos cardeais eleitores que estarão no Conclave para a escolha do novo Papa. Esta página foi criada por jovens católicos de Brasília, com a finalidade de possibiliar intercessão a cada cardeal envolvido pela escolha do novo Sumo Pontífice.

Quando acessar os dados cadastrados o usuário será apresentado a um cardeal, de forma aleatória, independente da nacionalidade dele para presenteá-lo com um ramalhete espiritual.

O ramalhete espiritual é composto por missas, orações (Pai Nosso, Ave Maria, Angelus), terços, vias sacras, adorações, jejuns e outros sacrifícios oferecidos aos cardeais. Este presente é uma súplica à Virgem de Guadalupe pela escolha do cardeal presenteado, e ainda pode ser atualizado até o início do Conclave.

Para outras informações acessse o site www.1conclave.com, e inicie as suas orações e penitências.


Fonte: Juventude'Pode Crer!

Jovens do mundo todo se reúnem em vídeo para homenagear Bento XVI


Faltam apenas 3 dias para o término do glorioso pontificado do Papa Bento XVI. Marcado para o dia 28 de fevereiro, o tempo de sede vacante terá início a partir das 20h - horário local. Enquanto a data não chega, milhares de católicos do mundo todo têm expressado sua gratidão ao Santo Padre por esses oito anos em que governou a Igreja.

Um grupo de fiéis católicos publicou no Youtube nesta quinta-feira, 21/02, um bonito vídeo feito por jovens de vários países, no qual eles homenageiam Bento XVI pelos inúmeros bens que ele fez à fé cristã. Intitulado de "Para um jovem de 85 anos", os jovens agradecem ao Papa por sua generosidade, por ter beatificado João Paulo II e por seu afeto e humildade. Os participantes também aproveitaram para agradecê-lo por suas viagens apostólicas a outras nações, principalmente em suas três Jornadas Mundiais da Juventude.


#O que significa “Igreja”?

Igreja, em grego, diz-se ekklesia e significa ”os convocados”. Todos nós, que somos batizados e cremos em Deus, somos convocados pelo Senhor. Juntos somos a Igreja. Cristo é, no dizer de São Paulo, a “cabeça” da Igreja; nós somos o seu “corpo”. [748,757] 

Quando celebramos os sacramentos e ouvimos a Palavra de Deus, Cristo está em nós e nós estamos n’Ele – isto é a Igreja. A Sagrada Escritura descreve a comunhão estreita, pessoal e vital de todos os batizados com Jesus através de metáforas sempre novas: ora fala do Povo de Deus, ora da Esposa de Cristo; ora é chamada de Mãe, ora é a família de Deus ou comparada a um banquete nupcial. A Igreja nunca é uma simples instituição ou uma “igreja administrativa” que podemos pôr de lado. Podem escandalizar-nos os erros e os defeitos da Igreja, mas não nos podemos distanciar dela, porque Deus a escolheu irrevogavelmente e, apesar de todos os pecados, não Se distancia dela. A Igreja é a presença de Deus na humanidade, pelo que a devemos amar. [YouCat 121] 

 Ele [Cristo] é a “cabeça” da Igreja, que é o seu “corpo”. [Cl 1,18] 

 Deus quer a Igreja, porque nos quer salvar, não individualmente, mas em comunhão. Ele quer fazer de toda a humanidade o Seu Povo. [758-781, 802-804] 
Ninguém vai para o Céu por uma porta insocial. Quem só pensa em si e na salvação da própria alma vive “in-socialmente”. Isso é impossível tanto na Terra como no Céu. Nem Deus é insocial; não é um Ser solitário, auto-suficiente. O Deus trino é, em Si mesmo, “social”, uma comunhão, um eterno intercâmbio de amor. Também o ser humano, segundo o modelo de Deus, visa relação, permuta, participação e amor. Somos responsáveis uns pelos outros. [YouCat 122] 

A missão da Igreja é permitir que, em todos os povos, brote e cresça o Reino de Deus, que Jesus já inaugurou. [763-769, 774-776, 780] 
Aonde Jesus foi, o Céu tocou a Terra, despontou o Reino de Deus, um reino de paz e de justiça. A Igreja serve este Reino de Deus. Ela não é um fim em si mesma. Ela tem de continuar o que Jesus começou. Ela deve proceder como Jesus procederia. Ela transmite as Palavras de Jesus e prossegue a celebração dos sinais sagrados de Jesus (Sacramentos). Portanto, a Igreja, com toda sua fraqueza, é um pedaço do Céu sobre a Terra. [YouCat 123]

Papa Bento XVI convida Igreja a superar "orgulho e egoísmo"


O Papa Bento XVI convidou neste domingo , 17, os membros da Igreja a superarem o “orgulho e egoísmo” nas suas vidas e pediu orações por si e pelo seu sucessor, a poucos dias de concluir o pontificado por ter apresentado a renúncia.

“Peço-vos que continueis a rezar por mim e pelo próximo Papa, bem como pelos exercícios espirituais, que vou começar nesta tarde com os membros da Cúria Romana”, disse o Papa, em espanhol, diante de aproximadamente 50 mil peregrinos reunidos na Praça de São Pedro para a recitação do Angelus.

Num dos últimos encontros com peregrinos antes de 28 de fevereiro, Bento XVI mostrou-se "profundamente agradecido" pelas “orações e apoio” que tem recebido por parte dos fiéis desde que apresentou a sua resignação, na segunda-feira, 11.

A tradicional catequese destes encontros de oração foi dedicada ao episódio do evangelho das “tentações” de Jesus, a partir das quais o Papa alertou para a necessidade de os católicos rejeitarem os apelos “do egoísmo e o orgulho, do dinheiro e do poder”.

“A Igreja, que é mãe e mestra, chama todos os seus membros a renovar-se no espírito, a reorientar-se decididamente para Deus, renegando o orgulho e o egoísmo para viver no amor”, declarou.

Bento XVI referiu que Jesus teve de “desmascarar e recusar as falsas imagens do Messias” que se revelavam também “falsas imagens do homem, que em todos os tempos seduzem a consciência, travestindo-se de propostas convenientes e eficazes”.

“Neste Ano da Fé, a Quaresma é um tempo favorável para redescobrir a fé em Deus como critério-base da nossa vida e da vida da Igreja. Isso comporta sempre uma luta, um combate espiritual”, acrescentou.

Segundo o Papa, o “núcleo central” das tentações consiste em “instrumentalizar Deus para os próprios fins” dando mais importância “ao sucesso e aos bens materiais”.

“Desta maneira, Deus torna-se secundário, reduz-se a um meio, torna-se definitivamente irreal, já não conta, desvanece-se. Em última análise, nas tentações está em jogo a fé, porque está em jogo Deus”, precisou.

A intervenção de Bento XVI deixou votos de que a Quaresma, tempo de preparação para a Páscoa iniciado esta quarta-feira, seja para os católicos “caminho de uma autêntica conversão para Deus e tempo de partilha intensa” da fé em Jesus Cristo.

O Papa e os seus mais diretos colaboradores iniciam esta tarde uma semana de oração e reflexão, durante a qual são suspensos todos os compromissos públicos no Vaticano.

"Obrigado a todos vós", disse, em resposta aos aplausos das pessoas presentes na Praça de São Pedro.

O encontro serviu como momento de homenagem e saudação por parte da comunidade e da cidade de Roma ao Papa.

O próximo encontro de Bento XVI com os fiéis vai decorrer no dia 24, com a recitação dominical do Angelus, seguindo-se a última audiência pública do pontificado, dia 27 de fevereiro, iniciativa para a qual já estão inscritas 35 mil pessoas, segundo o Vaticano.

O último dia do pontificado, em 28 deste mês, inclui um encontro de despedida dos cardeais, pelas 11h00 (Roma), antes da partida em helicóptero, rumo à residência pontifícia de Castel Gandolfo, nos arredores de Roma, marcada para as 17h00.

Cardeal Ravasi: Como Igreja devemos escutar os jovens

O Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, Cardeal Gianfranco Ravasi, encerrou a assembleia plenária de seu dicasterio na universidade LUMSA de Roma afirmando a necessidade de abrir um diálogo direto com os jovens e animá-los a conhecer mais de perto o mundo católico.

Em uma entrevista concedida no dia 6 de fevereiro ao grupo ACI em Roma, o Cardeal Ravasi assinalou que os jovens e seus costumes são um sensor do caminho que está tomando a sociedade e, portanto, a Igreja deve dar-lhes voz e escutá-los.

“Os jovens representam muitos rostos distintos. Por um lado são muito livres, mas por outro lado seguem as modas; por um lado detestam um pouco a cultura contemporânea, mas amam a música; são muito individualistas, mas ao mesmo tempo amam o voluntariado… são uma representação da diversidade de problemas da sociedade contemporânea, e portanto, devemos procurar como Igreja escutá-los”, explicou.

A assembleia durou de 6 a 9 de fevereiro sob o tema “Culturas juvenis emergentes”, nela participam 60 palestrantes do entorno eclesiástico e da sociedade civil provenientes de todo o mundo.

Dentro do dicasterio, o atual subsecretário do Conselho, Mons. Melchor Sánchez de Toca y Alameda, explicou ao grupo ACI o que esperam obter da plenária de seu dicasterio.

“Nós gostaríamos de transmitir a toda a Igreja uma preocupação. Naturalmente todos os bispos e todos os sacerdotes, que trabalham com jovens estão preocupados porque se dão conta que não chegam aos jovens... O que está acontecendo?... rompeu-se o processo de transmissão da fé, e esta é uma situação nova”, assinalou.

Para Mons. Sánchez, o problema “é que realmente o contexto cultural mudou... Não é um problema de ignorância religiosa, não é um problema de freqüência ou participação na Missa, é a transmissão da fé o que foi quebrado, e portanto, devemos estudar o modo de recompor este processo de transmissão”.

“Não há receitas nem formula mágicas, o cristianismo sempre foi contracorrente e não pode ser de outra maneira”, concluiu. 

Fonte: ACI Digital

A Orkutização do Natal


Jingle Bells, Povo Católicoooo!!!!

Acabamos de passar o último domingo do Advento.  O que para o nosso cotidiano quer dizer que… lá se foi a última chance de passar no shopping para comprar presentes!

Uepa!  Tem coisa errada aí, não tem?  Claro!  Você esqueceu também o amigo oculto e a roupa arrasadora que ia comprar para a festa de final de ano!  Ai, caramba! Ainda tem o reveillón na praia com a galera!  Muitas coisas!!!! Acho que só rezando pra conseguir.  Ah… talvez rezar fosse a única coisa a ser feita.  Mas aos poucos, transformamos (ou permitimos transformar) a “encarnação do Verbo” em “festas de fim de ano”.

Parabéns pelos seus 2000 anos!
Pra começar, o que é o Natal?  Pensa aí… 1, 2, 3… seu tempo acabou.  Você provavelmente deu aquela simplificada e mandou: “é o aniversário de Cristo!”.  Muito bem.  Você acertou o que 80% dos católicos pensam ser o Natal.  Tem até padre que puxa parabéns na missa.  Essa, na verdade, foi a primeira fase da orkutização do Natal.

Aniversário é contagem de anos.  É a comemoração de uma data! Mas, não é isso que estamos lembrando no Natal.  Nem tampouco estamos celebrando o simples nascimento de uma criança.  É muito mais do que isso!!!

O que comemoramos verdadeiramente é a encarnação do Verbo. É que Deus se fez homem e habitou entre nós (lembra da oração do Angelus?).  É algo incrívelmente extraordinário que Deus nos ame tanto que se dê ao trabalho de se tornar um de nós.  Mais do que isso: abraçou com tanto amor a nossa miséria que mesmo o seu nascimento ocorreu como o de qualquer outro ser humano, ou seja, por meio de uma mulher.  Tudo começa ali.  A Nova Aliança, a nossa salvação, começa a tormar suas formas definitivas ali,  naquela noite em Belém.

Entender esse significado coloca por terra a famosa encheção de saco dos ateus, sobre a verdadeira data do Natal: pouco importa se Cristo nasceu ou não no dia 25 de dezembro.  O que estamos comemorando é o fato em si, não a data. Mas é fácil esquecer disso, porque abstraímos com muita facilidade o fato de que Jesus Cristo é o próprio Deus.

Mas, não há nada que não possa piorar.

Qual é a coisa mais importante em um aniversário?  O aniversariante?  Nada disso!  É a festa!!!  Claro!  Quando você é convidado para uma festa de aniversário, espera com ansiedade e se arruma horrores pra ocasião.  Mas quantas vezes se lembrou de caprichar no presente do aniversariante?  Quase sempre seu presente é apenas um abraço desejando muitas felicidades (isso se você souber quem é o aniversariante)!

Então, como no Natal estamos simplesmente comemorando o aniversário de Cristo, nada mais natural do que… esquecer Cristo e focar na festa!  Olha aí a segunda fase da orkutização!  Agora temos um monte de tradições vindas de não-sei-onde, mas que certamente não são da Igreja:  Chester, peru, bacalhau, rabanada, presentes, Papai Noel by Coca-cola…  nos preocupamos mais em botar nossos filhos no colo de um cara de barba postiça, do que ensiná-los a grandeza do que realmente aconteceu.

Garanto que São Nicolau era mais simpático...
Importamos um monte de baboseiras que jamais existiram na cena original (como bonecos de neve), ou fazemos loucuras como comer sementes oleaginosas (maravilhosas no rigoroso inverno europeu), suando feito porcos a 40 graus.  Enquanto isso… símbolos oriundos da tradição católica, como a Árvore de Natal, a guirlanda e São Nicolau (o Papai Noel de verdade), se tornam simplesmente adornos sem sentido algum.

Como arte é legal.
Mas como presépio..
Do Presépio então nem se fala.  Não existe símbolo católico mais avacalhado.  Já teve Cristo nascendo em cidade medieval, favela, campo de futebol, MARTE!!!!  Enfim… virou expressão artística, mas perdeu sua função de fazer meditar sobre a encarnação de Deus.

Vai aqui um desafio: quantas vezes você foi à Missa do Galo ou ao menos fez uma contemplação do nascimento de Cristo na noite de Natal? Provavelmente não dava pra fazer isso no meio da festa.  Pois é.  Esse é o Natal de 80% dos católicos.

Mas, não há nada que não possa piorar.

É importante dizer
que esta foto não é minha!!!
Orkutização final: quem tem mais ou menos 30 anos, já recebeu cartão de natal da empresa (em papel) desejando um “Feliz Natal e um próspero ano novo”.  Mas quem tem pouco mais de 20 só recebeu “Boas Festas”.  Pois é.  Não é politicamente correto deixar tão evidente uma festa relacionada a uma religião. Então, a galera agora bota tudo no mesmo bolo e deseja apenas que as festas (repare bem no termo: FESTAS) de fim de ano sejam boas.  Isso inclui aquele mega-rega-bofe da empresa que sempre termina em bebedeira e silêncio no dia seguinte (ou em demissão).

Olhe em volta.  Repare nos out doors, nos cartazes, nos comerciais de TV.  Além da Leader Magazine (“já é natal…”),  ninguém está diferenciando a celebração pela encarnação de Deus, dos festejos pelo incremento de um número ao ano corrente. E quando lembram (como é o caso da referida loja) é só pra lembrar você de fazer compras.  É Papai Noel pra tudo que é lado.  Cristo que é bom…

Mas, não há nada que não possa piorar.

Calma… ainda não piorou.  Mas acho que não falta muito para os feriados religiosos deixarem de existir, por não serem “politicamente corretos”.

Agora, povo católico, depois de tudo isso, não se sintam culpados pelos presentes comprados e nem saiam por aí puxando a barba dos papais noéis (tem plural isso?).  Aproveitem a festa em família.  Mas saibam colocar em primeiro lugar o real motivo da comemoração: “O Verbo se fez carne e habitou entre nós”.

E na verdade, ainda habita.  Lembre-se disso.

Abraços!

Fonte: O Catequista

Os Santos e o Gênio da Lâmpada

E aí Povo Católico!  Você já esfregou o pé de um santo pedindo milagre? Já arrancou o Menino do Santo Antônio e o escondeu até casar?  Já colocou ele de cabeça pra baixo em um copo d’água?  Já pediu pra São Longuinho procurar suas coisas?  Se respondeu sim para qualquer uma destas perguntas, está na hora de rever seus conceitos…

O problema não é pedir… afinal, os santos intercedem mesmo.  Mas, infelizmente a maioria dos católicos trata os Santos como se fossem a Lâmpada de Aladim: esfrega, faz um pedido e fica esperando a mágica acontecer.  Mas não foi pra isso que a Igreja investigou a fundo tantas vidas heroicas e as colocou diante de você!  Foi pra coisa muito melhor: ser exemplo!  Ih… catequista… explica isso aí.  Vamos lá…

Antes de tudo, vamos entender o que quer dizer “Santo”.  Quando não estamos doentes, estamos… sãos!  Olha só!  São = Santo = Pessoa Sadia, que dentro do nosso contexto religioso quer dizer: Aquele que tem o Espírito Sadio!!!! Ou seja, quando nós estamos totalmente voltados para Deus e não com o espírito doente, tomado pelo pecado e pelo esquecimento Dele! Entendeu?  Ok… vamos ao próximo tópico.

Entendemos o que significa santo, mas o que é SER santo?  É VIVER a vida em comunhão com os ensinamentos de Deus, colocando Ele no centro de todas as coisas dentro do cotidiano.  Pode parecer pouco, mas não é… não estamos acostumados, por exemplo, a viver Deus no trabalho, ou no colégio, ou na faculdade, ou no futebol com os amigos, ou tomando cerveja no happy hour de sexta-feira.  Nestes momentos gostamos de esquecer que Ele existe e nos lembramos sempre que vamos rezar ou pedir alguma coisa.  Pois SER SANTO é TENTAR não esquecer Dele em tempo algum… TENTAR?  É… quem mais tenta, mais consegue… ninguém é perfeito, nem os Santos!

hmmmm… agora você deve estar pensando: “Mas que isso! Herege! Os Santos são perfeitos!”.  Antes de acender a tocha, fique sabendo que não são não… os Santos são EXEMPLOS de pessoas que buscaram a perfeição e, por isso, se aproximaram muito dela.  Mas são humanos como eu e como você… cometeram inúmeros erros e pecados, mas sobretudo, foram fiéis ao chamado de Cristo e buscaram a perfeição EM TODOS OS ASPECTOS DA VIDA.  Isso é SER SANTO.  A única realmente perfeita foi Nossa Senhora porque recebeu a graça de nascer sem o Pecado Original.  Os outros eram como você.

Opa!!! Agora você está se perguntando: “Então eu posso ser Santo?“.  Claro que pode! E não precisa (aliás, não deve) esperar morrer pra isso.  Quem é santo, é santo em vida! Depois de morto já era… não dá mais tempo.  A Igreja apenas RECONHECE a santidade através dos feitos em vida da pessoa, e através de dois sinais que são pedidos a Deus para que Ele garanta que esta pessoa é digna de ser posta como EXEMPLO para todo o povo católico.

Enfim… pra fechar, você já deve ter percebido qual é a função principal dos Santos.  A Igreja reconhece vidas santas para que elas nos inspirem a buscar a perfeição.  São grandes exemplos a serem seguidos!  Não são amuletos pra esfregar… As imagens são como fotos de pessoas queridas.  Estão ali para lembrar o povo a que você pertence e a grandeza do seu destino! Não é pra você afogar em um copo d’água…

Ou seja, da próxima vez que você vir a imagem de um Santo, olhe para ele e diga a si mesmo: “Este homem/mulher era pecador como eu, limitado como eu, um humano como eu.  Se ele conseguiu ser digno dos céus… eu também posso! E devo começar esta jornada AGORA!“.

Então, o que você ainda está fazendo parado aí?  Estude a vida dos santos, veja que exemplo eles lhe dão e MÃOS A OBRA, porque a fé sem obras é morta e a primeira tem que ser na sua própria vida!

Fonte: O Catequista

Bono agradece à Igreja Católica pela ajuda aos países pobres



O famoso e polêmico líder da banda rock U2, Bono, viajou ao Vaticano para agradecer à Igreja Católica pelo seu trabalho para livrar os países mais pobres da dívida externa, e assim poder dar educação a 52 milhões de crianças.

Na sexta-feira 16 de novembro, Bono conversou durante aproximadamente uma hora com o Cardeal africano Peter K. Turkson, Presidente do Pontifício Conselho Justiça e Paz. 

No ano 2000, a Igreja respaldou a iniciativa “Dropt the debt” (Deixe a dívida) da qual Bono foi uma das figuras mais importantes. A campanha procurava que as nações mais ricas perdoassem a dívida externa dos países mais pobres. O êxito da mesma obteve que “52 milhões de crianças pudessem ir à escola”, referiu o cantor à emissora de Rádio do Vaticano.

Bono disse ainda à Rádio Vaticano: “Igreja esteve na linha da frente deste movimento e isso deve ser largamente reconhecido, esteve na vanguarda de um movimento que é também interreligioso e interdisciplinar”.

Segundo Bono, a Igreja merece “um incrível reconhecimento” pelo seu papel nesta iniciativa e que os católicos devem ser conscientes de que sua fé é importante nos seus esforços.

O Papa João Paulo II recebeu Steve Bono pouco antes do início do grande Jubileu do ano 2000 para conversar sobre esta campanha. Logo depois da morte do agora Beato, Bono assinalou que “nunca teríamos erradicado completamente a dívida de 23 países sem ele”.

Bono Vox e João Paulo II
Como mostra do seu apreço pelo Pontífice, no ano 2005 o cantor fez aparições usando um Terço ao redor do pescoço, em uma silenciosa homenagem a João Paulo II.

No mesmo ano, Bono –criado por uma mãe protestante e um pai católico– disse em uma entrevista que está a favor de Cristo, da graça e da natureza da salvação.

Apesar de apoiar algumas causa controvertidas, o cantor assinalou que “no centro de toda religião está a ideia do carma. O que você dá volta para você: olho por olho, dente por dente; ou que cada ação física é respondida por uma similar correspondente. E ainda assim, temos a ideia de que a graça vai além de tudo isso. O amor interrompe, se quiser, as consequências de suas ações; o que no meu caso é uma grande noticia; já que cometi muitos erros estúpidos”.

Embora não tenha explicado quais foram esses erros, Bono admitiu que “estaria em um grave problema se o carma fosse seu juiz”

“Isso não me exime dos meus erros. Sustento-me da graça. Sustento-me do fato que Jesus tomou meus pecados na Cruz. Eu sei quem sou e espero não ter que depender da minha própria religiosidade”, afirmou.

Fonte: ACI Digital