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SANTA MARIA GORETTI - 06 DE JULHO



Olá amiguinhos, deixo aqui Para vocês, este post, uma sugestão feita na Fan Page do Blog no Facebook. Nascida em Corinaldo, centro da Itália, era de família pobre, numerosa e camponesa, mas muito temente a Deus.

Com a morte do pai, Maria Goretti, com os seus, foram morar num local perto de Roma, sob o mesmo teto de uma família composta por um pai viúvo e dois filhos, sendo um deles Alexandre. Aconteceu que este jovem por várias vezes tentou seduzir Goretti, que ficava em casa para cuidar dos irmãozinhos. E por ser uma menina temente a Deus, sua resposta era cheia de maturidade: "Não, não, Deus não quer; é pecado!"

Santa Maria Goretti, certa vez, estava em casa e em oração, por isso quando o jovem, que era de maior estatura e idade, tentou novamente seduzi-la, Goretti resistiu com mais um grande não. A resposta de Alexandre foram 14 facadas, enquanto da parte de Goretti, percebemos a santidade, na confidência à sua mãe: "Sim, o perdôo... Lá no céu, rogarei para que ele se arrependa... Quero que ele esteja junto comigo na glória eterna". 

O martírio desta adolescente, de apenas 12 anos, foi a causa da conversão do jovem assassino, que depois de sair da cadeia esteve com as 400 mil pessoas, na Praça de São Pedro, na ocasião da canonização dessa santa, e ao lado da mãe dela, que o perdoou também. 

Santa Maria Goretti manteve-se pura e santa por causa do seu amor a Deus, por isso na glória reina com Cristo.

Santa Maria Goretti, rogai por nós!

MARIA GORETTI: O DIREITO DE SER VIRGEM


Numa época como a atual, em que os costumes neopagãos e a sensualidade atingem um auge, a Providência Divina suscita, para exemplo da juventude, admirável Santa mártir da pureza

"É preciso, antes de tudo, ensinar à juventude masculina que a castidade e a continência não somente não são prejudiciais, mas, pelo contrário, são estas as mais recomendáveis virtudes sob o ângulo de visão puramente médico e higiênico".

Esta afirmação, assinada por 260 médicos participantes da Conferência Internacional de Profilaxia Sexual, reunida em Bruxelas, despertou vivo interesse em um leitor, que nos pediu que apresentássemos os traços essenciais da vida da mártir da inocência, pois, segundo ele, estimularia os adolescentes de ambos os sexos a praticarem a castidade.

Sua vontade identificava-se à dos pais

Maria Goretti nasceu perto de Corinaldo, em 16 de outubro de 1890, na costa italiana do Mar Adriático, em um casebre com dois cômodos e uma cozinha, onde viviam o casal e seus quatro filhos.

Era uma família pobre e honrada. O chefe era daqueles que, se visse a pequena plantação se perder por alguma intempérie, exclamaria "bendito seja Deus!", e, virando-se para a esposa, completaria: "Deus nos quer muito, quando assim nos prova". Ato contínuo, correria ao campo para disputar os grãos que pudessem ter sobrado, com o mesmo ânimo de sempre. Se nesse ínterim ouvisse as badaladas do sino da igreja, ele se ajoelharia e rezaria piedosamente o Angelus.

Marietina, como era conhecida Maria Goretti, absorveu tudo quando de bom havia nesse ambiente cheio de fé, e já aos sete anos chamava a atenção pela sua discrição, laboriosidade, e sobretudo pela obediência, da qual nos dá uma amostra viva quando o pai resolve abandonar as inférteis terras que possuía. ± mãe que perguntara se lhe agradaria a mudança, deu a seguinte resposta: "Por que não? Se meu pai e a senhora querem, também é agradável a mim".

Assim, levando a alegria de serem amados por Deus, partiram, em outubro de 1897, em direção a Roma. Primeiro para Colle Gianturco (próximo de Genazzano), onde se associaram à família Serenelli, e finalmente para o Agro-romano, "país da morte", assim chamado porque era uma região alagadiça e com suas doenças próprias, embora fértil. Seus novos vizinhos -- uma dúzia de casas -- eram gente simples, e em geral ignorantes, mas religiosos. A fé e a esperança do Céu os sustentava em sua pobreza. João Serenelli e seu filho Alexandre, que os acompanharam, passaram a compartilhar o mesmo teto dos Goretti. Nem sequer teriam casa própria.

Na localidade havia apenas uma capela, geralmente sem padre, e para ir à Missa eram necessárias duas horas de caminhada. Não havia inclemência do tempo que fizesse os Goretti retrair-se no cumprimento do preceito dominical. Maria era a primeira a entrar na igreja e a última a sair; via-se que era uma menina inclinada às coisas do Céu e de Nosso Senhor.

Nos novos domínios a pobreza se tornou mais tolerável, apesar de a família ter recebido mais dois membros. Entretanto, em 1900 a malária veio ceifar a vida do pai. Diante desse inesperado, a menina viverá serena e conformada, mas seu semblante atraente terá sempre a marca da seriedade e da preocupação. Nessa oportunidade fez o propósito de agüentar a vida com todas as suas amarguras, e jamais se queixar.

Assumpta, a mãe, todos os dias após o jantar contava -- e também cantava! -- aos filhos, para formá-los e fazê-los felizes, coisas boas e, também, lendas populares ou vidas de Santos, que eram narradas de forma seriada.

Não podia viver sem Jesus

A nova vida que Marietina levava, agora sem o pai e com apenas 10 anos, era a de uma governanta da casa: levantava-se com a aurora, rezava, acordava e lavava os irmãos e os fazia rezar, sempre de joelhos. Preparava as refeições, lavava a louça, limpava a casa, costurava. Quando, no final do dia, adormecia de um sono profundo e casto, a mãe deitava-se em uma cama ao lado, e lhe parecia dormir em companhia de um anjo.

Em uma das idas à igreja perguntou quando faria a Primeira Comunhão, acrescentando que queria "receber Jesus". Ouvindo a explicação de que a pobreza não lhe deixava tempo para aprender a ler e estudar a doutrina, comentou com muita mansidão: "Mãezinha, mas a este passo não vou poder comungar nunca. E eu não quero estar sem Jesus. Não posso viver sem Ele!"

Afinal, na festa de Corpus Christi de 1902 ela consegue realizar seu sonho: receber Nosso Senhor. Naquele dia ela foi a rainha da aldeia. Todos a admiravam, felicitavam e abençoavam.

Luta para preservar a pureza

Alexandre Serenelli, com 20 anos, um dos moradores da casa, ao invés de dar graças a Deus pelo ambiente cristão que ganhara, tomou-se de paixão por Marietina. Reconheceu depois que uma das causas foi seu gosto pela literatura violenta e sensual. Forçou um primeiro encontro no campo. Maria, ao ver o seu olhar, percebeu uma luz sinistra e perguntou por que ele a olhava assim.

- Porque te quero - foi a resposta.

- Minha mãe também me quer, mas nunca me olhou com esses olhos.

Apesar de Alexandre ter usado a força, ela conseguiu defender-se com coragem e fugir, mas recebeu a ameaça de que seria morta caso contasse algo. A isto se juntaram os maus tratos inescrupulosos do rapaz, que junto com seu pai mandava na casa dos Goretti, pois eram os únicos homens.

A segunda tentativa não tardou muito; foi quando sua mãe a enviou a fazer compras na cidade. Novamente, lutando com valentia, conseguiu desvencilhar-se do inimigo e partir correndo para casa, onde recebeu severa repreensão da mãe por não ter trazido as encomendas que fizera. Diante de tal situação, ajoelha-se e suplica: "Castigai-me, não farei isso mais; mas não me façais ir agora. Não posso. Crede-me, mãe".

Essa segunda derrota levou Alexandre a decidir-se pelo crime: "Sua presença desde então me humilhava, e meditei o modo de vingar-me".

O silêncio de Maria escondia a terrível luta que estava desencadeada em seu interior: o medo de perder a felicidade da inocência ou a vida, ou as duas coisas, sem nada poder dizer. Em sua candura, para proteger seu corpo, encomendou à costureira da cidade um colete longo e grosso com muitos reforços, para ser entregue dentro de uma semana, sem falta, o que levou a costureira a comentar que ela deveria mandar fazer, de uma vez, uma couraça. Mas o crime se daria no sábado, véspera do prazo.

"Consente ou te mato"

Era o 5 de julho de 1902. Todos começam a voltar ao trabalho, depois do descanso do meio-dia. Aflita, Maria tomou o braço da mãe, suplicando que não a deixasse só, e recebeu um empurrão, porque esta imaginara ser apenas um capricho. Vendo que ninguém a compreendia, pegou a camisa que o seu perseguidor deixara e começou a remendá-la, sentada no alto da escada, na entrada da casa, em um lugar que a mãe pudesse ver de longe.

Alexandre esperou todos saírem; teve a frieza de fazer com que Assumpta se afastasse mais da casa, emprestando-lhe a carroça de bois sob o pretexto de que precisava fazer algo, e se dirigiu à moradia para executar seus pérfidos planos. No caminho, encontrou seu pai estirado sobre a palha, com febre, e alegrou-se, porque ele "estava fora de combate".

Ao entrar na casa, Maria estava costurando sua camisa no alto da escada, e pôde ver o terço enrolado em sua mão. Ato contínuo se dirigiu ao seu quarto e chamou por ela. Como não foi atendido, arrastou-a para dentro e trancou a porta. Ela resistiu, defendeu-se com ponta-pés, mordidas, e arranhões, gritando: "Não, não, não! Não me toques... É pecado. Leva ao inferno. Deus não quer... É pecado".

Para abafar os gritos, Alexandre tapou-lhe a boca com um lenço e ameaçou-a com o punhal: "Consente ou te mato". "Não, não, não! É pecado. Deus não quer". Foi a resposta firme, e que era a sentença de morte.

Ao ver que os golpes abriram suas vestes e aparecia seu corpo virginal, deixou de defender-se para proteger as partes expostas. As punhaladas de tal maneira atingiram-lhe o corpo que, quando os médicos tiraram a roupa para os primeiros curativos, saíam grudados nela pedaços de carne e de intestinos. Ela suportava heroicamente tudo, sem se queixar.

O exame cadavérico posterior constatou 14 perfurações, uma contusão e 3 equimoses.

Maria Goretti foi um modelo de jovem católica. Em seus funerais, a multidão que desejava vê-la era tanta, que desfilava sem poder parar, e à vista da menina, quase já rodeada de uma auréola sobrenatural, prorrompia em lágrimas e seguia silenciosamente seu caminho.

A misericórdia de mãe

Alexandre recebeu em 1902 a pena máxima de 30 anos, sendo nos três primeiros incomunicável, transformado-se no simples número 3142 do cárcere. Trinta e cinco anos depois, voltou a Corinaldo para pedir perdão a Assumpta. Fê-lo de joelhos e ela o perdoou dizendo que, como Maria já o havia perdoado, não poderia agir de outra maneira, e recomendou que todos da família o atendessem bem. Era Natal de 1937; comungaram juntos. Alexandre confessa que naquele dia compreendeu toda a secreta beleza da Noite de Natal.

A glorificação

Maria Goretti foi beatificada em 27 de abril de 1947. Três milagres comprovados ensejavam sua solene canonização, em 24 de junho de 1950. Durante a cerimônia, feita pela primeira vez na praça de São Pedro, a multidão, estimada em 400 mil pessoas, aclamou a nova santa de uma maneira incontenível. Quando apareceu o estandarte com uma pintura de Maria Goretti, as exclamações atingiram um clímax.

Estavam presentes 13 Cardeais, 122 Arcebispos e Bispos, todo o Corpo Diplomático e autoridades civis.

Durante a homilia o Papa Pio XII perguntou se todos os jovens estavam dispostos a defender sua pureza. Um ensurdecedor "sim" foi a resposta.

Assumpta assistiu à cerimônia junto a uma janela, num prédio próximo à praça de São Pedro. Alexandre, como penitente, estava em seu retiro de Ascoli. Tocado por tudo o que se passava, entendeu que deveria aumentar ainda mais suas penitências e sua vida de oração.

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Fonte de referência:

Tomás de L. Pujadas, C.M.F. -- Yo maté a Maria Goretti - Relación de Alejandro Serenelli, contrastada con las declaraciones de la madre de la santa -- Graficas Claret, Barcelona, 1951, 2ª edição.

LUZES DE VELAS NO GUAMÁ PARA SANTA MARIA GORETTI



Cerca de 500 fieis homenagearam Santa Maria Goretti, padroeira do bairro do Guamá, na noite de ontem, numa tradição realizada há 28 anos. A missa celebrada na paróquia que leva o nome da santa, antecedeu o tradicional cortejo, que percorreu as principais ruas do bairro sob luzes de velas, num percurso com duração de cerca de 40 minutos. A missa e a procissão encerraram a festividade em honra à santa italiana, que durou seis dias nop bairro, com a realização de quermesse e show musical. Goretti também é conhecida como protetora dos jovens e, por isso, a paróquia realiza um trabalho de aproximação dos adolescentes à Igreja Católica, procurando conscientizá-los e afastá-los da violência e das drogas.

A procissão em honra à Santa Maria Goretti é uma tradição que começou com a construção da igreja, em 1993,conforme explicou o pároco, Padre Carlos Augusto Azevedo. O dia da santa é dia 06 de julho e, por isso, todos os anos a procissão é realizada no domingo mais próximo á essa data. A romaria também é o ponto alto da programação.

Goretti foi assassinada a facadas, aos 12 anos, quando tentava evitar o próprio estupro. Era jovem Italiana católica, que se tornou ícone da juventude, da perseverança e da dedicação a cristo. Ela foi canonizada pelo Papa Pio XXII, em 1950.

Entres os romeiros, estava a domestica Maria de Nazaré Santos, de 55 anos, que em 1998, fez promessa à Santa Maria Goretti para que a filha voltasse para casa. A jovem tinha fugido para o Maranhão, com apenas 16 anos, mas voltou para casa três dias depois. ”eu sinto um amor muito grande pó Ela (santa). É milagrosa!”. As jovens Elisângela Paz e Streice Mafra,ambas de 19 anos, freqüentam a igreja, onde desenvolvem trabalho social junto à juventude no bairro.”Nosso trabalho é intenso. Temos cinco grupos de jovens que estão á frente de organização de festividade. Tentamos seguir os passos de Santa Maria Goretti,fazendo a evangelização e procurando ajudar os jovens que estão sofrendo na rua”,contam. A aposentada Santana Palhano, de 67 anos, é outra devota. Há 18 anos, ela participa da procissão em agradecimento por uma graça alcançada: “Santa Maria Goretti me curou de uma dor de cabeça que os médicos não conseguiam tratar. Se estou de pé é graças a ela”.

O pároco, que celebrou a missa com o padre Isan Alves, afirma que a devoção à santa no Guamá vem crescendo a cada ano. “Num mundo onde somos tantas vezes testados a abandonar a vida com valores morais e coerentes, santa Maria Goretti é o exemplo que vale a pena viver a fé com seriedade, ainda que precise perder a vida. Nada é mais importante do que viver a fé em Deus”, disse.


Enize Vidigal


Fonte: Jornal O Liberal (11/07/2011)

MARIA GORETTI SANTA JOVEM, PARA TORNAR JOVENS SANTOS!

Este ano a festividade de Sta. Maria Goretti, no bairro do Guamá, busca contemplar a santidade da jovem Maria Goretti. Vivemos numa realidade social em que encontramos uma grande quantidade de jovens, no entanto, com muita dificuldade conseguimos levar a eles os valores evangélicos, muitas vezes, inclusive, dentro da Igreja, temos essa dificuldade, pois a santidade é entendida como “coisa de velho”, coisa ultrapassada. No entanto, tentamos mostrar que a santidade é uma forma de vida que deve fazer arder nossos corações.

Santidade é buscar viver com intensidade e seriedade o chamado de Cristo, a nossa vocação batismal. Santidade não é coisa do outro mundo, pelo contrário, é coisa desse mundo! O Grande Beato João Paulo II, já nos exortava, o Brasil precisa de santos. Nossos jovens precisam conhecer os valores da santidade. Para isso, nada melhor do que olharmos para nossa padroeira.

Maria Goretti nos ensina com a sua vida que a santidade é algo que conseguimos alcançar quando trazemos em nosso coração um verdadeiro amor a Cristo. Quando amamos Deus acima de todas as coisas somos capazes de viver a santidade. Ser santo é buscar a face de Deus, é ter Deus como ponto de chegada, como objetivo de vida. Isso muda nossa forma de viver e de nos relacionar. Nossas relações humanas passam a ser baseadas no amor que brota do coração de Deus!

Que olhando o exemplo de Santa Maria Goretti, essa jovem de 12 anos que não pensou duas vezes, entre perder a pureza e perder a vida ela preferiu perder a vida, pois “quem perder a vida por causa de mim, há de encontrá-la”. E ela encontrou a verdadeira vida junto de Deus, e sua vida tornou-se, então, modelo para toda juventude. Diante das tentações do dia a dia, somos iluminados por seu exemplo de vida à escolher o caminho certo, fazer as opções corretas.

Busquemos a santidade de vida, buscando assumir o desafio de viver a Palavra de Deus em nossa vida a cada dia, a exemplo de Santa Maria Goretti!

Deus Abençoe!



(pároco da paróquia Santa Maria Goretti - Guamá, Belém-PA)

ORAÇÃO A SANTA MARIA GORETTI


Oração a Santa Maria Goretti I

Heróica e angelical Santa Maria Goretti, nós de joelhos antes de ti, para honrar tua perseverança e coragem e para pedir tua ajuda piedosa.
Ensinai-nos um profundo amor para os preceitos da nossa santa Igreja, ajudar-nos a ver neles a própria voz de nosso Pai no céu.
Possamos nós perseverar sem mancha no nossa batismal manto branco da inocência.
Possamos nós que temos perdido essa inocência, ajoelhar humildemente em santa penitência;
E com a absolvição do sacerdote ter acesso à torrente de fluxo precioso sangue de Cristo em nossas almas e que nos dá coragem para levar a luz do amor de Deus através das perigosas estradas desta vida até Cristo, nosso Rei que irá chamar-nos para os tribunais dos Céus.



Oração a Santa Maria Goretti II

Oh! Santa Maria Goretti, que, reforçada pela graça de Deus, não hesitou, mesmo na idade de onze para lançar teu sangue e sacrifício da própria vida para defender a tua pureza virginal, olhai graciosamente sobre a infeliz raça humana, que se desvia muito longe do caminho da eterna salvação.
Ensina-nos a todos, e especialmente a juventude, com coragem e presteza que devíamos fugir por amor de Jesus de tudo o que possa ofender ou manchar as nossas almas com o pecado.
Obtenha para nós a partir de nosso Senhor vitória na tentação, conforto nas tristezas da vida, e a graça que fervorosamente imploro-te (insira aqui intenção), e possamos desfrutar um dia da imperecível glória do céu. Amém

MENSAGEM DE JOÃO PAULO II PELO CENTENÁRIO DA MORTE DE SANTA MARIA GORETTI

Ao venerado Irmão D. AGOSTINO VALLINI
Bispo de Albano


1. Há cem anos, no dia 6 de Julho de 1902, no hospital de Netuno, morria Maria Goretti, barbaramente apunhalada um dia antes na pequena aldeia de Le Ferriere, no Campo pontino. Pela sua vivência espiritual, pela força da sua fé, pela capacidade de perdoar ao seu algoz, ela põe-se entre as Santas mais amadas do século XX. Portanto, oportunamente, a Congregação da Paixão de Jesus Cristo, a quem está confiado o cuidado do Santuário onde respousam os restos mortais da Santa, quis celebrar esta data com particular solenidade.
Santa Maria Goretti foi uma jovem em quem o Espírito de Deus infundiu a coragem de permanecer fiel à vocação cristã, até ao supremo sacrifício da vida. A idade jovem, a falta de educação escolar e a pobreza do ambiente em que vivia não impediram a graça de manifestar nela os seus prodígios. Pelo contrário, precisamente em tais condições apareceu de maneira eloquente a predilecção de Deus pelas pessoas humildes. Voltam à mente as palavras com que Jesus bendisse o Pai celestial por se ter revelado aos pequeninos e aos simples, e não aos sábios, nem aos doutos deste mundo (cf. Mt 11, 25).
Observou-se, justamente, que o martírio de Santa Maria Goretti inaugurou aquele a que se haveria de chamar o século dos mártires. E foi precisamente nesta perspectiva que, no final do Grande Jubileu do Ano 2000, sublinhei que "a consciência mais viva não nos impediu, porém, de dar glória ao Senhor por tudo o que Ele fez ao longo dos séculos, de modo particular neste último, que deixámos para trás, assegurando à sua Igreja uma longa série de santos e de mártires" (Novo millennio ineunte, 7).


2. Maria Goretti nasceu em Corinaldo, nas Marcas, no dia 16 de Outubro de 1890 e, depressa, teve de empreender com a sua família o caminho da migração; depois de várias etapas, chegou a Le Ferriere di Conca, no Campo pontino. Apesar das dificuldades da pobreza, que não lhe permitiam sequer ir à escola, a pequena Maria vivia num ambiente familiar sereno e unido, animado pela fé cristã, onde os filhos se sentiam acolhidos como um dom e eram educados pelos pais no respeito de si mesmos e do próximo, e no sentido do dever cumprido por amor a Deus. Isto permitiu que a criança crescesse serenamente, alimentando em si uma fé simples, mas profunda. A Igreja sempre reconheceu à família o papel de primeiro e fundamental lugar de santificação para quantos dela fazem parte, a começar pelos seus filhos.
Neste contexto familiar, Maria assimilou uma sólida confiança no amor providencial de Deus, confiança esta que se manifestou particularmente no momento da morte do seu pai, vítima da malária. "Ânimo, mãezinha, Deus vai ajudar-nos!", dizia a criança nessa hora difícil, reagindo com força ao grave vazio criado pela morte do pai.


3. Na homilia de canonização o Papa Pio XII, de veneranda memória, indicou Maria Goretti como "a pequena e doce mártir da pureza" (cf. Discursos e radiomensagens, XII [1950-1951], pág. 121) porque, apesar da ameaça de morte, não desobedeceu ao mandamento de Deus.
Que fúlgido exemplo para a juventude! A mentalidade liberal, que penetra uma boa parte da sociedade e da cultura do nosso tempo, às vezes tem dificuldade de compreender a beleza e o valor da castidade. O comportamento desta jovem Santa infunde uma percepção exímia e nobre da dignidade pessoal e do próximo, que se reflecte nas opções quotidianas, conferindo-lhes a plenitude do sentido humano. Não há nisto, porventura, uma lição de grande actualidade? Diante de uma cultura que sobrestima o aspecto físico nos relacionamentos entre o homem e a mulher, a Igreja continua a defender e a promover o valor da sexualidade como factor que investe todos os aspectos da pessoa e que, por conseguinte, deve ser vivido numa atitude interior de liberdade e de respeito recíproco, à luz do desígnio originário de Deus. Nesta perspectiva, a pessoa descobre-se como destinatária de uma dádiva e é chamada a tornar-se, por sua vez, um dom ao próximo.
Na Carta Apostólica Novo millennio ineunte, observei que "na visão cristã do matrimónio, a relação entre um homem e uma mulher relação recíproca e total, única e indissolúvel corresponde ao desígnio originário de Deus que, ofuscado na história pela "dureza do coração", foi contudo restabelecido no seu esplendor primordial por Cristo, mostrando o que Deus queria "no princípio" (Mt 19, 8). No matrimónio, elevado à dignidade de Sacramento, está expresso o "grande mistério" do amor esponsal de Cristo pela sua Igreja (cf. Ef 5, 32)" (n. 47).
É inegável que há numerosas ameaças contemporâneas contra a unidade e a estabilidade da família. Felizmente, porém, ao lado delas encontra-se uma renovada consciência dos direitos que os filhos têm de ser criados no amor, protegidos de todos os tipos de perigos e formados de maneira a poderem, por sua vez, enfrentrar a vida com confiança e fortaleza.


4. Além disso, são merecedores de particular atenção, no testemunho heróico da Santa de Le Ferriere, o perdão oferecido ao seu assassino e o desejo de o poder encontrar novamente, um dia, no Paraíso. Trata-se de uma mensagem espiritual e social de extraordinário relevo para este nosso tempo.
Entre outros aspectos, o recente Grande Jubileu do Ano 2000 caracterizou-se por uma profunda exortação ao perdão, no contexto da celebração da misericórdia de Deus. A indulgência divina pelas misérias humanas insere-se como exigente modelo de comportamento para todos os crentes. No pensamento da Igreja, o perdão não significa relativismo moral ou permissivismo. Pelo contrário, ele exige o pleno reconhecimento da nossa culpa e a assunção das nossas responsabilidades, como condição para voltar a encontrar a verdadeira paz e a retomar com confiança o nosso caminho ao longo da estrada da perfeição evangélica.
Possa a humanidade introduzir-se com decisão na vida da misericórdia e do perdão! O assassino de Maria Goretti reconheceu a culpa cometida, pediu perdão a Deus e à família da Mártir, expiou com convicção o seu crime e, durante a vida inteira, permaneceu nesta disposição de espírito. Por sua vez, na sala do tribunal onde teve lugar o processo, a mãe da Santa ofereceu-lhe sem hesitações o perdão da família. Não sabemos se foi a mãe que ensinou o perdão à filha, ou se foi o perdão oferecido pela Mártir no leito de morte que determinou o comportamento da mãe. Contudo, é óbvio que o espírito do perdão animava os relacionamentos de toda a família Goretti e, por isso, pôde exprimir-se com tanta espontaneidade quer na Mártir quer na mãe.


5. Quem conhecia a pequena Maria, no dia do seu funeral pôde dizer: "Morreu uma Santa!". O seu culto difundiu-se em todos os continentes, suscitando em toda a parte a admiração e a sede de Deus. Em Maria Goretti resplandece a radicalidade das opções evangélicas, não impedida, mas valorizada pelos inevitáveis sacrifícios exigidos pela pertença fiel a Cristo.
Indico o exemplo desta Santa especialmente aos jovens, que constituem a esperança da Igreja e da humanidade. Já na iminência da XVII Jornada Mundial da Juventude, desejo lembrar-lhes aquilo que escrevi na Mensagem que lhe destinei, em preparação para este evento eclesial tão esperado: "No coração da noite, pode sentir-se medo e insegurança, aguardando-se então com impaciência a chegada da luz da aurora. Amados jovens, é a vossa vez de ser as sentinelas da manhã (cf. Is 21, 11-12) que anunciam a chegada do sol, que é Cristo ressuscitado!" (Ed. port. de L'Osservatore Romano de 4 de Agosto de 2001, pág. 4, n. 3).
Caminhar nos passos do Mestre divino exige sempre uma decidida tomada de posição firme por dele. É necessário comprometer-se em segui-lo onde quer que Ele vá (cf. Ap 14, 4). Todavia, ao longo deste caminho os jovens sabem que não estão sozinhos. Santa Maria Goretti e os numerosos adolescentes, que ao longo dos séculos pagaram com o martírio a adesão ao Evangelho, estão ao seu lado a fim de lhes infundir na alma a força para permanecer firmes na fidelidade. É assim que poderão ser as sentinelas de uma manhã luminosa, iluminada pela esperança! A Virgem Santíssima, Rainha dos Mártires, interceda por eles!
Enquanto elevo esta oração, uno-me espiritualmente a todos aqueles que hão-de participar nas celebrações jubilares durante este ano centenário e transmito-lhe, venerado Pastor diocesano, assim como aos beneméritos Padres Passionistas comprometidos no Santuário de Netuno, aos devotos de Santa Maria Goretti e de maneira particular aos jovens, uma especial Bênção apostólica, em penhor de copiosos favores celestiais.


Vaticano, 6 de Julho de 2002.






Fonte: Vaticano

JOVEM SEGUE MARIA GORETTI


A santa que é considerada padroeira das crianças e dos adolescentes, Santa Maria Goretti é homenageada em todo mundo nesta terça-feira, dia 6 de julho. Sua história é um exemplo de fidelidade aos preceitos dos mandamentos de Jesus Cristo. Ela uma mártir para a Igreja Católica.


Maria Goretti faleceu no dia 6 de julho de 1902 aos 12 anos de idade, após ter sido atacada por seu vizinho Alessandro Serenelli, na tentativa frustrada de violentá-la. A menina foi agredida até morrer por defender sua virgindade, mas perdoou o agressor, demonstrando seu amor e piedade as pessoas. Alessandro Serenelli foi condenado a 27 anos de prisão e depois se converteu a religião católica.


"Santa Maria Goretti serve como exemplo para toda a juventude por sua coragem e fidelidade, num mundo tão marcado por infidelidades à vontade de Deus", diz o pároco da paróquia Santa Maria Goretti, padre Carlos Augusto Azevedo. "Sua principal mensagem é que vale a pena seguir os passos de Jesus Cristo acima de tudo", diz.


O padre Carlos Augusto Azevedo comenta que a Igreja tem um papel fundamental na proteção da criança e do adolescente. Na Paróquia Santa Maria Goretti, no bairro do Guamá, existem diversas atividades e programas sociais para tirar jovens da criminalidade e do abandono, sempre mostrando as Palavras de Nosso Senhor, e o exemplo de vida de Santa Maria Goretti.


"Santa Maria Goretti, jovem modelo de fidelidade a Cristo" é o tema da festividade deste ano na paróquia do Guamá. A homenagem acontece entre os dias 4 e 7 de julho com Missa de Abertura às 8h da manhã presidida pelo monsenhor Raimundo Possidônio, logo após terá a Procissão das Crianças as 9h30, todos os dias ocorrem celebrações às 19h. O Arraial Junino com diversas programações culturais acontece sempre depois das missas na quermesse na lateral da Igreja Santa Maria Goretti.


CRISTOFOLIA
No sábado (10) às 16h, a Paróquia Santa Maria Goretti promove o I Cristofolia com o tema "Minha alegria vem do Senhor". O evento promovido em comunhão com a Festividade de Santa Maria Goretti terá a presença da comunidade Semeando com Maria, Ministério Som da Graça, Trio Cristo Dance, e o show da cantora paulista Jacky. Após os shows terá uma peregrinação e oração presidida pelo padre Carlos Augusto Azevedo.