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OS ERROS DO ESPIRITISMO

- A Sagrada Escritura nega a Reencarnação


A morte é uma conseqüência do Pecado Original. Quem nos traz a vida, novamente, é Nosso Senhor Jesus Cristo, através da Redenção.


Não há segunda chance, como está em S. Paulo: "Está decretado que o homem morra uma só vez, e depois disto é o julgamento" (Hb 9, 27). "Assim o homem, quando dormir, não ressuscitará, até que o céu seja consumido, não despertará, nem se levantará de seu sono" ( Jó, XIV,12).


A doutrina espírita, com o seu reencarnacionismo, defende que o homem é o seu próprio salvador. Cada um se "auto-salva" através da iluminação progressiva. Portanto, há uma negação da Redenção de Nosso Senhor Jesus Cristo.


A tese de que S. João Batista é Elias reencarnado, como eles defendem, não procede, visto que S. João respondeu peremptoriamente a uma comissão de judeus que o interrogavam a respeito: "Não sou Elias" (Jo.1 , 21)


Depois, na própria Transfiguração do Tabor, apareceram Elias e Moisés. Ora, pela tese espírita, o espírito toma a forma do último corpo que habitou. Como S. João já havia morrido, não seria possível ele aparecer como Elias...


As palavras de Nosso Senhor só podem ser entendidas no sentido que a Igreja ensina, ou seja, que S. João Batista era como um outro Elias. Se assim não for, a Bíblia estaria em contradição e a própria tese espírita-cristã ficaria sem fundamento.


A morte é, pois, uma conseqüência do pecado e um castigo sobre os homens, que precisam da graça que nos vem através da Redenção.






Onde está escrito que a Ressurreição será em nosso mesmo corpo?


A Ressurreição da carne é um dogma católico constante no Credo. Base da Fé católica.


Na Sagrada Escritura, são inúmeros os trechos que afirmam, explicitamente, a ressurreição de nossa mesma carne.


Jó, no meio de seus sofrimentos (com sua carne já corrompida pela lepra), consolava-se com a lembrança da sua futura ressurreição (Jó, 19, 35), os irmãos Macabeus também (II Mac. VII, 2). Marta também disse a Nosso Senhor: "Sei que meu irmão há de ressurgir na ressurreição que haverá no último dia" (S. Jo. 11, 24).


Não apenas os santos ressuscitarão, mas também os réprobos, como se lê em S. João (5, 28), S. Mateus (25, 31).


Além disso, a ressurreição de todos os homens será instantânea e universal (1 Cor. 15, 62).


Nosso Senhor Jesus Cristo declarou muitas vezes que ressuscitaria os mortos: "Virá uma hora em que todos os que se acham nos sepulcros ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que obraram bem, sairão para a ressurreição da vida; mas os que obraram mal, sairão para a ressuscitados para a condenação" (S. Jo. 5, 28). E: "O que come a minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia" (S. Jo. 6, 55).


Cristo provou, diversas vezes, que tem o poder de ressuscitar os mortos e nos disse: "Eu sou a ressurreição e a vida" (Jo. 11, 25). Ao mesmo tempo, se só a alma fosse punida ou recompensada, a retribuição aos méritos dos homens não seria perfeita. Diz Tertuliano: "porque muito boas obras, como o jejum, a castidade, o martírio, não podem ser realizadas senão por meio do corpo, é pois justo que ele participe da felicidade da alma".


"Quando, diz Teodoreto, se levanta uma estátua a um general vitorioso, gosta-se de o representar com a armadura que usava no combate; e a alma não deveria ser glorificada no corpo em que venceu o seu inimigo?" "A retribuição é, pois, a razão última da ressurreição" (Tert). Depois, Cristo quis salvar o homem todo, em corpo e alma; se, portanto, pelo seu sacrifício só tivesse salvado a alma, sem o corpo, a redenção seria incompleta (Tert.); o demônio, na sua obra de destruição, teria sido mais poderoso que Cristo na sua obra de restauração; isto é impossível: o triunfo de Cristo foi completo. "Por um só homem entrou a morte no mundo, e por um só homem a ressurreição" (1 Cor. 15, 2). (apud. Francisco Spirago "Catecismo Popular")


Podemos transcrever citações múltiplas na mesma linha, o que não deixa margem à dúvidas em relação à ressurreição da carne: "Este [corpo] corruptível revestirá a incorruptibilidade e este [corpo] mortal, a imortalidade" (1 Cor. 15, 52).


"Nós teremos, portanto, os mesmos corpos e não outros novos, a fim de que um receba o que é devido às boas ou más ações que houver praticado enquanto andava revestido do seu corpo" (2 Cor. 5, 10).


Filosoficamente, explica Santo Tomás de Aquino: "Ainda que dentro de 10 ou 12 anos todas as moléculas materiais do nosso corpo hão de estar mudadas, o nosso corpo conserva-se idêntico a si próprio, porque o princípio, a substância são os mesmos; assim os corpos ressuscitados conservarão a sua identidade, ainda quando todas as moléculas materiais lhes não fossem restituídas" (Santo Tomás de Aquino).




A comunicação com os mortos é real ou ilusória?


Existe a possibilidade de almas que estão no purgatório pedirem orações pelos vivos.


Todavia, a comunicação com os mortos nunca pode ser provocada: "Não se ache no meio de ti quem pratique a adivinhação, o sortilégio, a magia, o espiritismo, a evocação dos mortos: porque todo homem que fizer tais coisas constitui uma abominação para o Senhor" (Dt 18, 9-14)




As diversas condenações ao espiritismo na Sagrada Escritura


"Se uma pessoa recorrer aos espíritos, adivinhos, para andar atrás deles, voltarei minha face contra essa pessoa e a exterminarei do meio do meu povo". "Qualquer mulher ou homem que evocar espíritos, será punido de morte" (Lev 20, 6 - 27).


Em Isaias, vemos que é do espiritismo que se trata, quando Deus fala de feitiçaria, adivinho, etc... pois no cap. 8, 19, se lê a queixa de Deus "Acaso não consultará o povo o seu Deus? Há de ir falar com os mortos acerca dos vivos"? Em Jeremias lemos: "Não vos seduzam os vossos profetas, nem os vossos adivinhos... eu não os enviei" (19, 8,9). No Levítico (20, 27), Deus ordena a pena de morte de apedrejamento contra os pitões e adivinhos, que seriam - e eram de verdade - como os médiuns e esoteristas de hoje (vê-se isso especialmente em Isaías 47, 13).


No Deuteronômio (13, 1 a 5) se encontram passagens bem sugestivas de como Deus se ira contra os que forjam religiões falsas: "Quando profeta ou sonhador de sonhos se levantar no meio de ti e te der um sinal ou prodígio e suceder tal sinal ou prodígio... não ouvirás as palavras de tal profeta e sonhador, porquanto o Sr. vosso Deus vos prova se amais o Senhor vosso Deus... E aquele profeta sonhador de sonhos morrerá, pois falou rebeldia contra o Senhor vosso Deus."




A quem consultar? A Deus ou aos espíritos?


Além disso, temos o fato de que esses espíritos entram em contradição entre si (Ver "O Livro dos Espíritos" cap. V, no. 222, p. 139, do próprio Alan Kardec). Mesmo em relação à reencarnação, os espíritos divergem em seus pronunciamentos ("Livro dos Médiuns" C. 27, No. 8, p. 338).


A Igreja católica considera que esses espíritos podem ser demônios (como descreve a Sagrada Escritura) ou simples manifestações subjetivas dos envolvidos (como descreve a psicologia).




Como explicar o sofrimento na visão católica


Sobre o sofrimento, o que ocorre é que a mentalidade do século XX é muito influenciada por uma visão de "gozo da vida". Nosso Senhor, que não tinha nenhum pecado, sofreu por todos nós. Santa Terezinha do Menino Jesus, quando descobriu sua doença (tuberculose), ficou muito feliz por poder sofrer em união à Cristo.


Ensina S. Paulo: "Agora eu me regozijo nos meus sofrimentos por vós, e completo, na minha carne, o que falta das tribulações de Cristo" (Colossenses 1, 24).


Nosso Senhor também disse: "quem quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me".


Ora, a vida do católico (e de toda a criatura), neste terra, é um "vale de lágrimas".


O sofrimento é um sinal de benção de Deus, que ama seus filhos e os ajuda e chegarem até Ele. Quando você conhecer alguém que não tenha sofrimento, desconfie. Ele pode estar recebendo nessa terra o pagamento pelo que já fez de bom, pois não receberá na eternidade... O homem justo expia os seus pecados e os dos outros, como Cristo expiou por nós na Redenção.


Existe um livro muito interessante, chamado "carta do Além", que não tem nada de espírita. Trata-se de um sonho de uma freira. Nesse sonho, essa freira recebe uma carta de uma antiga amiga, que havia sido condenada ao inferno. Depois de ler a carta, ela transcreve em um papel. Nesse documento, a amiga diz, claramente, que Deus já tinha dado à ela, durante a sua vida, tudo o que lhe era de "direito", por cada ato bom que, em algum momento de sua vida, ela havia feito.


Voltando ao sofrimento, hoje é pouco conhecido o motivo que leva o Padre, durante o ofertório, a acrescentar uma gota de água ao vinho que será transformado no Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Essa gota de água é o nosso sofrimento, de cada homem, que é unido ao sofrimento de Cristo, segundo nos ensina S. Paulo, como já visto:"Agora eu me regozijo nos meus sofrimentos por vós, e completo, na minha carne, o que falta das tribulações de Cristo" (Colossenses 1, 24).


Quanto mais uma pessoa pode sofrer pelos outros (e por si), tanto mais ela se aproxima de Deus por seus méritos e pela assistência de que necessita.


Pode-se observar que, normalmente, quanto mais sofrida é a pessoa, tanto mais ela tem Fé em Deus. O sofrimento aproxima o homem de seu criador, assim como uma criança procura seu pai quando não consegue resolver por si mesma algum problema.


Portanto, não devemos nos assustar com pessoas que sofrem mais do que outras. Elas foram chamadas a uma vocação específica e muito grande. Elas compram graças para os outros e intercedem, com seus sofrimentos, junto ao trono de Deus.


Temos o caso de Jó, na Sagrada Escritura.


Como Jó era fiel, o demônio dizia que a fidelidade dele advinha do fato de que ele tinha riquezas. Deus, então, permitiu que o demônio retirasse a riqueza de seu servo Jó. E assim foi. Jó ficou pobre e, na sua pobreza, bendizia ao Senhor seu Deus: "Deus me deu, Deus me tirou, louvado seja o santo nome de Deus". O demônio, ainda não satisfeito, afirmou que ele era fiel apenas por que tinha uma família muito boa e com muitos filhos. Novamente, Deus permitiu que o demônio atentasse contra a família de Jó. Morreram os seus filhos, ficou apenas a sua mulher. Esta, para provocar a Jó, dizia que ele deveria maldizer a Deus. Jó, porém, repetia: "Deus me deu, Deus me tirou, louvado seja o santo nome de Deus!". O demônio continuava insatisfeito e lançou sua última carta: retirou a saúde do grande homem que os séculos cantam e glorificam em sua paciência. Jó, conta a Sagrada Escritura, ficou com a pior doença da época: a lepra. No monte de sua desgraça, Jó repetia: "Deus me deu, Deus me tirou, louvado seja o santo nome de Deus!". Depois de tantas provas de fidelidade, Deus restituiu a saúde, a família e o dinheiro a Jó.


Esse é o amor filial, o amor de reverência, o amor de adoração que se deve à Deus. Jó é um dos maiores homens do Antigo Testamento! Ele foi grande por quê? Porque soube amar a Deus no seu sofrimento. Soube se entregar por inteiro ao seu criador, de quem recebeu tudo sem nenhum mérito. Agora, ele retribuía com um pouco o muito que recebera: a sua existência.


Deus nos convida à tomarmos a nossa "Cruz" e a "seguí-lo".




Fonte: Comunidade Católica Shalom

GRITO DE ALERTA - CELINA BORGES


Escuta! É preciso falar!
Uma era absurda denunciar:
Consciência global, reencarnação,
maitreya, avatar, mestres do mal,
Urano, a governar...
Aquário, quer os peixes afogar, escuta cristão!
Conserva o que tens, segura a coroa,
Filadélfia vem buscar

Denuncia, aê, aê... vigia aê, aê....
É certa a vitória pr'aquele que ora
Jesus vai voltar

Das trevas um Reino de shambaláh, cristais de energia, 
Feitores do mal, controle mental,
gnomos e fadas propagar
Agora! Pequena Igreja Fiel é a última hora!
Guerreiros marchar, a porta aberta, ninguém pode fechar

Denuncia, aê, aê... vigia aê, aê....
É certa a vitória pr'aquele que ora
Jesus vai voltar

Com Jesus, submete essas trevas à luz,

isso tudo é demais, olha os sinais! 
Ajude os irmãos ao mal dizer um não!
Declara o poder e a força de Deus,
é a posse do Reino,
que os fortes e bravos conquistam com garra...
Pra glória do senhor!

Denuncia, aê, aê... vigia aê, aê....
É certa a vitória pr'aquele que ora
Jesus vai voltar

O QUE É CIENCIOLOGIA?


Há 75 milhões de anos um soberano galáctico chamado Xenu confinou na Terra os "thétanos", malvados espíritos que até nossos dias infectam as psiques dos homens, causando males que só podem ser curados com muito dinheiro e sessões de "clarificação". Isto, que poderia parecer um conto de ficção científica, não é outra coisa que o postulados da Igreja da Cienciologia, uma seita que por meio de ameaças e extorsões, construiu um império econômico conquistando astros de Hollywood, empresários e políticos de todo o mundo.
Tom Cruise, Dustin Hoffman, Nicole Kidman, Oliver Stone, Constantin Costa Gravas, Larry King, Mario Puzo, Aaron Spelling. Gore Vidal...todos compartilham fama e fortuna, mas além disso um lugar na Igreja da Cienciologia.



A notícia
Os seguidores da seita voltaram a ser há um tempo atrás ao lançar protestos frente a negativa do governo alemão de permitir que seus membros participem de cargos públicos dentro do poder Executivo ou em partidos políticos.
Uma resolução impulsionada pelo presidente do Comitê de Relações Internacionais da Baixa Câmara, Bem Gilman, e o senador Mike Enzi, quer obrigar o governo do chanceler Gerhard Schroeder a ceder em sua postura, solicitando a intervenção do próprio Bill Clinton.
A notícia, que agitou -sem alterar- o cenário da política internacional, voltou a por em julgamento as atividades do grupo que sofreu anteriores percalços na Espanha e França, onde atravessou vários julgamentos acusado de ser uma seita cujo verdadeiro objetivo é o de ganhar dinheiro, mediante a captação de adeptos entre pessoas com doenças ou problemas de trabalho ou psicológicos.


As origens
Segundo uma reportagem da La Vanguardia de Barcelona, a "doutrina" da seita surgiu na imaginação de seu fundador, Ron Laffayette Hubbard, um escritor de ficção científica que nasceu em Nebraska em 1911. Com o fim de captar adeptos, Hubbard misturou a fantasia de seus livros com a realidade.


Cura Custosa
Em sua obra mais conhecida "Dianética: A ciência moderna da saúde mental", Hubbard diz que "não podemos libertar nossa psicose se enfrentamos aos incidentes traumáticos ou enagramas que bloqueiam nossa mente". Segundo o fundador, libertar-se disso é muito fácil, mas muito custoso já que implica uma "audição" com a ajuda de um "audímetro" de até cinco mil dólares. Entretanto o curso completo que conclui o "caminho de purificação", implica expulsar todos os enagramas que, similares aos traumas freudianos, "são produto dos erros cometidos em vidas anteriores". Hoje, eliminar todos os traumas do presente e do passado pode custar mais de 80 mil dólares.


Ovelhas famosas
Por isso, a campanha proselitista da Cienciologia aponta geralmente às "ovelhas com guizo" e com dinheiro. "se consegue que as ovelhas com guizo te sigam -dizia Hubbard - todas te seguirão". Assim em 1955 pretendeu convencer a Ernest Hemingway, Orson Welles, John Ford, Pablo Picasso e Walt Disney, e ainda que nenhum deles tenha aceitado, 40 anos depois a lista de sectários impressionaria a qualquer um.
A quantidade de "astros" vinculados à seita nos últimos tempos, evidencia seu poder e capacidade de pressão sobre o "star-system". Meio Hollywood está convencido de que a "conversão" de Jonh Travolta à seita lhe proporcionou novos papeis quando estava à beira da extinção profissional.


Único objetivo
"Dinheiro, dinheiro, dinheiro. Faça que te dêem, consiga-o. seja como for, faça dinheiro". Com estas palavras -sempre segundo a La Vanguardia- Hubbard teria apontado seu principal objetivo. Para isso., a cúpula da Cienciologia teria criado Sterling Inc., uma ramificação da seita que chantageava dentistas viciados em drogas até que, tempos depois, foi descoberta. Mais adiante, criaram a Narconon e Helth Med, empresas internacionais de fachada que serviam também para captar e extorquir toxicomaníacos, com a desculpa de proporcionar um "tratamento redentor".






Frente Européia
Os tratamentos da Cienciologia, entretanto, não foram muito bem acolhidos na Europa onde destacadas personalidades o rejeitaram.
Nos últimos anos, os ministros de Assuntos Exteriores da Alemanha e França, Klaus Kinskel e Hervé de Charette, compartilharam suas posições a esse respeito. O ministro francês se uniu à "apreensão" dos alemães para com a seita, enquanto Kinskel referiu-se a uma carta publicada no Inernational Herald Tribune e assinada por uma longa lista de astros, em que a seita se apresentava como vítima de uma perseguição similar a do holocausto judeu. "A carta é um insulto às vítimas do nacional socialismo", afirmou Kinskel.
Os casos da Alemanha e França são somente um capítulo na guerra psicológica que a Cienciologia trava frente a opinião pública mundial. Por hora sua credibilidade parece manter-se...mas não por muito tempo.

NOVA ERA: UMA REVOLUÇÃO SILENCIOSA AMEAÇA A CIVILIZAÇÃO CRISTÃ


Impregnado de mística esotérica de origem oriental, o movimento denominado Nova Era, como uma verdadeira serpente naja, seduz muitas almas que dele se aproximam, hipnotizadas por seu encanto mágico e pela promessa de “ser como deus”.

O leitor provavelmente já observou, tanto em livrarias quanto em lojas de discos, seções com o título New Age (ou Nova Era). E que esse material é oferecido ao público, em diversas cidades do Brasil, mesmo em livrarias que se apresentam como católicas.

Estamos sendo, na realidade, agredidos por uma invasão silenciosa de um dos maiores inimigos da Civilização Cristã.

Nestes dois mil anos de cristianismo, nunca a sociedade esteve tão influenciada por idéias ocultistas, esotéricas, mágicas ou pseudo-místicas, como nos dias de hoje.

Corrompido pela decadência moral e pelo enfraquecimento dos princípios religiosos, o Ocidente é invadido por uma grande variedade de práticas contrárias à Santa Igreja.

Com efeito, assistimos hoje ao surgimento de diversas correntes religiosas — também denominadas filosóficas — que se infiltram entre os católicos e operam uma verdadeira revolução silenciosa.
O diretor da “Folha de S. Paulo”, Otávio Frias Filho, assim descreveu essa situação:

“1. Todos os deuses, todas as crenças, todos os sistemas religiosos serão aceitos ao mesmo tempo. Como os antigos romanos, toleraremos todos exatamente por não acreditar a fundo em nenhum deles. 2. Nossa fé se reduziu à crença numa energia cósmica qualquer, uma "força". [...] 4. Gnomos, espíritos, magos, anjos, duendes, demônios – um cortejo de quimeras extintas pela luz elétrica – ressuscitam, assim, no ecletismo da nova religião, a mais relativista que já houve, apta a admitir quaisquer fantasias e ignorar contradições entre elas”.1

A nova mentalidade começa a invadir, infelizmente, até ambientes católicos!
Trata-se, como veremos, de um movimento organizado (e não espontâneo, como julgam alguns), direcionado contra a Religião de Nosso Senhor Jesus Cristo, e que, por vezes, até se apresenta como cristão.

Seu nome? Não poderia ser mais genérico: Movimento Nova Era (ou, em inglês, New Age).


Nova Era: o disfarce sedutor do demônio 

Monstro demoníaco, "divindade" da nova pseudo-religião
O Movimento Nova Era (MNE) é a reunião de várias correntes esotéricas diferentes que, agora falando a mesma língua, almejam, segundo seus adeptos, o fim da chamada Era de Peixes e a instauração da Era de Aquários.

Durante as perseguições romanas, os primeiros católicos usavam alguns símbolos como identificação de sua Fé. Um deles, presente nas catacumbas e em vários objetos da época, era o peixe, que em grego, escreve-se ixtus, cujas letras são as iniciais de Iéssus Xcristós Teou Yiós Sotér (Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador).

Essa Era de Peixes, que desejam extinguir, significa o Reino de Cristo na História, o cristianismo! 

Para alcançar seus objetivos, tais organizações não raramente se revestem de uma aparência cristã e difundem mensagens pacifistas, ecológicas e filantrópicas. Todavia, por trás dessa capa, seguem elas uma doutrina esotérica e iniciática.

Já Nosso Senhor advertia: “Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos ferozes. Pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7, 15).


O cristianismo: Religião revelada por Deus

Mosaico antigo com peixes, símbolo do cristianismo
"Não penseis que vim revogar a Lei e os Profetas. Não vim revogá-los, mas dar-lhes pleno cumprimento, porque em verdade vos digo, até que passem o céu e a terra, não será omitido nem um só i, uma só vírgula da Lei, sem que tudo seja realizado” (Mt 5, 17).

Com o cristianismo completou-se a Revelação oficial, iniciada desde o Paraíso.

Nesse sentido, ao contrário do que dizem os adeptos da Nova Era, o cristianismo não é uma era histórica, mas o cumprimento da obra redentora de Nosso Senhor Jesus Cristo, guardada desde o Paraíso até a consumação dos séculos. Ele instituiu sua santa e única Igreja, ensinando e consolidando sua doutrina e convidando seus filhos à bem-aventurança eterna.


Esoterismo e iniciação contra o cristianismo

São Paulo já previa numa de suas epístolas: “O Espírito diz expressamente que nos últimos tempos alguns homens renegarão sua fé, dando atenção a espíritos sedutores e doutrinas demoníacas” (1 Tim. 4,1). 

A doutrina da Nova Era é esotérica, isto é, tem sua parte principal escondida, oculta, acessível apenas a pessoas iniciadas, que são lentamente levadas a negar o cristianismo. 

Para essa transformação interna de cada homem, tais organizações utilizam rituais e práticas específicas, através das quais difundem sua doutrina, de fundo panteísta. Como veremos, essa doutrina não passa de uma reedição das antigas heresias panteístas, agora com roupagem nova.


“A Conspiração Aquariana” — manual da Nova Era
Capa do livro A Conspiração Aquariana

A Nova Era não se apresenta como um movimento unificado, sob a direção de um líder único, mas é uma constelação de pequenos movimentos.

Podemos caracterizar o Movimento Nova Era como uma grande mobilização de pequenos grupos, dispersos em diversos locais mas unidos no mesmo pensamento e objetivo, que formam uma enorme rede de ação e abrange centenas de entidades, instituições e grupos, sem que todos necessitem estar em contato ou mesmo se conhecer. Ao menos é assim que ele é apresentado.

Essa mega-rede é descrita pela escritora Marilyn Ferguson, em seu livro A Conspiração Aquariana, considerado por muitos como a “bíblia” da Nova Era 2:

“Enquanto a maioria de nossas instituições vem falhando, surge uma versão contemporânea da velha relação tribal ou familiar: a rede, um instrumento para o próximo passo na evolução humana. [...] A rede é moldável, flexível. Para todos os efeitos, cada membro é o centro da rede. As redes são cooperativas, não competitivas. São como as raízes da grama: autogeradoras, autoorganizadoras, por vezes até autodestruidoras. Representam um processo, uma jornada, não uma estrutura organizada. [...] 

“Cada segmento [de uma rede] é auto-suficiente. Não se pode destruir a rede pela destruição de um dos líderes ou de algum órgão vital. O centro — o coração — da rede se encontra em todos os lugares. A Conspiração Aquariana é, na verdade, uma rede de muitas redes destinadas à transformação social. [...] Seu centro está em toda a parte. [...] A Conspiração não pode ser detida, porque é uma manifestação da mudança nas pessoas”.3

Fazem parte desse movimento entidades como: Renascer, Grande Fraternidade Universal, Nova Acrópole, Universidade Holística, Sociedade Internacional de Meditação, Centro de Estudos de Antropologia Gnóstica, Eubiose, Sociedade Teosófica, A Grande Pirâmide do Lago, Rosa Cruz Áurea, Perfeita Liberdade, Cidade da Paz, Movimento para Consciência de Krishna, Cadeia Mental Universal, Ordem dos 49, Clube Naturalista de Preservação da Vida, Himalaya Consultoria Vivencial, Abrasca (Associação Brasileira de Comunidades Alternativas), Legião da Boa-Vontade, Centro de Pesquisas de Discos Voadores, Fraternidade da Cruz e do Lótus etc.4 


A transformação nas almas, método de conquista

Na introdução de sua obra, diz Marilyn Ferguson: “O ativismo social dos anos 60 e a ‘revolução da consciência’ do início dos 70 pareciam mover-se na direção de uma síntese histórica: a transformação social como resultante da transformação pessoal — a mudança de dentro para fora”.5

Essa nova tática de conquista da Revolução foi inúmeras vezes denunciada pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira. É a chamada Revolução Cultural, uma mudança gradual da vida cotidiana, dos costumes, das mentalidades, dos modos de ser, de sentir e de viver.6


O misticismo tribal e a extinção da razão

Em 1976, ainda no auge do comunismo, caracterizado como a III Revolução (a primeira é a pseudo-Reforma Protestante e a segunda a Revolução Francesa de 1789), Plinio Corrêa de Oliveira já demonstrava a metamorfose operada dentro do processo revolucionário rumo a uma IV Revolução – o tribalismo autogestionário e místico, hoje largamente incubado na Nova Era – denunciando suas características.7 Escreveu ele: “Bem entendido, o caminho rumo a este estado de coisas tribal [da IV Revolução] tem que passar pela extinção dos velhos padrões de reflexão, volição e sensibilidade individuais, gradualmente substituídos por modos de pensamento, deliberações e sensibilidade cada vez mais coletivos [...].

“De que forma? — Nas tribos, a coesão entre os membros é assegurada sobretudo por um comum pensar e sentir, do qual decorrem hábitos comuns e um comum querer. Nelas, a razão individual fica circunscrita a quase nada. [...] Ao pajé incumbe manter, num plano místico, esta vida psíquica coletiva, por meio de cultos carregados de ‘mensagens’ confusas, mas ‘ricas’, dos fogos fátuos ou até mesmo das fulgurações provenientes dos misteriosos mundos da transpsicologia ou da parapsicologia”.8 


Do Amor de si ao esquecimento de Deus:

O homem justo faz do “amor de Deus” o eixo de sua vida, pelo qual ele julga todo o resto, cumprindo o maior dos Mandamentos: “amarás o Senhor teu Deus de todo o coração de toda a alma, de todo o entendimento, e com todas as suas forças”(Mc, 12, 30)

Na mesma linha, o catecismo da Igreja ensina que a finalidade do homem é “conhecer, amar e servir a Deus”.
 
A santidade consiste em amar a Deus até o esquecimento de si mesmo, a ponto de ser um outro Cristo ou, nas palavras de São Paulo: “Já não sou eu quem vive, mas Cristo que vive em mim”.

Nesse amor sublime, fruto da inocência de alma, reside a verdadeira felicidade e o tesouro mais precioso de nossas almas, onde “o ladrão não chega, nem a traça rói”. (Lc. 12, 33)

Todavia, para os adeptos da Nova Era, não é a Deus que devemos conhecer e amar, mas a nós mesmos... Pois, segundo imaginam, Deus não é superior aos homens e digno de ser amado sobre todas as coisas, mas é igual aos homens! 

Como conseqüência, o homem deve conhecer a si mesmo – através do que chamam de iluminação – e perceber que ele é “deus”.

Em outros termos, o igualitarismo, tantas vezes denunciado pelo magistério da Santa Igreja como oposto ao cristianismo (Ver Box 1, no final do artigo)., é agora exaltado até o destronamento de Deus. 

A Nova Era é a “religião” dos homens igualitários que se julgam “deuses”.


O igualitarismo corrompe a Criação

Deus, em sua infinita sabedoria, criou cada homem com suas características próprias e hierarquicamente dispostas.

Santo Tomás explica que é através dessa diversidade de características que se tem uma imagem mais perfeita de Deus. Os homens em seu conjunto, muito mais do que individualmente, formam um belíssimo mosaico refletindo as perfeições de seu Criador. 9

Por isso, diz a Sagrada Escritura que cada coisa feita por Deus era boa, mas o seu conjunto era “muito bom”. 10

Não podendo nada contra o Criador, o demônio investe contra o reflexo de Deus na criação e seduz os homens, através do orgulho, com a promessa utópica do igualitarismo.

“Sereis iguais a Deus”: a sedução da Nova Era

Com a mesma mentira com que seduziu Adão e Eva no Paraíso Terrestre [ver quadro ao final do artigo], a Serpente agora busca seduzir os homens do século XXI.

“Sereis iguais a Deus” (Gen. 3, 5). É o que promete a Nova Era para os que se deixam enganar pelo veneno igualitário do demônio.

É o orgulho levado às últimas conseqüências, mediante o qual o homem se esquece de Deus para amar a si sobre todas as coisas.


Lúcifer: o primeiro igualitário
 
“Tu, desde o princípio, quebraste o meu jugo, rompeste os meus laços e disseste: - Não servirei!” (Jer 2, 20).

A esse brado igualitário de Lúcifer, que não desejou servir a seu Senhor, respondeu São Miguel: “Quem como Deus?”.11

Os anjos, assim como os homens, também tiveram sua prova, na qual deveriam escolher entre amar a Deus ou amar a si.

Os irmãos Gustavo e Sérgio Solimeo, em seu livro “Anjos e Demônios, a Luta Contra o Poder das Trevas”, assim se referem à prova dos anjos: “Segundo Santo Tomás de Aquino, essa soberba consistiu em que os anjos maus desejaram diretamente a bem-aventurança final, não por uma concessão de Deus, por obra da graça, e sim por sua virtude própria, como mera decorrência de sua natureza. Desse modo, quiseram manifestar sua independência em relação a Deus; eles recusaram assim a homenagem que deviam a Deus como seu criador e desejaram substituir-se a Ele e ter o domínio sobre todas as coisas: ‘ser como deuses’. (cf. Gen. 3, 5)”.12

Exatamente o que sustenta o Movimento Nova Era, é a salvação (bem-aventurança), não como obra da graça, mas como decorrência da própria natureza divina do homem.


Lúcifer: o anjo da “iluminação” esotérica

Antes da revolta dos anjos, segundo narra São João Bosco em sua conhecida História Sagrada, os anjos eram todos bons.

Lúcifer era o anjo mais belo que Deus havia criado.13 Deste fato resulta o seu nome, que significa aquele que ilumina, aquele que porta a luz: lúcifer.

“Eu via Satanás cair do céu como um relâmpago” (Lc 10, 18). Aquele que iluminava, agora vive nas trevas tentando os homens.

Para a Nova Era, o homem precisa atingir a consciência de que é deus, precisa se iluminar. A iluminação é o processo através do qual o homem perde a sua individualidade, entregando-se, como uma gota d’água no oceano, à grande energia primeira. Através dessa prática, o iniciado se reconhece divino, assim como todos os objetos, formando uma só energia com todos eles.


Panteísmo: a doutrina oculta do demônio
Gnomo, uma das "divindades" da nova pseudo-religião

A filosofia básica da Nova Era é o panteísmo. Segundo essa heresia, existe apenas uma realidade, que é a energia cósmica (que alguns chamam de deus), o resto é o maya (ilusão). Toda a diversidade de seres (sejam minerais, vegetais, animais ou mesmo espirituais) é uma ilusão dos sentidos, que tende a ver diferenças onde só existe igualdade. Tudo é manifestação de uma mesma energia, que é divina e espalhada em todas as coisas.

O demônio é o pai dessa doutrina que busca enganar os homens e fazê-los participantes de sua revolta. Diz São João: “Foi [o Demônio] homicida desde o princípio, e não permaneceu na verdade” (Jo 8, 44).

Nesse sentido, é revelador o poema escrito por Pierre Weil, um dos expoentes da Nova Era e reitor da chamada universidade holística14, em seu livro A Revolução Silenciosa, no qual resume o orgulho panteísta e igualitário desse movimento: Diz ele, sobre si mesmo: “Sou desprovido de nome, porque todo nome me limita. Porém, muitos nomes me deram. Sou Brahman. Sou Brahma, Vishnu e Shiva. [...] Sou Jahvé. Sou Buda. Sou Cristo. Sou o Pai, com ou sem barba. Sou o Filho. Sou o Espírito Santo. Sou Allah, Sou Alfa e ômega, o começo e o fim. [...] Sou energia. Sou a natureza. [...] Sou Deus. Sou o Eterno. Sou Universo. [...] Sou você dentro do teu corpo. Sou também o teu próprio corpo. [...] Sou as partes que estão no todo. Sou o todo que está em todas as partes. [...] Sou o homem. Sou a mulher. [...] Sou sujeito, sou objeto, sou espaço entre os dois. [...] Sou o autor. Sou o ator. Sou o papel. Sou a peça. Sou o espectador. [...] Sou zero. Sou um. [...] Enfim sou a tua alma através da qual desfruto da imensa bem-aventurança de ser consciente da própria bem-aventurança” 15


A reencarnação evolucionista

Imaginando-se deus, o adepto da Nova Era naturalmente é levado a negar a justiça divina (já que essa justiça pressupõe a existência de Deus superior aos homens) e, em seu lugar, aceita a doutrina espírita da reencarnação. 

Contra essa doutrina, há o ensinamento formal de São Paulo: “Está decretado que o homem morra uma só vez, e depois disto é o julgamento” (Hb 9, 27).


Autoconhecimento e redenção

A Nova Era afirma que o problema do homem não é o pecado, mas a ignorância. Conhecer-se a si mesmo, eis o lema da Nova Era.

Não é mais a Redenção de Nosso Senhor Jesus Cristo que abre as portas da eternidade, mas o próprio homem que se julga salvo pela sua natureza divina.

Desta forma, o supremo ato de amor de Deus é substituído pelo supremo ato de orgulho de quem julga ocupar o lugar de seu Criador.

Para esses adeptos, não há inferno, não há castigo, não há justiça. O erro (pecado) de uma vida não será castigado na eternidade, mas numa encarnação menos evoluída ou mais sofrida, onde aqui se faz, aqui se paga. É a chamada Lei do Carma.


Canalização da Energia Cósmica
 
Não é pensando que se ilumina, é mediante a meditação por dentro de si, mediante a canalização da energia por dentro do próprio corpo.

Para esse fim nos levariam o tarô, os búzios, quiromancia, astrologia, numerologia, cristais, certos tipos de medicina alternativa e de acupuntura etc. Tudo é usado para dar uma nova visão ao ser humano, uma nova maneira de experimentar a realidade.

Claro que várias dessas práticas abrangem um aspecto natural que pode produzir um resultado efetivo. Todavia, elas têm servido, em várias circunstâncias, para difundir a doutrina esotérica da Nova Era.

Os cristais e as pirâmides são muito usados pelos adeptos da seita, pois seriam uma maneira de canalizar essas energias e curar doenças, atrair prosperidade, levar a um grau de consciência superior.

Trata-se, na realidade, da volta ao paganismo primitivo, com suas milhares de superstições e idolatrias.


Nova Era é incompatível com a Fé Católica 

Em seu Evangelho, São Mateus expõe a sábia advertência de Nosso Senhor: “Eis que eu vos envio como ovelhas entre lobos. Por isso, sede prudentes como as serpentes e sem malícia, como as pombas” (Mt 10, 16).

Dom Donald W. Montrose, enquanto Bispo diocesano de Stockton, na Califórnia, fez uma longa análise da influência satânica da Nova Era nos Estados Unidos. Em seu substancioso documento, afirma:

“Na superfície, o movimento New Age parece um movimento de paz. Entretanto, é ocultista, mesmo quando Satanás não é mencionado. O ‘deus’ da New Age não é o Deus do cristianismo. O ‘deus’ da New Age é uma espécie de energia impessoal que abarca o universo inteiro. Esta é uma forma de panteísmo. Não se deixem enganar pelas suas palavra sobre ecologia, a beleza do mundo natural, a fundamental bondade dos objetivos aparentes deste movimento. Não é um poder espiritual que vem de Deus, mas do reino da luz falsa e das trevas” 16.

E João Paulo II, em pronunciamento aos bispos norte-americanos, previne os fiéis sobre a Nova Era e sua deletéria influência entre católicos:

“As idéias do movimento New Age conseguem às vezes insinuar-se na pregação, na catequese, nas obras e nos retiros, e deste modo influenciam até mesmo católicos praticantes, que talvez não tenham a consciência da incompatibilidade entre aquelas idéias e a fé da Igreja. Na sua visão sincretista e imanente, esses movimentos [...] tendem a relativizar a doutrina religiosa. [...] Além disso, apresentam com freqüência um conceito panteísta de Deus, o que é incompatível com a Sagrada Escritura e com a Tradição cristã” 17.


Devoção a Nossa Senhora: o antídoto profético 
Imagem da Imaculada de Quito, muito venerada no Equador: com uma corrente, jugula a cabeça do demônio

A Nova Era é um dos venenos sedutores do demônio, que tenta os homens através do orgulho: “Amarás a ti mesmo sobre todas as coisas”, eis como se poderia exprimir o lema da Nova Era. 

Quando uma alma se deixa contaminar pelo amor próprio desordenado, fruto de seu orgulho, não há moral capaz de a controlar, não há mais verdade que ela não coloque em dúvida, não há hierarquia que ela não queira derrubar.

E como tudo isso é o oposto à Santíssima Virgem, que em sua humildade desejava ser a escrava da Mãe de Deus!

Nossa Senhora é o triunfo da humildade sobre o orgulho, do verdadeiro amor de Deus sobre a soberba igualitária.

Nesse sentido, escreve o grande missionário francês do século XVII e Doutor marial, São Luís Maria G. de Montfort: “O que Lúcifer perdeu por orgulho, Maria ganhou por humildade. O que Eva condenou e perdeu pela desobediência, salvou-o Maria pela obediência”18 

Em outro trecho, afirma ainda São Luís de modo profético sobre o papel da Mãe de Deus nos últimos tempos: “Por meio de Maria começou a salvação do mundo, e é por Maria que deve ser consumada” 19.

É o que aquele grande apóstolo mariano chama de Reino de Maria, no qual o império de Nosso Senhor estender-se-á sobre o “império dos ímpios, dos idólatras e dos maometanos” 20, estabelecendo sobre a Terra a plenitude do Reino de Cristo na História.


Todos que recorrem à Santíssima Virgem são atendidos 

Fica o alerta: em nossas dificuldades, não procuremos soluções onde elas não existem; desconfiemos dessas práticas ocultistas, verdadeiras ciladas para a perdição das almas.

Pelo contrário, procuremos a solução verdadeira que Nosso Senhor Jesus Cristo nos concedeu: a intercessão de sua Santíssima Mãe que, misericordiosamente, também a nós foi dada como Mãe. Procuremos aumentar nossa devoção a Ela, e assim seremos aliviados de nossos males, amparados em nossos problemas, atendidos em nossas súplicas.

É o que, de modo categórico, afirma o admirável Doutor da Igreja, São Bernardo de Claraval, em sua célebre e inspirada oração: “Lembrai-Vos, ó piíssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que têm recorrido à Vossa proteção, implorado a Vossa assistência e reclamado o Vosso socorro fosse por Vós desamparado. Animado eu, pois, com igual confiança, a Vós, ó Virgem entre todas singular, como a Mãe recorro, de Vós me valho, e, gemendo sob o peso de meus pecados, me prostro a Vossos pés. Não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus humanado, mas dignai-Vos de as ouvir propícia e de me alcançar o que Vos rogo. Assim seja”. 

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Box 1
Desigualdades na sociedade humana: doutrina pontifícia

São Pio X, no Motu proprio Fin dalla prima (18-12-1903), assim resume a doutrina de Leão XIII sobre as desigualdades na sociedade humana:

“I - A sociedade humana, tal qual Deus a estabeleceu, é formada de elementos desiguais, como desiguais são os membros do corpo humano; torná-los todos iguais é impossível; resultaria disto a própria destruição da sociedade humana.

“II - A igualdade dos diversos membros sociais consiste somente no fato de todos os homens terem a sua origem em Deus Criador; foram resgatados por Jesus Cristo e devem, segundo a regra exata dos seus méritos, ser julgados por Deus, e por Ele recompensados ou punidos.

“III – Disto resulta que, segundo a ordem estabelecida por Deus, deve haver na sociedade príncipes e vassalos, patrões e proletários, ricos e pobres, sábios e ignorantes, nobres e plebeus, os quais, todos unidos por um laço comum de amor, se ajudam mutuamente para alcançarem o seu fim último no Céu e o seu bem-estar moral e material na Terra” (Acta Sanctæ Sedis, Ex Typographia Polyglotta, Romæ, 1903-1904, vol. XXXVI p. 341, apud Plinio Corrêa de Oliveira, Nobreza e Elites Tradicionais Análogas nas alocuções de Pio XII ao Patriciado e Nobreza Romana, Livraria Civilização Editora, Porto, 1993, p. 296).

Pio XI, na Encíclica Divini Redemptoris, afirma:
“Deve-se advertir que erram de modo vergonhoso aqueles que opinam levianamente serem iguais, na sociedade civil, os direitos de todos os cidadãos, e não existir uma hierarquia social legítima” (Acta Apostolicæ Sedis, Vol. XXIX, Nº 4, 31/3/1937, p. 81, apud Plinio Corrêa de Oliveira, obra supracitada, p. 298).
 
Pio XII, Alocução aos trabalhadores da Fiat (31-10-1948):
“A Igreja não promete a igualdade absoluta que outros proclamam, porque sabe que o convívio humano produz sempre e necessariamente uma escala de graduações e de diferenças nas qualidades físicas e intelectuais, nas disposições e tendências internas, nas ocupações e nas responsabilidades” (Discorsi e Radiomessaggi di Sua Santità Pio XII, Tipografia Poliglotta Vaticana, vol. X, p. 266, apud Plinio Corrêa de Oliveira, obra supracitada, p. 299). Santo Tomás de Aquino trata da questão da desigualdade, especialmente na Suma Teológica, I, Q. 47, a. 2
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A serpente no paraíso terrestre: prefigura da Nova Era

No Paraíso, o demônio, que tinha sido expulso do Céu pelo seu ato de orgulho e levado pela inveja, tomou a forma de uma serpente e tentou Eva para que ela comesse do fruto proibido: “De modo algum morrereis, e Deus sabe muito bem disso; ao contrário, se dela comerdes, abrir-se-ão vossos olhos, sereis iguais a Deus, conhecereis o bem e o mal” (Gn. 3, 5).

Após o Pecado Original, Deus, voltando-se para a serpente, disse-lhe: “Estabelecerei inimizade entre ti e a mulher [Nossa Senhora], entre a tua descendência e a dela; ela te esmagará a cabeça e tu procurarás mordê-la no calcanhar” ¹.

São Luís Maria Grignion de Montfort assim explica esse trecho da Sagrada Escritura: “Uma única inimizade Deus promoveu e estabeleceu, inimizade irreconciliável que não só há de durar, mas aumentar até ao fim: a inimizade entre Maria, sua digna Mãe, e o demônio; entre os filhos e servos da Santíssima Virgem e os filhos e sequazes de Lúcifer.”².
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1 – É praticamente unânime a posição dos grandes teólogos de que a mulher referida é Nossa Senhora, chamada também de Nova Eva, Mãe do Novo Adão, que é Nosso Senhor Jesus Cristo.

2 – São Luís G. de Montfort, Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, ed. Vozes, Petrópolis, p. 54.
Notas: 
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 NOTAS:

1 – “Folha de S. Paulo” — Revista Mais!, 13-10-02.
2 – Ferguson, Marilyn (1993), A Conspiração Aquariana: Transformações Pessoais e Sociais nos Anos 80; Ed. Record, Rio de Janeiro, 1993.
3 – Idem., pp. 201 a 205.
4 – A esse respeito, ver: Dioclécio Luz, Roteiro Mágico de Brasília; vol. I e II., Codeplan, 1986.
5 – Op. cit., p. 18.
6 – Cfr. Plinio Corrêa de Oliveira, Revolução e Contra-Revolução, Artpress, São Paulo, 1982, III Parte.
7 – Idem, ibidem.
8 – Idem, Parte III, cap. III, 2.
9 – Cfr. Summa Teológica, I, Q. 47, a2, c.
10 – Gênesis, 1, 31 e Suma Teológica, I, Q. 47, a.2, c.
11 – A expressão “Quem como Deus?” é a tradução do nome Miguel em hebraico.
12 - SOLIMEO; Gustavo Antônio e Luiz Sérgio (1994); Anjos e Demônios - a Luta Contra o Poder das Trevas; São Paulo, ed. Artpress; 1994.
13 – São João Bosco, História Sagrada, Ed. Salesiana, 1965, p. 13.
14 – Holismo é uma palavra que se refere a tudo (holos): tudo é a mesma energia divina.
15 – Weil, Pierre; A Revolução Silenciosa, Ed. Pensamento, São Paulo, p. 200 a 203.
16 – Montrose, Donald W., Voz de alerta nos Estados Unidos: perceber e combater o demônio é dever do católico, in Catolicismo, fevereiro de 1996, p.22 e 23.
17 – Pronunciamento aos bispos norte-americanos, em 18 de maio de 1993, apud Catolicismo, fevereiro de 1996, p. 22 e 23.
18 – São Luís G. de Montfort, Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, Vozes, Petrópolis, p. 55 e 56.
19 – Idem, p. 50.
20 – Idem, p. 61.


Frederico Romanini de Abranches Viotti


Fonte: Lepanto - Frente Universitária e Estudantil