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Próxima sede da JMJ 2016 será Cracóvia, em homenagem ao beato João Paulo II


Cracóvia será sede da Jornada Mundial da Juventude em 2016. O anuncio foi feito hoje (28/07/2013), pelo Papa Francisco, na Missa de Envio, em Copacabana. Em homenagem ao criador da Jornada Mundial da Juventude e que será santificado este ano, o beato João Paulo II.

João Paulo II foi ordenado Bispo Auxiliar de Cracóvia em 4 de julho de 1958 e passou a ser Arcebispo em dezembro de 1962. Nomeado Cardeal aos 47 anos de idade, o então Arcebispo Karol Józef Wojtila presidiu sua sede em meio ao ateísmo militante do regime comunista, até sua eleição como Sumo Pontífice em 16 de outubro de 1978.

Ainda que não seja a capital do país, Cracóvia é um centro urbano de três milhões de habitantes, considerado o coração cultural, artístico e espiritual da Polônia.

Terra natal de reis, artistas, filósofos e santos, é também a cidade onde viveu e morreu a Santa Faustina Kowalska, vidente e apóstola da Divina Misericórdia. Na verdade, é na colina Lagiewniki, em Cracóvia, que fica o santuário mundial da Divina Misericórdia.

Rica história, joias arquitetônicas e igrejas católicas, a cidade do Sul polonês geralmente tem temperaturas moderadas, entre 19 e 24 graus durante o verão, quando será realizada a próxima JMJ.

Cracóvia será sede do Campeonato Mundial de Vôlei, no ano que vem, e do Campeonato Europeu de Handebol, também em 2016. 

Fonte: ACI Digital

Papa Francisco rezou com Bento XVI pela Jornada Mundial da Juventude Rio 2013



O Papa Francisco se encontrou ontem com o Bispo Emérito de Roma, Bento XVI, com quem rezou por sua próxima viagem ao Brasil em ocasião da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que se realizará no Rio de Janeiro e em que se espera a participação de 2,5 milhões de jovens de todo o mundo.

O Santo Padre também levou para Bento XVI o programa de sua viagem para que possa participar espiritualmente e acompanhar a transmissão do evento ao vivo.

O Papa Francisco se encontrou brevemente com seu predecessor no mosteiro Mater Ecclesiae, onde mora há alguns meses.

Bento XVI assegurou a Francisco suas orações e recordou com ele as intensas experiências das passadas Jornadas Mundiais da Juventude realizadas em Colônia (2005), Sydney (2008) e Madri (2011).

O encontro começou com um momento de oração na capela do mosteiro e logo prosseguiu com uma amigável conversa que durou aproximadamente meia hora.

Entre os grandes eventos nos que participará o Papa Francisco estão a Via-Sacra com os jovens, a Vigília de Oração no Campus Fidei de Guaratiba e a Missa de encerramento da JMJ. O Papa também visitará uma favela, um hospital e se encontrará com bispos da América Latina.

Fonte: ACI Digital

Grande expectativa no Brasil ante a chegada do Papa Francisco


No Rio de Janeiro vive-se com grande expectativa, alegria e esperança a chegada do Papa Francisco para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que se realizará de 23 a 28 de julho. Assim o indicou o Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, Cardeal Stanislaw Rylko, logo depois de visitar o país para organizar os últimos preparativos do evento.

Em declarações a um meio italiano, o Cardeal Rylko assinalou que no país e em especial na cidade anfitriã "se respira um ambiente de grandes expectativas" pela chegada do primeiro Papa latino-americano "que já ganhou o coração de todos nós".


O Cardeal sublinhou que a poucos dias da inauguração "é fácil imaginar com que compromisso se está trabalhando na cidade com o fim de oferecer a melhor acolhida ao Papa e aos jovens de todo o mundo".

Disse que ficou impressionado pelo trabalho dedicado que o Comitê Organizador Local realiza dia e noite junto a centenas de voluntários, assim como pela "generosidade" e "inteligência".

O Cardeal mencionou que o evento no Rio "não afeta somente a cidade carioca, mas também a toda a Igreja no Brasil" porque antes do encontro com o Pontífice, os jovens de diferentes nacionalidades participam da "Semana Missionária" que consiste em visitar a maioria das dioceses em todo o país dando testemunho de fé.

O Cardeal expressou que estas visitas são importantes porque permitem aos jovens conhecer a fundo a Igreja no Brasil e expressou que "não podemos esquecer que se trata de um evento que, em geral, não tem igual no mundo, em relação à dimensão - é verdadeiramente um evento global, podemos dizer católico".

Com respeito à quantidade de jovens que participarão, disse que sempre é fácil definir cifras e que não seria estranho que cheguem ao Brasil mais de dois milhões, mas para "nós, como organizadores, mais que números insistimos sobre os progressos na preparação espiritual de cada jovem participante. Os frutos espirituais de cada JMJ dependem em grande medida do trabalho pastoral que precede e sucede ao evento".

Ao falar da segurança indicou que em sua visita à cidade notou um "clima de calma" e está seguro que o governo federal e o governo do estado do Rio farão todo o possível para garantir um ambiente tranquilo durante o desenvolvimento da JMJ e da visita do Papa.

O Cardeal Rylko ressaltou que nos primeiros meses de seu pontificado, o Santo Padre demonstrou que "os jovens constituem uma de suas prioridades e que tem uma grande capacidade para comunicar-se com eles", assim como também se viu em várias ocasiões o carinho dos jovens com o Papa "que o escutam com gosto".

Para o Cardeal, esta JMJ será uma ocasião de "grande plantação evangélica" para o Pontífice, assim como para desafiar os jovens "como o faz geralmente", já que o evento tem como principal objetivo ajudar os jovens a encontrar-se com Cristo "a única esperança que não defrauda".

"A imagem do Cristo Redentor do Corcovado com os braços abertos expressa, no fundo, a Cristo esperando encontrar-se e dar as boas-vindas aos jovens", disse.

Ao terminar suas declarações, assinalou que na primeira encíclica do Papa "Lumen Fidei" o Pontífice escreveu que "os jovens têm o desejo de uma grande vida (…) a fé não é um refúgio para pessoas sem valor".

Fonte: ACI Digital

Pela primeira vez um grupo de rock abre plenária de dicasterio do Vaticano


Um concerto de um grupo de rock abriu pela primeira vez na história a assembleia plenária do Pontifício Conselho para a Cultura. O evento realizou-se na quarta-feira 6 de fevereiro no Aula Magna da Universidade Lumsa de Roma, perto do Vaticano.

Para a ocasião o Cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do chamado dicasterio, fez uma pequena introdução sobre a importância das "Culturas juvenis emergentes", no mundo de hoje, que será a temática que ocupará entre os dias 6 a 9 de fevereiro as reuniões de seu dicastério; e, posteriormente, cedeu o espaço à banda de rock italiana "The Sun", que tocaram diante de cardeais e bispos da Cúria romana.


Em uma entrevista concedida no dia 6 de fevereiro ao grupo ACI, o Cardeal Ravasi assinalou que convidou a banda de rock para reconciliar com o mundo católico jovens afastados da Igreja.

"Se caminharmos pela cidade, vemos que quase todos os jovens levam em suas orelhas auriculares, escutam música e esta, forma parte de sua linguagem. Por isso quisemos começar as reuniões com sua música. Naturalmente, através desta música queremos mandar-lhes uma mensagem", referiu.

A banda de rock The Sun, formou-se em 1997 e obteve êxito internacional. Tocaram em numerosas partes do mundo, desde Terra Santa até o Japão, e partir de 2008 adquiriram um caráter cristão, quando seu líder, Francesco Lorenzi –vocalista e guitarrista do grupo–, redescobriu o catolicismo.

A banda está integrada também por Gianluca Menegozzo (guitarra), Matteo Reghelin (baixo) e Riccardo Rossi (bateria), e já conta com dois álbuns de caráter católico.

The Sun abriram concertos de bandas como The Cure, The Offspring, Muse, OK Go, NOFX, Ska-P, Pennywise, e Deep Purple, mas isto, conforme explicam, não os preenchia e hoje encontram as respostas às suas perguntas no Evangelho.

Em entrevista com o grupo ACI, Lorenzi explicou em espanhol que estão entusiasmados com o convite feito: "para nós é algo incrível, porque estamos vendo uma abertura muito boa, e isto é o que quer o Cardeal Ravasi, falar com os jovens e abrir o mundo da Igreja ao que é novo, como nós e outros mais".

Antes do êxito de que desfrutam hoje, a banda passou dois anos "muito duros", nos quais não encontraram contrato algum. Sua antiga discográfica, a Rude Records, os ignorou por causa de sua fé. Finalmente, depois de muita oração, Sony Music, a maior empresa discográfica do mundo, chamou-lhes para gravar um disco respeitando o sentido religioso de suas canções.

"Nós gostaríamos de cantar em espanhol, muito mais que em inglês, porque é o idioma mais bonito do mundo", explicam, e também querem trocar o panorama musical, porque para eles, "a música não tem limites e não deve estar só nos pubs ou nos festivais, mas também é possível tocar nas escolas, paróquias, igrejas, hospitais…a música é para ser feita em todas partes. Só assim pode sair e fazer o que deve fazer: unir às pessoas".

O concerto no Vaticano mereceu os aplausos de cardeais e bispos, que apesar de não compartilhar necessariamente os mesmos gostos musicais viram-se contentes. Assim o explicou ao grupo ACI o prelado espanhol Monsenhor Melchor Sánchez de Toca y Alameda, Subsecretário do Pontifício Conselho para a Cultura que preside o Cardeal Ravasi.

"Por outro lado, muitos deles têm também experiência de encontros nas jornadas mundiais da juventude. Por exemplo o Cardeal de Madri, o Cardeal de Houston não são estranhos a este tipo de manifestações, mas simplesmente por idade, não é seu estilo".
"Eu pessoalmente não conhecia grupo, mas me pareceu muito estimulante, muito pegajoso. É um estilo que eu gostei de muito", acrescentou.

Uma jovem italiana de 19 anos, Silvia Contini, disse ao grupo ACI que graças às canções do The Sun conheceu Deus melhor. "Eu gosto da mensagem que oferecem sobre a realidade dos jovens que formam parte da Igreja", referiu.

Mais informação sobre a banda em: www.thesun.it e www.francescolorenzi.it 

Fonte: ACI Digital

Deixem-se atrair pelo Cristo Redentor, diz Papa em mensagem à JMJ


Foi divulgada nesta sexta-feira, 16, a Mensagem Papa Bento XVI para 28ª Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que será realizada no Rio de Janeiro de 23 a 28 de julho de 2013.

No texto, o Papa renova o convite aos jovens do mundo inteiro para que participem deste importante evento. “A conhecida estátua do Cristo Redentor, que se eleva sobre aquela bela cidade brasileira, será o símbolo eloquente deste convite: seus braços abertos são o sinal da acolhida que o Senhor reservará a todos quantos vierem até Ele, e o seu coração retrata o imenso amor que Ele tem por cada um e cada uma de vós. Deixai-vos atrair por Ele!”

Acesse

Dividida em oito pontos, a Mensagem ressalta que o ano de preparação para o encontro do Rio coincide com o Ano da fé, no início do qual o Sínodo dos Bispos dedicou os seus trabalhos "nova evangelização para a transmissão da fé cristã". “Queridos jovens, escreve o Papa, sejais envolvidos neste impulso missionário de toda a Igreja: fazer conhecer Cristo é o dom mais precioso que podeis fazer aos outros”.

Bento XVI reafirma a confiança que a Igreja deposita na juventude em todo o mundo, pedindo que os jovens coloquem seus talentos ao serviço do anúncio do Evangelho. Pedido que, para o Pontífice, assume uma importância especial os jovens da América Latina.

Citando a missão continental, que os bispos lançaram na V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, realizada em Aparecida em 2007, o Papa recorda que os jovens constituem a maioria da população no continente – o que representam uma força importante e preciosa para a Igreja e para a sociedade. “Por isso sede vós os primeiros missionários. Agora que a Jornada Mundial da Juventude retorna à América Latina, exorto todos os jovens do continente: transmiti aos vossos coetâneos do mundo inteiro o entusiasmo da vossa fé.”

O Papa pede que esse empenho missionário se manifeste em especial em dois âmbitos: o mundo da internet (o continente digital) e o campo da mobilidade. Quanto ao primeiro, Bento XVI exorta os jovens a apreenderem a usar com sabedoria este meio, levando em conta também os perigos que ele traz consigo. Quanto à mobilidade, o Pontífice recorda que hoje são sempre mais numerosos os jovens que viajam, seja por motivos de estudo ou de trabalho, seja por diversão. Mas também em todos os movimentos migratórios que levam milhões de pessoas, frequentemente jovens, a se transferir e mudar de região ou país, por razões econômicas ou sociais. Também estes fenômenos podem se tornar ocasiões providenciais para a difusão do Evangelho.

BOTE FÉ BELÉM REUNIU 60 MIL PESSOAS



Foram mais de dez horas de programação. O Bote Fé Belém reuniu cerca de 60 mil pessoas no último sábado, 21/10, ao redor dos símbolos da Jornada Mundial da Juventude e da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré.


O evento começou com Missa na Catedral Metropolitana, presidida pelo Bispo Auxiliar de Belém, Dom Teodoro Mendes Tavares. Era por volta de 14h quando a Banda Dominus iniciou a apresentação em frente à Catedral.

O Bote Fé - Belém, que neste ano aconteceu simultaneamente com a Romaria da Juventude, começou as 15h e teve a animação do Ministério Unidos pela Fé.

Percorrendo as principais ruas dos bairros da Cidadade Velha, Jurunas e Nazaré, os jovens refletiram o evangelho proclamado e pregado pelo Pe. Bruno, Missionário da Comunidade Canção Nova. Em sua reflexão, o Missionário pediu para todos os presentes se ajoelharem e pedirem a Deus a conversão de vida.


A chegada na Praça Santuário foi marcada com a Celebração da Santa Missa, presidida pelo Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa. Ao fim da Missa, o Coordenador Nacional do Projeto Bote Fé, Pe. Sávio, afirmou que “de longe, este é o maior Bote Fé do Brasil”. Pe. Sávio ressaltou que encontrou aqui uma “juventude acolhedora e fervorosa” e arriscou dizer que “Belém tem até capacidade de sediar uma JMJ”. Dom Alberto visivelmente feliz, declarou “sinto-me o Bispo mais feliz do mundo por ser Pastor deste  povo”. Após a Missa, a Banda Caju fez uma breve apresentação e chamou ao palco o Ministério Adoração e Vida, que conduziu fortes  
momentos de oração e muito louvor perante a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora.

Às 22h, o Presidente da Comissão Organizadora do Bote Fé Belém, Pe. Rangel Bentes, realizou a Cerimônia de entrega dos sinais da JMJ para a Diocese de Abaetetuba, representada por Dom Flávio Giovenale.

ÍCONE DA MÃE DE DEUS ACOMPANHA A JMJ

No dia 5 de abril de 2003, durante a cerimônia da passagem da cruz dos canadenses para os alemães (organizadores da JMJ de 2005), o Papa João Paulo II presenteou os jovens com uma cópia do ícone da Virgem Maria Salus Popoli Romani.

Aos jovens vindos da Alemanha, João Paulo II declarou:

“Hoje eu confio a vocês […] o ícone de Maria. De agora em diante ele vai acompanhar as Jornadas Mundiais da Juventude, junto com a cruz. Contemplem a sua Mãe! Este ícone será um sinal da presença materna de Maria, sempre próxima aos jovens, que são chamados, como o apóstolo João, a acolhê-la em suas vidas”.

Em 2003 o saudoso Pontífice polonês confiou o
ícone da Santíssima Virgem aos jovens, para que
os acompanhasse nas JMJ's
Com esse novo dom, por ocasião do Ano Mariano, o Papa voltou a indicar a Mãe de Deus como modelo para o público juvenil e o convidou a acompanhar, com ela, o Senhor Jesus neste caminho da cruz. No Domingo de Ramos desse mesmo ano (2003) se tornou nítido que a cruz, com o passar do tempo, passou a ter um valor afetivo notável para eles.

Depois da celebração na Praça de São Pedro, a cruz e o ícone são acolhidos em território alemão depois de terem percorrido mais de 30 países diferentes. Nessa peregrinação, a cruz é como que uma testemunha da diversidade de cada povo, culturas, línguas, histórias… manifestando-se como uma forte presença do Senhor.

Em 1994, a cruz volta para Roma em uma ocasião muito especial: o 20º aniversário da entrega desta aos jovens.

Nessa oportunidade, o Papa João Paulo II pronunciou as mesmas palavras escolhidas em 1984, ano da entrega desse objeto santo:

“Caros jovens, celebrando o 20º aniversário desta maravilhosa aventura espiritual, deixem que eu confie a vocês a mesma entrega de então. Confio a vocês a cruz de Cristo, levem-na como sinal do amor de Jesus pela humanidade e anunciem a todos que somente em Cristo, morto e ressuscitado, existe salvação e redenção”.

O itinerário da cruz na Alemanha é repleto de compromissos. Ela é acolhida em todas as dioceses do país, num minucioso e profundo processo de preparação e catequese em vista da Jornada Mundial da Juventude de Colônia em agosto de 2005. Nessa edição a juventude do mundo foi convidada a ir, a ver e a adorar o Messias, como faziam os Reis Magos.

A cruz junto ao ícone de Maria passa pela Porta de Brandemburgo
A peregrinação da cruz vive momentos fortes, como a visita à Porta de Brandemburgo, antigo símbolo entre a divisão da Alemanha Ocidental e a Alemanha Oriental, como testemunha do amor e da reconciliação.

Em 2 de Abril de 2005, aquele, que entregou a cruz aos jovens e os motivou para que a levassem em peregrinação ao mundo, partiu para a casa do Pai. A morte de João Paulo II, chamado carinhosamente pelos jovens de “Papa’s boys”, deixou saudade. E como não olhar para essa cruz sem não nos lembrarmos desse homem que tanto se configurou ao Cristo sofredor?

Ela [cruz] continua o seu caminho e, em 2005, na Alemanha, Bento XVI anuncia uma nova caminhada para os jovens: Sidney. Inseparável da JMJ, ela foi mais uma vez para a Oceania, na espera de mais um encontro entre o Papa e os jovens.

Fonte: Destrave

A CRUZ DA JMJ: O INÍCIO


Em 1984, durante o encerramento do Jubileu da Redenção, uma cruz diferente se destacou ao lado do altar principal da Basílica de São Pedro. Foi o Papa João Paulo II que a quis ali, para que todos pudessem vê-la. Trata-se de uma cruz de madeira, medindo 3, 80 metros de altura, que foi entregue aos jovens logo após o Papa fechar a porta santa do jubileu daquele ano.

Cruz dos Jovens atravessa a
porta santa no encerramento
do Ano Jubilar de 1984
Ela é conhecida como a “Cruz do Ano Santo”, a “Cruz do Jubileu”, a “Cruz da Jornada Mundial da Juventude”, mas muitos a chamam de “A Cruz dos Jovens”, porque lhes foi dada para que a levassem a todo o mundo, em cada local e em cada tempo, atravessando gerações, fronteiras e limites geográficos, políticos e de fé, proporcionando a muitos jovens um encontro pessoal com Cristo.

Ao entregá-la aos jovens, João Paulo II pronunciou estas palavras:

“Meus queridos jovens, na conclusão do Ano Santo, eu confio a vocês o sinal deste Ano Jubilar: a Cruz de Cristo! Carreguem-na pelo mundo como um símbolo do amor de Cristo pela humanidade, e anunciem a todos que somente na morte e ressurreição de Cristo podemos encontrar a salvação e a redenção”.

Rapidamente, o público juvenil atendeu o pedido do Santo Padre e começou a levá-la em viagem pelo mundo. Em 1984 ela faz a sua primeira peregrinação a Mônaco, a Alemanha e, no mesmo ano, os jovens a levam para Lourdes, Paray le Monial, Paris e outras cidades da França e depois de novo à Alemanha.

Ouvindo a notícia de que a cruz estava peregrinando em vários países, o saudoso Pontífice polonês declarou: “É preciso que ela vá a Praga, ao Cardeal Tomasek”. Nesta época a então Tchecoslováquia estava sob o poder do Comunismo, sendo considerado um dos países mais fechados do planeta, fazendo parte da chamada “Cortina de Ferro”.

Em 1985 um grupo de jovens alemães conseguiu introduzi-la para além da “Cortina de Ferro” entregando-a ao Cardeal Tomasek, tornando-se assim o símbolo da comunhão com o Papa e sinal de que não há portas fechadas para o Evangelho.

A Cruz Peregrina atravessa gerações e fronteiras levada pelos jovens
Em 1985 a ONU anuncia o Ano Internacional da Juventude, e João Paulo II convoca mais uma vez os jovens a Roma para a celebração do Domingo de Ramos desse mesmo ano. Na presença da Cruz do Ano Santo, João Paulo II dirigiu estas palavras a mais de 300 mil jovens:

“Nesta Cruz, vemos a nossa redenção, vemos a vitória do amor sobre o ódio, vitória da paz sobre a guerra, sobre a violência, vemos a ressurreição”.

No decorrer desse ano da juventude de 1985, os jovens atenderam mais uma vez o pedido de João Paulo II e a cruz começou a peregrinar em diversas partes da Europa, como Itália, França, Luxemburgo, Irlanda, Escócia, Malta e Alemanha; e em cada um desses países, sendo protagonista de vários encontros juvenis.

Este é o início da história da Cruz dos Jovens, a Cruz Peregrina, sinal da esperança ao público juvenil e a toda a humanidade. A cruz está cumprindo o seu papel de lembrar ao mundo que só em Cristo há salvação e redenção.

Fonte: Destrave

PARÁ E AMAPÁ ACOLHEM OS SÍMBOLOS DA JMJ EM OUTUBRO



A peregrinação da Cruz e do Ícone de Nossa Senhora pela Amazônia, iniciada em agosto, será concluída no mês de outubro, quando os dois Símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) chegam aos estados do Pará e do Amapá, que compõe o Regional Norte 2 da CNBB.

O trajeto começa no dia 1º na Diocese de Óbidos e será concluído no dia 30, na Prelazia do Marajó, ambas no Pará. No caminho, serão visitadas outras doze dioceses e prelazias. Duas grandes celebrações Bote Fé estão programadas: nos dias 16 e 17 de outubro, na Diocese de Macapá, e logo em seguida, entre os dias 18 e 20, na Arquidiocese de Belém, coincidindo com as celebrações do Círio de Nazaré 2012, que acontecerão ao longo de todo o mês na capital paraense.

Em novembro, os Símbolos da JMJ, que já percorreram todo o Nordeste e o Centro-Oeste do Brasil e parte do Sudeste, chegam à Região Sul. Em dezembro, visitarão a Argentina, o Uruguai, o Chile e o Paraguai. Em janeiro retornarão ao Brasil e peregrinarão por Santa Catarina. Em fevereiro, será a vez do Paraná. Em março, visitarão o Espírito Santo, o sul de Minas, o Triângulo Mineiro e o Vale do Paraíba, em São Paulo. Em abril, chegrão ao estado do Rio de Janeiro, onde permanecerão até a Jornada, em julho.

Veja a seguir o roteiro completo no Regional Norte 2:


1º e 2 de outubro – Diocese de Óbidos
3 e 4 de outubro - Diocese de Santarém
5 e 6 de outubro – Prelazia de Itaituba
7 e 8 de outubro – Prelazia do Xingu (Altamira)
9 e 10 de outubro - Diocese de Marabá
11 a 13 de outubro - Diocese de Conceição do Araguaia
14 e 15 de outubro – Prelazia de Cametá
16 e 17 de outubro - Diocese de Macapá
18 a 20 de outubro – Arquidiocese de Belém
21 e 22 de outubro - Diocese de Abaetuba
23 e 24 de outubro - Diocese de Bragança
25 e 26 de outubro - Diocese de Castanhal
27 e 28 de outubro - Diocese de Ponta de Pedras
29 e 30 de outubro – Prelazia do Marajó


Hino Oficial da JMJ Rio2013 é lançado no Rio de Janeiro

Os fiéis da arquidiocese do Rio de Janeiro, em especial os jovens, reuniram-se na noite desta sexta-feira, 14, para conhecer, ouvir e cantar pela primeira vez o Hino Oficial da Jornada Mundial da Juventude (JMJ Rio2013) intitulado: “Esperança do Amanhecer”.

O lançamento da canção que embalará a vida vocacional e missionária dos jovens de todo o mundo foi realizado durante a festa da Exaltação da Santa Cruz, após o show dos cantores católicos Adriana, Eliana Ribeiro, Walmir Alencar, Olivia Ferreira e Leandro Souza, intérpretes do Hino.

Com uma queima de fogos, milhares de fiéis presentes e outros que acompanhavam pelas redes sociais assistiram ao making of da gravação do Hino. Estiveram presentes o arcebispo do Rio de Janeiro e presidente do Comitê Organizador Local (COL) da JMJ Rio2013, Dom Orani João Tempesta, juntamente com o Núncio Apostólico do Brasil, Dom Giovanni d'Aniello, e o autor da canção, Padre José Candido.


“Creio que hoje é um dia muito bonito para todos nós. Lançamos o Hino oficial da Jornada Mundial da Juventude Rio2013 lembrando que foram 180 contribuições e uma escolha difícil para poder definir uma canção que pudesse dizer aquilo que é a JMJ, aquilo que é a juventude, e que também trabalhasse com o tema da Jornada: ‘Ide e fazei discípulos entre todas as nações’ (Mt 28, 19)”, disse Dom Orani.

Ele lembrou que o lançamento do Hino aconteceu em um dia especial, Dia da Exaltação da Santa Cruz, e que a Cruz da JMJ também percorre diversos estados e municípios do Brasil. “Queremos evangelizar e anunciar Jesus Cristo que morreu na cruz, mas que venceu a morte e ressuscitou, e os jovens são protagonistas desse anúncio hoje e amanhã”.

Entusiasmado com a juventude carioca e com o Hino da JMJ Rio2013, Dom Giovanni utilizou o refrão da canção para reafirmar o desejo do Papa Bento XVI: que os jovens sejam missionários.

“O refrão do hino diz: ‘Cristo nos convida: venham meus amigos! Cristo nos envia: sejam missionários!’. Nós convidamos as pessoas que gostamos, nós convidamos as pessoas que são nossos amigos, pessoas importantes, e Cristo nos considera amigos, pessoas importantes, Ele precisa da nossa colaboração, Ele nos convida para estar com Ele e também depois anunciá-lo para o mundo inteiro, para todas as pessoas que ainda não o conhecem e fortalecer aqueles que já o conhecem”, disse.

Padre José, que compôs o Hino, também revelou sua emoção em participar do lançamento. Ele acompanhou de perto a alegria dos jovens que estavam lá e conheceram o Hino da Jornada.

“Olhamos o povo com o olhar de Cristo e sentimos vontade de ir anunciá-lo e transformar esse mundo e vocês, jovens, vão transformar este mundo eu tenho certeza. Essa é a inspiração, a esperança e a alegria que eu trouxe no coração e queria compartilhar com vocês através do Hino”, disse padre José.

Os jovens entusiastas da nova evangelização aprovaram a canção. Para o integrante da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Paróquia Sagrada Família, no Complexo da Maré, Diego Rezende, o Hino tem a cara da juventude e é perceptível que ele foi escolhido por Deus.

“Fiquei muito tocado e entusiasmado pela jovialidade que tem a letra. Não é possível dizer que não foi uma vontade de Deus que esse hino fosse escolhido para ser um marco na história da Jornada e na vida da juventude do Rio. Estou ‘doidinho’ para aprender a cantar a letra toda porque esse Hino com certeza já faz parte da minha vida e da minha juventude”, contou.

ASSISTA O CLIP OFICIAL DO HINO DA JMJ RIO 2013
"ESPERANÇA DO AMANHECER"


Sou marcado desde sempre
com o sinal do Redentor,
que sobre o monte, o Corcovado,
abraça o mundo com Seu amor.

(Refrão)
Cristo nos convida:
"Venham, meus amigos!"
Cristo nos envia:
"Sejam missionários!"

Juventude, primavera:
esperança do amanhecer;
quem escuta este chamado
acolhe o dom de crer!
Quem nos dera fosse a terra,
fosse o mundo todo assim!
Não à guerra, fora o ódio,
Só o bem e paz a não ter fim.

(Refrão)

Do nascente ao poente,
nossa casa não tem porta,
nossa terra não tem cerca,
nem limites o nosso amor!
Espalhados pelo mundo,
conservamos o mesmo ardor.
É Tua graça que nos sustenta
nos mantém fiéis a Ti, Senhor!

(Refrão)

Atendendo ao Teu chamado:
"Vão e façam, entre as nações,
um povo novo, em unidade,
para mim seus corações!"
Anunciar Teu Evangelho
a toda gente é transformar
o velho homem em novo homem
em mundo novo que vai chegar.

BISPO ATENTA PARA AUXÍLIO A DESCOBERTA VOCACIONAL DOS JOVENS


Em carta direcionada aos párocos do Brasil neste mês de agosto, o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, Dom Eduardo Pinheiro, propõe uma reflexão sobre o auxílio para suscitar no jovem sua vocação. O bispo está escrevendo, a cada mês, uma carta a todos os párocos do Brasil para incentivá-los na evangelização dos jovens, à luz da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio 2013. 

Dom Eduardo lembrou que agosto é o mês das vocações e por isso cabe a reflexão sobre o que as comunidades estão fazendo, à luz da JMJ, para ajudar esses jovens no discernimento vocacional. “Nenhum deles (jovens) deveria passar pelas nossas catequeses, encontros, grupos, organizações sem receber este auxílio que faz a diferença na sua realização pessoal, no dinamismo eclesial, na realidade social”.

O bispo lembrou ainda a importância das comunidades suscitarem novas vocações. “Uma Comunidade que não suscita vocações para a continuidade de sua missão é estéril. Somos ou não somos fecundos em nossas palavras, atividades e testemunhos?”. 

Veja abaixo a íntegra da carta de agosto escrita por Dom Eduardo:

Caros irmãos Párocos e Administradores Paroquiais,
Vigários Paroquiais e demais Presbíteros.

Não temos dúvidas de que a JMJ, além do benefício para o impulso da evangelização da juventude, traz, para o jovem, um profundo questionamento a respeito do sentido da vida. Cada uma de nossas Paróquias e Comunidades é chamada a aproveitar deste momento ímpar de nossa história, garantindo condições favoráveis às novas gerações para que elas possam responder com alegria ao chamado de Deus: “Desejo que as Igrejas locais, nas suas várias componentes, se tornem ‘lugar’ de vigilante discernimento e de verificação vocacional profunda, oferecendo aos jovens e às jovens um acompanhamento espiritual sábio e vigoroso. Deste modo, a própria comunidade cristã torna-se manifestação do amor de Deus, que guarda em si mesma cada vocação” (Bento XVI, 49º. Dia Mundial de Oração pelas Vocações).

Estamos entrando no mês vocacional – Agosto. O que nossas Comunidades estão preparando, à luz da JMJ, para que cada adolescente e jovem receba a ajuda adequada para o seu discernimento vocacional? Nenhum deles deveria passar pelas nossas catequeses, encontros, grupos, organizações sem receber este auxílio que faz a diferença na sua realização pessoal, no dinamismo eclesial, na realidade social.

Todos são responsáveis por promover uma verdadeira ‘cultura vocacional’ em nossos ambientes. O apelo vocacional da JMJ nos questiona:

- nossa Catequese tem atraído as novas gerações para a reflexão vocacional?
- nossos jovens são apaixonados discípulos missionários de Jesus Cristo?
- como promovemos a vocação matrimonial na cultura juvenil atual?
- quantas vocações sacerdotais, religiosas e missionárias estão surgindo na paróquia?
- os jovens conhecem a vocação do/a leigo/a consagrado/a e da vida monástica?

Não nos esqueçamos: uma Comunidade que não suscita vocações para a continuidade de sua missão é estéril. Somos ou não somos fecundos em nossas palavras, atividades e testemunhos? Entre tantas propostas, desafiemos nossas Comunidades em suscitar, anualmente, ao menos uma vocação para a vida sacerdotal ou religiosa.

A JMJ nos presenteia com este clima favorável para se trabalhar a questão vocacional. Não percamos tempo nem privemos nossos jovens deste seu ‘direito existencial’! Os jovens estão motivados a uma entrega mais radical a favor de Jesus Cristo e do seu Evangelho. O que lhes oferecemos? Abramos nossos olhos! Ousemos propostas cativantes! Não tenhamos receio de fazer nossas, as vibrantes palavras de nosso Papa Bento XVI: “Queridos jovens, não tenham medo do chamado de Cristo para a vida religiosa, monástica, missionária ou ao sacerdócio. Estejam certos que Ele enche de alegria aquele que, dedicando a vida nesta perspectiva, responde ao seu envio deixando tudo para permanecer com Ele e dedicar-se de coração inteiramente a serviço dos outros. Do mesmo modo, grande é alegria que Ele reserva ao homem e à mulher que se doa totalmente um ou outro em matrimônio para constituir uma família e tornar-se sinal do amor de Cristo por sua Igreja” (27º. Dia Mundial da Juventude).

Maria, modelo de busca e resposta vocacional, inspire nossos corações a favor dos jovens que anseiam por uma vida com sentido. Confiemos a ela nossa própria vocação para que os jovens se sintam motivados com o nosso testemunho de alegres discípulos missionários de Jesus Cristo. Confiemos a ela, principalmente, as vocações que Deus está suscitando em nosso meio por ocasião da Jornada Mundial da Juventude - Rio 2013.
                                                                                                      
Dom Eduardo Pinheiro da Silva, sdb
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude (CEPJ)

HINO DA JMJ RIO2013 SERÁ LANÇADO NA FESTA DA EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ


É grande a expectativa dos jovens para o lançamento do hino oficial da JMJ Rio2013. Mas eles vão ter que esperar só mais um pouquinho. Segundo um dos responsáveis pelo Setor de Preparação Pastoral do Comitê Organizador Local (COL), padre Leandro Lênin, o hino, que estava previsto para ser divulgado no dia 27 de julho, tem uma nova data para o lançamento: dia 14 de setembro.

“Nós estamos em um impasse positivo que vai nos ajudar, no momento da estreia do hino, a ter uma surpresa para todos. Foi-nos concedido pelo Pontifício Conselho um pouco mais de tempo para pensar neste assunto, exatamente porque nós temos pérolas nas mãos. Então, quanto mais se cultiva, mais elas brilham”, destacou.

Padre Leandro também ressaltou que foi escolhido o dia 14 de setembro porque é o dia da Exaltação da Santa Cruz, o que remete à própria cruz peregrina. “O bairro de Santa Cruz em 2012 completa 450 anos. O Brasil foi Terra de Santa Cruz. E nossa vigília vai ser na Base Aérea de Santa Cruz. Então, nós queremos dar um presente nesse estilo musical para a cidade, ou seja, lançar o hino nessa data é uma forma de celebrarmos juntos todos esses grandes eventos”, frisou.

Em outubro do ano passado, foi aberto um edital para o concurso da letra do hino, e de novembro a março foram realizadas as inscrições. O Setor de Preparação Pastoral recebeu cerca de 180 letras. Elas passaram por um processo de avaliação doutrinal, de criatividade, de beleza e de poética, tudo isso avaliado por profissionais da música.

Na segunda fase de seleção, dessas 180 letras, foi escolhido um bloco das 20 melhores. Segundo padre Leandro, a questão da possibilidade de tradução para outras línguas também está sendo levada em consideração. “Nem sempre é fácil transportar a poética e todo o brilho do que foi feito numa única língua para as outras línguas. Então, este também é um fator que pesa na hora da escolha”, afirmou.


Fonte: Site oficial da JMJ Rio2013

ORAÇÃO OFICIAL DA JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE



Ó Pai, enviaste o Teu Filho Eterno para salvar o mundo e escolheste homens e mulheres para que, por Ele, com Ele e nEle, proclamassem a Boa-Nova a todas as nações. Concede-nos as graças necessárias para que brilhe no rosto de todos os jovens a alegria de serem, pela força do Espírito, os evangelizadores de que a Igreja precisa no Terceiro Milênio. 

Ó Cristo, Redentor da humanidade, Tua imagem de braços abertos no alto do Corcovado acolhe todos os povos. Em Tua oferta pascal, nos conduziste pelo Espírito Santo ao encontro filial com o Pai. Os jovens, que se alimentam da Eucaristia, Te ouvem na palavra e Te encontram no irmão, necessitam de Tua infinita misericórdia para percorrer os caminhos do mundo como discípulos-missionários da nova evangelização.

Ó Espírito Santo, Amor do Pai e do Filho, com o Esplendor da Tua Verdade e com o fogo do Teu Amor, envia Tua Luz sobre todos os jovens para que, impulsionados pela Jornada Mundial da Juventude, levem aos quatro cantos do mundo a fé, a esperança e a caridade, tornando-se grandes construtores da cultura da vida e da paz e os protegonistas de um mundo novo.

Amém!

OCUPE O RIO DE JANEIRO: ENCONTRO DE JOVENS CATÓLICOS SERÁ O MAIOR EVENTO DA HISTÓRIA DA CIDADE

Cristo Redentor deverá ficar aberto em regime de 24 horas durante a Jornada Mundial da Juventude, em 2013, logo depois da Copa das Confederações

Fora dos círculos da Igreja, pouca gente se deu conta de que, dentro de um ano e meio, o Rio de Janeiro terá o que promete ser o maior evento de sua história, entre 23 e 28 de julho de 2013. A cidade será o centro mundial da peregrinação de católicos, a Jornada Mundial da Juventude, que, em 2011, levou 2 milhões de pessoas a Madri. O evento vai muito além da complexidade de uma visita do papa Bento XVI. A estimativa oficial e de que o público seja equivalente ao da edição espanhola, mas como explica monsenhor Joel Portela, coordenador da jornada pela Arquidiocese do Rio, trata-se de um acontecimento que “não fecha portas”, e é possível e provável que muita gente decida participar de última hora. Tudo isso dez dias depois do encerramento da Copa das Confederações no Brasil.

Papa Bento XVI durante a JMJ 2011 na Espanha
Para se ter uma ideia do que esse público representa, vale a comparação: 2 milhões de pessoas é o que tradicionalmente reúne o réveillon da Praia de Copacabana, com a diferença de que há um fluxo que se concentra entre a noite de um dia e a madrugada de outro. Na jornada, os participantes ficarão reunidos em grupos espalhados pela cidade e, no ponto alto do evento, uma vigília com missa celebrada pelo papa Bento XVI, um grupo estimado em 1 milhão vai pernoitar em um grande espaço – ainda não escolhido.

“Planejar a Jornada Mundial da Juventude envolve uma equação complexa. Estamos no momento trabalhando em um levantamento de áreas da cidade com capacidade para hospedagem, disponibilidade de espaço para os eventos da semana e atendimento de transporte público”, explica Portela.

Nada se compara à jornada criada por João Paulo II, o Papa dos jovens, em 1986. Para a Rio+20, que acontece em junho deste ano, são esperadas 50 mil pessoas. O Rock in Rio de 2011 recebeu, na Cidade do Rock, cerca de 700 mil pessoas por dia – com alto índice de pagantes que foram a mais de uma noite de show. A Copa do Mundo de 2014 deve levar ao Rio 412 mil estrangeiros, e 840 mil brasileiros, segundo estimativa do Ministério do Turismo. O carnaval deste ano deve atrair 850 mil turistas – 250 mil deles vindos de outros países.

“Não são eventos comparáveis. A Jornada Mundial da Juventude é única em sua capilaridade. Não é centralizada, acontece em muitos pontos ao mesmo tempo, e cobre a cidade inteira. Nenhum evento jamais reuniu ou vai reunir tanta gente em lugares espalhados como a jornada. Se há alguma semelhança, é com o carnaval de rua, que também movimenta a cidade inteira. Mas sem dúvida é um evento de características únicas”, compara Duda Magalhães, diretor-geral da Dream Factory, contratada pelo Instituto JMJ – figura jurídica criada pela Arquidiocese e presidida pelo arcebispo Dom Orani Tempesta. A empresa é também a organizadora do carnaval de rua carioca e participou do Rock in Rio.

Cristo Redentor – Alguns dos acontecimentos previstos para julho de 2013 só são possíveis por tratar-se de um evento católico. E um deles promete marcar época: o Cristo Redentor deverá ficar aberto 24 horas, para evitar o risco de um peregrino vir ao Rio e não conhecer o Cristo – algo tão ou mais grave que ir a Roma e não ver o Papa. “Sabemos que a procura será grande, por estrangeiros e brasileiros. Por isso estudamos também uma limitação de tempo para as visitas”, explica monsenhor Joel Portela.

A ideia da Igreja é tentar dispersar os turistas. A arquidiocese do Rio já tem informação sobre a vinda de cerca de 8 mil franceses e 20 mil norte-americanos. A maratona católica começará em uma terça-feira e terá o encerramento do domingo. O papa chega na quarta e é a partir desse dia que começa a aterrissagem mais intensa de estrangeiros. Para não haver aglomeração, eles serão separados por nacionalidade. Escolas, paróquias e ginásios poderão servir de abrigo. Além da hospedagem, a catequese, com até mil pessoas, será feita nesses locais, reduzindo deslocamentos.

A Jornada deve atrair uma quantidade maior do que a usual de sul-americanos. No continente, só a Argentina recebeu o encontro, em 1987. Com a crise europeia, o peso dos turistas vindos do Cone Sul deverá ser maior, assim como ocorrerá no carnaval deste ano no Rio de Janeiro. Uma das regras da jornada é que ela seja realizada um ano na Europa e no outro em algum país de fora. O recorde de fieis em uma JMJ aconteceu em 1995, nas Filipinas.

Cada jornada tem características especiais próprias, mas há um roteiro relativamente consolidado. Os momentos em que todos os participantes se encontram são nos chamados atos centrais, com a presença do papa. Estão incluídos aí a abertura, a vigília, a via sacra e o encerramento. No Rio, serão conhecidos estes pontos dentro de dois meses. Enquanto isso, a Igreja atua em outras frentes como a arregimentação de voluntários – na quinta-feira foi atingida a marca de 5 mil inscritos em todo o Brasil. Em Madri, o voluntariado chegou a 28 mil pessoas.

A ordem é para que o custo da organização não ultrapasse os limites da jornada anterior, de Madri. Ou seja, não é pertinente gastar mais do que 50 milhões de euros. Na Espanha, o peregrino pagou 160 euros para participar do esquema da JMJ. Ainda não se sabe quanto deverá ser desembolsado pelo fiel no Brasil. Uma das novidades deste ano será a tentativa de atrair jovens não católicos para o encontro. Isso começou de forma sutil em Madri, mas a expectativa é de que se amplie no Rio, onde o lema da jornada será “ide e fazei discípulos em todas as nações”. “Queremos deixar um legado humano e social”, diz monsenhor Joel Portela. Um dos projetos para o fim da JMJ é a construção de sete a 14 centros de recuperação de dependentes químicos em regiões brasileiras ainda carentes nesse tipo de tratamento. “A principal lacuna hoje é no investimento em ressocialização, com formação profissional e estudo dos dependentes”, afirma Portela.

Números de Madri - Dos católicos presentes da JMJ da Espanha, 36,4% eram estrangeiros de 189 países. Um grupo de 130.691 pessoas prolongou a estada no país. Estiveram presentes 840 bispos e cardeais no evento. A jornada injetou 354,3 milhões de euros no país, criou 4.589 empregos, sendo 2.894 em Madri.

Para organizar o megaevento, o 7º andar da arquidiocese do Rio se transformou na central da JMJ. A preparação é muito semelhante à dos grandes eventos esportivos. A cidade tem que ser escolhida entre candidatas para sediar o encontro. Após vencer a disputa, começa a preparação, que é feita pelo pontifício conselho de Roma e pelo comitê organizador local (COL) – algo próximo do que ocorre com o Comitê Olímpico Internacional (COI) e Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Padres de Roma desembarcarão no Rio nos últimos dias de fevereiro para averiguar o andamento dos trabalhos, assim como o COI tem feito.

E, assim como nos jogos, há uma série de eventos intermediários. Na terça-feira, será anunciada a logomarca da Jornada Mundial da Juventude, em uma solenidade com 100 bispos de todo o Brasil. Na véspera, o Cristo Redentor será iluminado com as cores de 150 países esperados para partiripar do grande encontro. Depois que for apresentado o símbolo, a estátua ficará verde e amarela. Afinal, o Redentor é brasileiro.

João Marcello Erthal e Cecília Ritto

Fonte: Veja