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10 dicas para um bom namoro



1 – Só comece a namorar quando tiver a convicção de que quer, um dia, se casar. Sem um objetivo na vida, tudo o que fazemos fica vazio; o namoro também, se não tem uma meta, não tem sentido.

2 – Antes de começar a namorar alguém, conheça-o bem por meio de uma boa amizade. É na amizade que surge o namoro, e ela serve também como um pré-namoro. Não seja afoito, não comece a namorar só porque o outro (a) tocou seu coração; conheça-o primeiro.

3 – Faça do seu namoro um tempo de conhecimento do outro e um meio de o outro conhecer você. Sem isso não será possível saber se o namoro deve continuar ou não. Não se ama quem não se conhece. Então, cada um se revele ao outro com sinceridade. 

4 – Não tenha medo de mostrar ao outro a sua realidade e a de sua família. Se ele ou ela não o aceitar como você é, e também sua família, com todas as qualidades e defeitos, é porque não o ama de verdade.

5 – Faça o outro crescer. Namoro é tempo de crescer a dois, pelo fermento do amor, da renúncia, do sacrifício pelo outro. Um relacionamento, no qual ambos não crescem humana e espiritualmente, por estarem juntos, é vazio e deve acabar.

6 – Não deixe o egoísmo tomar conta do relacionamento, pois um casal egoísta é como duas bolas de bilhar que só se encontram para se chocarem e se separarem. O egoísmo mata o amor e destrói o relacionamento.

7 – Não faça do seu namoro uma vida de casado, com vida sexual e intimidades conjugais. Amanhã, o namoro pode terminar e a marca ficará em você, sobretudo, na mulher. Só tem sentido entregar-se a alguém que, antes, colocou uma aliança em sua mão esquerda e lhe jurou amor e fidelidade até o último dia de sua vida. Não desvalorize suas decisões, seu corpo e sua vida.

8 – Não prenda seu namorado pelo sexo, não faça dele uma “arma”, porque a “vítima” pode ser você. Quantas ganharam uma barriga antes da hora, sem ter um berço e um teto para seu filho! Ele merece mais do que isso.

9 – Não tenha medo de terminar um namoro, no qual só existe briga e reclamação; não empurre o problema com a barriga. Namoro é tempo de conhecer e escolher sem pressa e sem paixão que cega a razão. É melhor chorar uma separação, hoje, do que depois de casados.

10 – Não deixe Deus fora do seu namoro, pois foi Ele quem nos criou, foi Ele quem instituiu o casamento entre um homem e uma mulher e será Ele quem os unirá para sempre. Deixe que a mão forte de Cristo esteja entre as suas mãos fracas.

Prof. Felipe Aquino

Namoro, Sexo, Drogas, etc...

1 - A família começa no casamento, e o casamento é um namoro que deu certo. Por isso, o namoro sério é importante para uma família séria. É o começo de tudo.

2 - O que é namoro?
É a época da escolha do outro. Você escolhe bem o sapato a comprar, a camisa, etc..., também vai escolher a pessoa com quem vai construir a sua vida, a sua família e seus filhos.

3 - Para que a escolha seja correta, é necessário: - conhecer o outro (diálogo para revelar o mistério que é cada um de nós ) - sinceridade (a mentira compromete a seriedade) - confiança - vencer o s ciúmes e brigas. Namorar não é 'ficar' (sem compromissos).

4 - O sentido do sexo.
Tem dois sentidos: união do casal e procriação. Só tem sentido no casamento. Fora dele só traz problemas: gravidez precoce, filhos não desejados, abortos, doenças venéreas, etc... A hora da vivência sexual não é no namoro, é no casamento. Para tudo tem hora certa. Amar não é o mesmo que gostar. Gostamos de coisas ( cigarros , laranja, manga) e as destruímos para o nosso prazer. Amamos as pessoas - não as usamos nem as destruímos. Amor não é sentimentalismo, romancismo, é um ato da vontade e pressupõe sacrifícios pelo ser amado.

5 - Castidade e virgindade - significa não viver o sexo nem antes e nem fora do casamento. Antes de haver castidade de atos, tem que haver castidade de sentimentos, pensamentos e palavras. É preciso fugir das ocasiões de pecado (namoro nos lugares perigosos, bebida, filmes e revistas pornográficas, etc..) Bem - aventurados os puros de coração porque eles verão a Deus. Ser homem não é ser macho- é pensar com a cabeça e não com os orgãos sexuais. É se domar. O jovem que não aprende a viver a castidade quando solteiro, não será fiel á esposa depois de casado. É preciso a graça de Deus para viver a pureza (oração, terço, ajuda de Maria) Mesmo quem já perdeu a virgindade pode fazer a opção de vive-la a partir de agora.

6 - Masturbação - é uma desordem (pecado) porque é o uso egoísta do sexo, só por prazer. Deve ser evitado, com oração, trabalho, esporte, evitando assim a ociosidade e as ocasiões (livros e revistas pornôs, etc...) Muitos depois de casados continuam a se masturbar, por causa do hábito forte que formaram quando jovens. É como a criança que usa a chupeta...

7 - O homossexualidade - também é uma desordem. O relacionamento afetivo com pessoa do mesmo sexo não está no plano de Deus. A tendência ao homossexualidade ainda não é pecado, este existe se há aceitação e busca do relacionamento. Somos templo do Espírito Santo (1 Cor 3,16) (1 Cor 6,19)

8 - As drogas - destroem a pessoa, retiram a sua capacidade de pensar livremente, aos poucos vai destruindo a saúde até a morte, se não for evitada. - O uso da droga vai aumentando cada vez mais quando se vicia. O sujeito começa até a roubar para comprá-la. - Evitá-la pela graça de Deus, oração, ajuda de um grupo de amigos de fé. - A droga provoca depressão (suicídio às vezes), violência, crimes, etc...

9 - Violência - fugir dela porque é destruidora Não cultivar a violência. Cuidado com os filmes violentos da TV (Rambo, Exterminador, etc...) que destilam a violência no sangue do jovem. Cristo é amor, mansidão, paz. Estamos cercados de violência: por pensamentos, palavras e atos. Renunciar a toda violência em nome de Jesus e viver a mansidão e humildade.

10 - Testemunhos sobre tudo que foi falado até aqui.

O sentido cristão do sexo

Antes de tudo, o casal cristão precisa conhecer bem o sentido do sexo no plano de Deus. Ele o quis. De todas as alternativas possíveis que o Senhor poderia ter empregado para gerar e manter a espécie humana, Ele escolheu a relação física e espiritual do amor conjugal. Deus quis que o casal humano fosse o arquétipo da humanidade e que sua geração fosse por meio da via sexual.


Além disso, por meio deste ato, Ele quis aprofundar o amor do casal. Então, a conclusão a que se chega é que Deus não só inventou o sexo, mas o dotou de profunda dignidade e sentido, por isso colocou normas para ser vivido de maneira correta, para que não causasse desajustamento e sofrimento. O Senhor quis que o ser humano fosse material e espiritual, algo como uma síntese bela do animal que apenas tem corpo com o anjo que apenas é espírito. E, dotando-o de corpo, quis que o homem fosse sexuado como os animais; porém, a sua vida sexual deveria ser guiada não pelo instinto, mas pela alma, e iluminada pela inteligência, embelezada pela liberdade, conduzida pela vontade e vivida no amor.



A vida sexual é algo muito sublime no plano de Deus; por isso jamais um casal deve pensar que o Senhor esteja longe no momento de sua união mais íntima; pois este ato é santo, santificador no casamento e querido por Ele. O amor conjugal tem um sentido único.


O amor entre dois seres do mesmo sexo, como pai e filho ou dois amigos não contém a complementação no plano físico. O uso do sexo, no seu devido lugar, ou seja, no casamento, bem entendido nos seus aspectos espirituais e psicológicos, é um dos atos mais nobres e significativos que o ser humano pode realizar; pois ele é a fonte da vida e da celebração do amor. A virtude da castidade, mais do que consistir na renúncia ao sexo, significa o seu uso adequado.


Diz o Dr. Alphone H. Clemens, Diretor do Centro de Aconselhamento da Universidade Católica da América, Washington, D.C., que o ato sexual “é um ato de grande beleza e profunda significação espiritual, pois o amor conjugal entre dois cristãos, em estado de graça, é uma fusão de dois corpos que são templos da Trindade, e uma fusão de duas almas. Por outro lado, usado com propriedade, torna-se fonte de união, harmonia, paz e justamento.



Intensifica o amor entre o esposo e a esposa, funciona como escudo contra a infidelidade e a incontinência. A personalidade humana integral, mesmo nos seus aspectos sobrenaturais, é enriquecida pelo sexo, uma vez que o ato do amor conjugal também é merecedor de graças.” (Clemens, 1969, p. 175)



Afirma Raoul de Gutchenere em “Judgment on Birth Control”: “Foi reconhecido, há já bastante tempo, que as relações sexuais produzem efeitos psicológicos profundos, especialmente sobre a mulher, uma vez que o esperma absorvido por seu corpo desempenha um papel dinamogênico, promovendo o equilíbrio. De modo geral, o ato de amor conjugal provoca o relaxamento, o vigor, a autoconfiança, a satisfação e a sensação geral de bem-estar, de segurança e uma disposição que conduz ao esquecimento de atritos e tensões de menor importância entre o casal.” (Apud Clemens, p. 177)



Não é à toa que São Paulo, há 2 mil anos, já recomendava aos cônjuges cristãos: “não vos recuseis um ao outro, a fim de que satanás não vos tente”. (1Cor 7,5)

Prof. Felipe Aquino

“… HOMEM E MULHER OS CRIOU.”


Você, com certeza, já fez provas com questões dissertativas – daquelas que você tem uma pergunta e precisa redigir a resposta –, e outras questões de múltipla escolha. Qual tipo você prefere? Tem gente que diz que, quando a gente não sabe a matéria direito, a múltipla escolha é bem melhor. Dá até pra “chutar”. Tem gente que diz que, quando a gente sabe a matéria pra valer, a múltipla escolha acaba confundindo… é melhor a pergunta direta, e você responde com segurança. Afinal, você sabe a matéria.

Nas “provas” que a vida vai lançar pra você ao longo do seu caminho também é assim. Tem gente que não sabe o que quer da vida e acaba se confundindo, se perdendo em meio a tantas alternativas que o mundo oferece. Mas na “prova” da fé e do amor, Deus é “dissertativo” e te pergunta: “Tu me amas?” (cf. Jo 21, 15)

O que você vai responder? Essa matéria é fácil, você sabe de cor… de coração. Essa resposta de amor está gravada na nossa alma e também no nosso corpo. No livro do Gênesis aprendemos: “… homem e mulher os criou.” (Gen 5, 2). Não é múltipla escolha! Não há alternativas a escolher. Fique tranquilo: Deus escolheu para você! Ele, na sua sabedoria infinita, nos deu uma identidade sexual: feminino ou masculino. O determinismo biológico não é escravidão, mas é um caminho que se abre a nossa frente para nos aproximar de Deus. O caminho para encontrarmos a verdadeira felicidade é nos tornarmos quem realmente somos. Deus que nos criou, nos ama e nos convida a amar. Ele nos conhece melhor do que a nós mesmos e, em seu plano de salvação, nos criou homens e mulheres para que com a totalidade do nosso ser aprendêssemos a nos amar como Ele nos ama. Ou você duvida que Deus erraria na escolha da sua sexualidade?

O mundo, perdido como está, quer nos impor muitas opções. Quer nos ensinar que podemos escolher entre muitas alternativas: ser homem, ser mulher, ser um pouco dos dois… independentemente do que o meu corpo me revela. Usa como pretexto que os papéis sociais só trazem desigualdades. Acabam dando alternativas que só nos confundem…

Acredite, sendo você homem ou mulher, Deus deixou gravado em seu coração um jeito próprio de amar conforme a sua sexualidade. Ao nos criar, Deus nos fez a sua imagem e semelhança e nos fez homem e mulher. Isso indica que a complementaridade entre os sexos espelha Deus, ou seja, torna visível, o mistério invisível do amor de Deus. Somos chamados a amar como Ele amou, vivendo em comunhão de pessoas, como a Santíssima Trindade. E isso se realiza plenamente no ser masculino e feminino. O homem é predisposto a se tornar um dom para a mulher. A mulher é predisposta a receber esse dom e dar-se em retorno ao homem. O amor entre eles é tão real e profundo que pode dar origem a outro ser humano.

Somos diferentes – física e psicologicamente, mas iguais em dignidade! Sexo, é preciso sublinhar, não é um verbo, é um substantivo (essa questão você já sabia, né?!). É quem somos: homens ou mulheres. Quando perguntamos sobre o significado do sexo queremos, na verdade, saber o significado da nossa criação como homem e mulher. Se você é homem, Deus o criou para ser um homem. Se é mulher, Deus a criou para ser mulher. Este é o sentido inerente do sexo.

Todos nós precisamos re-ordenar nossa sexualidade, pois a tentação existe e vem para todos. É uma cura para todos nós: encontrarmos em Cristo nossa verdadeira identidade de homens e mulheres. Isso não quer dizer que se tivermos fé todos os nossos problemas, confusões e feridas desaparecerão instantaneamente. É um processo gradual para o qual devemos usar tudo o que há de bom em termos de suporte psicológico, direção espiritual, vida sacramental, leituras espirituais etc.

Nossa vocação, o chamado que Deus nos faz não é impossível de se viver. É difícil, mas a Graça está conosco. Jesus te pergunta mais uma vez: “Tu me amas?”. É a sua vocação. O que você vai responder, não com palavras, mas com todo o seu ser, com a sua vida? Quer uma dica?! Fica o exemplo de Pedro: “Senhor, tu sabes tudo. Tu sabes que eu te amo!”. Entregue para Deus a sua sexualidade e ele te ensinará a vivê-la plenamente! Nota dez!

Ronaldo e Tatiana
Setor Pré- Matrimonial da Pastoral Familiar
Arquidiocese do Rio de Janeiro

Fonte: Destrave

VIRTUDE, A ALEGRIA SEM OPRESSÃO


Comparada à educação aplicada às novas gerações, as pessoas com mais de 40 anos percebem, facilmente, a grande diferença que há na maneira como elas foram educadas. Talvez, temendo a desonra ou a ofensa à reputação da família, exigia-se dos filhos o pudor, não somente no comportamento ou nas roupas, mas nas brincadeiras e em todas as outras atitudes.

Os ensinamentos de uma educação rígida parecia pesar mais sobre as mulheres. Assim, os decotes eram comportados e as saias compridas à altura dos joelhos. As roupas, de maneira geral, em nada podiam marcar a silhueta do corpo feminino. A mesma preocupação havia para os trajes de banho, pois estes deveriam cobrir, de maneira moderada, algumas partes do corpo.

Transmitindo, ainda hoje, a ideia de que tudo é vergonhoso, imoral ou desrespeitoso, algumas pessoas têm dificuldades para acolher, com naturalidade, as partes mais íntimas do seu próprio corpo. Outras, mal conseguem se despir perto da pessoa com quem se casou.

É claro que os modos de se vestir não formam o caráter de ninguém. Sabemos que os tempos são outros e reconhecemos que, no passado, a maneira de se transmitir valores, quase sempre acontecia de modo opressor. No entanto, hoje, temos a impressão de que se tornou proibido proibir.

Percebemos estar cercados por uma cultura que maximiza o apelo à sensualidade. Isso parece ser a principal via em todas as mídias e está presente nos programas humorísticos, nas novelas, nas propagandas… Em quase tudo, observa-se a presença de uma bela modelo e, muitas vezes, ela chama mais a atenção do público do que o próprio produto apresentado.

Houve um tempo no qual as revistas com conteúdo impróprio para menores eram vendidas em embalagens escuras para ocultar as imagens da capa. Atualmente, em alguns sites na internet, ampliou-se os poderes da imaginação com cenas explícitas de sexo em alta definição. Com tanta informação disponível, pessoas de todas as idades vivem embaladas ao ritmo do prazer vendido nas fotografias ou vídeos, comportando-se como quem sofre de uma verdadeira compulsão por tudo aquilo que diz respeito ao erótico ou ao sensual. A inocência foi ofuscada pela lascividade.

Jovens e adultos, numa concepção frágil sobre aquilo que interpretam como liberdade, rompem escrúpulos, derrubam normas, vivem relacionamentos desordenados, quase tudo por conta do liberalismo massificado. Ainda que eles saibam das consequências de seus atos, vivem como se tudo fosse natural, a ponto de transformar um ato sexual numa experiência sem compromisso. Muitas vezes, com alguém que conheceu há um dia ou com outras pessoas que, normalmente, não se relacionariam.

Não é difícil encontrar pessoas se comportando como se não tivessem domínio sobre si mesmas, revelando uma incapacidade de controlar seus impulsos.

Ensinar nossos filhos sobre a valorização das virtudes é prepará-los para viver o respeito ao próximo. Cabe a nós pais formar neles essa consciência. Assim como foi preciso nosso exemplo para lhes ensinar a balbuciar as primeiras palavras, será necessário ajudá-los a alcançar uma vida dentro da moral e dos bons costumes, a fim de que eles possam discernir sobre tudo aquilo que está maquiado como “normal”.

Um abraço
Dado Moura

PROBLEMAS GERADOS PELO VÍCIO DA SEXUALIDADE

O comportamento sexual compulsivo é o ato e o desejo excessivo pela atividade sexual. Desta forma, o indivíduo se torna ‘escravo do sexo’, levando-o a rompimentos de relacionamentos e atrapalhando seu convívio social.

Este tipo de compulsão é caracterizado por um grande número de fantasias sexuais que a pessoa vai imaginando ao longo do dia, e isto, ao ocupar sua mente, acaba deixando-a inquieta e a impede de realizar seus compromissos de maneira tranquila e normal. Normalmente, esses pensamentos compulsivos não ficam apenas no imaginário do indivíduo, pois o leva a cometer atos sexuais exagerados.

Muitas pessoas são vítimas desta “doença”, porque a relação sexual deixa de ser um ato de amor entre o homem e a mulher e passa a se tornar uma obsessão em busca de fantasias e prazeres.

A psicoterapeuta Gabriela Monéa explica que são muitos os fatores que podem desencadear este quadro patológico de comportamento sexual compulsivo como ansiedade, timidez, TOC, depressão e muitos outros elementos.

“Mas o que determina se uma pessoa está em uma compulsão sexual é quando ela passa a ter prejuízos ou limitações na sua vida cotidiana, ou seja, nas relações sociais, pessoais, na alimentação, no sono… Ela passar a sentir prazer apenas no ato sexual”, esclareceu Monéa.

Uma das observações que a psicoterapeuta fez, durante a entrevista, foi o fato de a compulsão sexual estar comparada à dependência química, pois a pessoa começa a perceber que, para ter o prazer inicial tem de satisfazer-se cada vez mais. No entanto, em vez do sentimento de satisfação, é a ansiedade que toma conta dela.

“O que a pessoa sente é angústia, culpa e depressão, porque, após tentar satisfazer os desejos dela, sente mais necessidade ainda. Assim, ela vai sair em busca de novas  formas de satisfação, de prazer sexual, e isso gera a dependência dela”, explicou a psicoterapeuta.

Há tratamentos para este tipo de doença, mas, como pontua Gabriela, o primeiro passo para o indivíduo se livrar deste incômodo comportamental é perceber a necessidade de procurar o acompanhamento de um terapeuta.

“A primeira atitude é a pessoa admitir que tem um problema e procurar ajuda de um psicólogo, pois ele vai ajudá-la a controlar sua ansiedade, em vez de extravasá-la no sexo. O psicólogo, em conjunto com o paciente, vai descobrir as raízes deste problema. Uma outra solução é que, muitas vezes, o tratamento é alinhado com medicamentos para inibição da libido, do impulso sexual ou até mesmo antidepressivos”, recomenda Monéa.

Para saber mais sobre este assunto, assista abaixo a entrevista completa com a psicoterapeuta Gabriela Monéa.




Por Alessandra Borges
Produtora Destrave
Fonte: Destrave

AMOR PLENO DE PRESENÇA


Vivemos num mundo globalizado. Isso a gente já sabe! As inovações tecnológicas e o avanço nas telecomunicações estão aí. A cada dia, a cada minuto, uma novidade! A sociedade experimenta as grandes facilidades de estar presente neste “mundo virtual”. Neste cenário, nasce um novo jeito de se comunicar e se relacionar. Contudo, o mundo ainda carece de relacionamentos sinceros, concretos e de presenças autênticas que lhe preencham o coração.

“Com este modo de difundir informações e conhecimentos, está a nascer uma nova maneira de aprender e pensar, com oportunidades inéditas de estabelecer relações e de construir comunhão”, assim afirmou o Papa Bento XVI na sua mensagem para o 45º Dia Mundial das Comunicações Sociais, 2011. Mas, como é possível “estabelecer relações e construir comunhão”? Na internet essa pergunta pode ter várias respostas, mas no mundo real, eu lhe apresento uma, ou melhor, apresento Alguém que, de uma forma verdadeira e profunda, quis estabelecer uma relação de amor com você: Jesus. Ele quis “construir comunhão” com o seu coração.

Na sua história, Ele não está por um instante, ou por um momento especial, assim como num bate-papo virtual quando alteramos o status pra “on” indicando presença ou “off”, indicando ausência. Não! Na sua vida, Jesus quis ser presença o tempo todo. E para que esta presença fosse concreta, Jesus se comprometeu de forma definitiva: “Eis que eu estarei convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28, 20). “Não te deixarei, nem te abandonarei” (Hb 13, 5). Este foi o compromisso que Jesus assumiu: Ser presença!

E nós podemos sentir esta presença: um Cristo que continua “acontecendo em nós. Uma presença que supera toda solidão, que preenche os vazios do coração humano, que vai além do “estar perto”; uma presença que, acima de tudo, comunica o Seu amor e estabelece comunhão.

E “para comunicar realmente com outra pessoa devo conhecê-la, saber estar em silêncio ao seu lado, ouví-la, olhá-la com amor. O verdadeiro amor e a verdadeira amizade vivem sempre desta reciprocidade de olhares, de silêncios intensos, eloquentes, repletos de respeito e de veneração, de modo que o encontro seja vivido profundamente, de modo pessoal e não superficial“, assim afirmou o Papa Bento XVI na Celebração de Corpus Christi (expressão latina que significa Corpo de Cristo) deste ano.

Esta “reciprocidade”, de que nos fala o Papa, significa também que a via é de “duas mãos”, ou seja, é uma questão de corresponder a este amor que nos é oferecido, afinal, a maior necessidade do homem está em amar e ser amado, e este é o “…Amor que levou o Filho de Deus a proclamar, por meio da cruz, que não se pode duvidar de ser amado pelo Amor” (JPII).

Portanto, se seu coração ainda carrega tantas carências, isto é, se você carece de um “Amor Maior”, que supera todas as ausências e lhe dá a certeza de que você nunca foi sozinho, eu te convido a viver esta relação de amizade com Jesus, que é uma Pessoa. Não podemos vê-Lo tal como Ele é, mas podemos sentí-Lo, por isso, Jesus sempre tem um jeito novo de Se aproximar.

Como São Paulo, apóstolo, desejo “que Cristo habite pela fé nos vossos corações, a fim de que, estando arraigados e fundados em amor, possais compreender, com todos os santos, qual seja a largura, o comprimento, a altura e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios até a inteira plenitude de Deus (Ef. 3:17-19)”.

Nos encontramos na Eucaristia, Sacramento da Presença!

Com orações,
Maria

MEU MELHOR AMIGO ME TRAIU, TEM VOLTA?


Quando conquistamos uma amizade tivemos que antes gastar tempo, cultivar e permitir que este amigo entrasse em minha vida. Por isso, você se doou, se abriu, permitiu que conhecesse sua intimidade e amou sem esperar nada em troca, porém, esta pessoa te decepcionou, traiu sua confiança e manchou o que era mais sagrado para você: a fidelidade.

Agora se questiona: esta amizade tem volta?

A resposta é sim, pois ela te cativou e no fundo você ainda ama este teu amigo . A verdadeira amizade mesmo ferida não é capaz de morrer por qualquer coisa que tenha acontecido. Se é real, em Deus esta amizade tem poder de Ressurreição.

Agora é hora de deixar Deus trabalhar em você. É preciso usar a retro escavadeira do Espírito Santo para tirar tudo o que está soterrando em seu interior. As mágoas, o rancor, a raiva, o desejo de vingança precisam ser tirados pelo Espírito.

A Palavra de Deus nos ensina que “não é pela força, mas pelo Espírito” (Zacarias 4:6). Para tocar na ressurreição da sua amizade é preciso pedi o auxílio do Espírito Santo clamando que Ele venha em teu auxílio quebrando as cadeias que te prendem neste relacionamento ferido. Deus quer ressuscitar sua amizade pelo poder do Espírito Santo.

Mas, para que isso aconteça é necessária a sua contribuição. A única coisa que Deus te pede é a abertura de coração. Ele vai limpar, cuidar e purificar as feridas. No entanto, a cicatriz fica na pele, mas não será mais uma lembrança de dor e, sim, uma lembrança de amor e perdão.

Na verdade, Deus permitiu que passasse por esta dor da traição para que treinasse em sua carne e em sua alma o perdão. Se isto não tivesse acontecido você continuaria em uma fé imatura e em uma humanidade egocêntrica. Deus está usando isto para te formar e te lapidar. Por isso, perdoe seu amigo e recomece, pois em Deus esta amizade tem ressurreição.

Rui Junio dos Santos

POSSO DEIXAR DE SER TÍMIDO?


A timidez é, muitas vezes, encarada como um estigma, uma ferida difícil (ou impossível) de curar. Quem traz este mal não se dá conta dos problemas que a timidez acarreta e prossegue vivendo nela como se fosse bom viver assim. Para início de conversa, é preciso esclarecer que ninguém nasce tímido. A timidez, assim também como o senso de humor, se adquire ao longo da vida. E é sempre possível deixar de ser tímido.

Quem é inibido sabe muito bem o quanto é difícil viver num mundo de desinibidos, pois lutam para viver por igual, mas insistem em acreditar que não são tão importantes assim. Acusam-se, dia e noite, policiam as palavras e temem decepcionar as pessoas ao seu redor. A timidez os faz “heróis de mentirinha”. Querem agradar a todos, mas vivem se decepcionando. São bondosos com a humanidade, mas injustos com seu mundo interior.

O tímido acha que todos estão reparando nele, por isso tem medo de se mostrar. Escondido na sua timidez, evita os relacionamentos, pois teme a decepção. Ainda não compreendeu que só mesmo a espontaneidade é capaz de quebrar o gelo do individualismo e nos tornar mais felizes. A timidez é tão traiçoeira que atinge até mesmo pessoas dotadas de uma inteligência ímpar. Sei de tímidos sábios para assuntos acadêmicos, mas analfabetos para os relacionamentos. Sabem lidar com os livros, mas são engessados diante das pessoas.

Ninguém pode se conformar com sua timidez e se condenar a morrer assim. Sei, por experiência própria, o quanto deixamos de viver e aproveitar a vida por culpa da inibição, do excesso de policiamento. Vivemos num mundo de imperfeitos e, por isso mesmo, deveríamos nos permitir mostrar aos outros exatamente aquilo que somos, pois sem isso estamos vivendo numa redoma de solidão. Ninguém merece viver assim.

É possível, sim, deixar de lado a timidez e viver em plenitude. Muitas vezes, faz-se necessário um tratamento psicológico e/ou filosófico, mas dependerá muito do tímido querer e lutar para abandonar o vício medonho da vergonha. As pessoas ao nosso redor são importantíssimas para a cura. Amizades verdadeiras abrem as portas do nosso coração e nos permitem ver a vida com mais suavidade, exatamente da maneira como os desinibidos conseguem enxergá-la.

Paulo Franklin
Fonte: Destrave

MEU PASSADO ME CONDENA

Xuxa no Clube da Criança - TV Manchete. #vergonhaalheia

Quase todas as pessoas carregam consigo lembranças que preferem esquecer. E, eventualmente, algumas destas lembranças podem despertar o sentimento de culpa e vergonha. Esta “dor moral” tem o seu lado bom: serve pra que tenhamos um verdadeiro arrependimento de nossos erros e para que desejemos nunca mais tornar a cometê-los. Só as pessoas desonestas, cínicas, degeneradas ou psicopatas não sentem remorsos pelo mal que fizeram.

Por outro lado, a culpa e a vergonha são maléficas se persistem em atormentar a pessoa mesmo após a Confissão, pois levam à tentação do desespero; partem da falta de confiança na misericórdia divina, da falta de fé no poder de Deus de abençoar e restaurar todas as coisas. Assim aconteceu com Santo Inácio de Loyola, nos primeiros tempos após a sua conversão: apesar de feito uma confissão meticulosa de seus pecados, alimentava grandes escrúpulos e sofria muito ao pensar em sua vida passada. Apaixonado pelo Cristo, mas ainda imaturo no caminho da fé, chegou até mesmo a pensar em suicidar-se. O santo livrou-se destes pensamentos nefastos graças à sua fidelidade e à oração fervorosa:
“Socorre-me, Senhor! Pois não acho nenhum remédio nos homens, nem em criatura alguma!’ Estando nestes pensamentos, vinham-lhe muitas vezes tentações, com grande ímpeto, para lançar-se de um buraco grande (…), junto do lugar onde fazia a oração. Mas sabendo que era pecado matar-se, voltava a gritar: ‘Senhor, não farei nada que te ofenda!” (1)
Um cristão sincero que tenha se purificado por meio de uma boa Confissão não tem mais motivos para ficar arrastando correntes, como se fosse uma alma penada. É um homem novo, que pode desfrutar com alegria da amizade com Deus. Portanto, se algum dia você dançou ao som do É o Tchan (ah, ordinário(a)!), cortou o cabelo igual ao do Xororó na década de 90 ou bebeu demais e deu uma de “Ronaldo comprando Kinder Ovo”, FORGET IT! O que passou, passou! Reflita, confesse-se com um sacerdote, penitencie-se, aceite com paciência as penas que o Senhor lhe enviar e siga em frente, com o coração livre.
Todo aquele que está em Cristo é uma nova criatura. Passou o que era velho; eis que tudo se fez novo! Tudo isso vem de Deus, que nos reconciliou consigo, por Cristo, e nos confiou o ministério desta reconciliação.
Porque é Deus que, em Cristo, reconciliava consigo o mundo, não levando mais em conta os pecados dos homens, e pôs em nossos lábios a mensagem da reconciliação. (II Cor 5, 17-19)
As pessoas mal resolvidas com os erros de seu passado, em geral, sentem-se incapazes de percorrer o caminho da santidade, e justificam sua “eterna” apatia e mediocridade espiritual com uma pseudo-humildade: “ah, eu não sou capaz, já fiz isso e aquilo na vida”. Isso não é humildade, isso é medo de se entregar de vez nas mãos do Senhor e deixar que Ele seja o Senhor da sua vida; é desconhecer ou desconfiar das promessas que Ele fez aos Seus filhos:
Assim diz o Senhor Javé: Eu vou reunir-vos do meio dos povos, vou juntar-vos de todos os países para os quais fostes levados, e dar-vos-ei depois a Terra de Israel. Logo que lá chegardes eliminareis dela todos os ídolos e abominações.
Dar-lhes-ei um coração íntegro, e colocarei no íntimo deles um espírito novo. Tirar-lhes-ei do peito o coração de pedra e dar-lhes-ei um coração de carne. Tudo isto para que sigam os meus estatutos e ponham em prática as minhas normas. Então eles serão o meu povo, e Eu serei o seu Deus. (Ez 11,17-20)
Portanto, se fez merda, dá descarga e manda a bosta embora. Desapega! Não fica lá parado, contemplando a cagada, remexendo, revirando… Eca!


Nota:
(1) Autobiografia de Inácio de Loyola (tradução e notas Pe. Armando Cardoso, SJ), Edições Loyola, 1991. pp. 36-37

Fonte: O Catequista

A CASTIDADE NOS ENSINA A AMAR


O namoro atravessa, no decorrer dos anos, um caminho obscurecido pelo surgimento e fortalecimento de novos costumes. Atualmente, aceita-se um relacionamento mais liberal, no qual o casal pode se aprofundar na intimidade física e experimentá-la ainda antes do casamento. No entanto, temos outra opção: a castidade. Essa é a luz que o Senhor nos deu para controlar nossa inclinação aos prazeres carnais. Tal virtude moral é capaz de proporcionar um relacionamento saudável, íntegro e, portanto, dentro daquilo que Deus deseja para nós. Logo, há diversas razões para cultivar a castidade.

A abstinência sexual permite que o casal se concentre no conhecimento mútuo, em compartilhar alegrias e tristezas, pontos de vista e experiências. Assim, são criados laços de amizade e, por consequência, o diálogo.

Não conhecer o outro profundamente pode levar ao desencantamento, ao desinteresse e até à procura de pessoas que possam trazer maior satisfação. Além disso, a busca pelo ato sexual, ou simplesmente por carícias, pode ofuscar gradativamente outras formas de comunicação entre os namorados, inviabilizando o desenvolvimento da relação.

Um aspecto afirmado por alguns jovens é o de que as relações sexuais podem prolongar um relacionamento que se tornou indesejável ao longo do tempo. A castidade facilita o rompimento de um vínculo afetivo, pois não houve demasiada intimidade física.

O fato de ser casto evita confusões, sentimentos de culpa e estresse, além do arrependimento por ter feito algo que não deveria.

Muitos são e/ou serão zombados por causa dessa escolha difícil. Poderão ser caracterizados como frouxos, frágeis; no entanto, como Felipe Aquino escreveu em seu livro ‘Namoro’, “a grandeza de um homem não se mede pelo poder que possui de dominar os outros, mas pela capacidade de dominar a si mesmo”.

Mahatma Ghandi, um célebre indiano, dizia: “A castidade não é uma cultura de estufa. Ela é uma das maiores disciplinas, sem a qual a mente não pode alcançar a firmeza necessária”.

Um ponto crucial do namoro é aprender a amar. Mas como uma pessoa pode amar se não tem posse de si mesma? Por isso, o domínio de si é fundamental para alguém ser capaz de doar-se aos outros. A castidade, portanto, não é uma privação, é uma doação,  uma expressão nobre do amor. Para praticá-la, “vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26,41). Logicamente, é necessário evitar também situações oportunas, além de frequentar a comunhão e a confissão.

A Igreja Católica deixa clara a sua posição sobre o sexo antes do casamento: esse ato é o instrumento da expressão do amor conjugal e da procriação. Portanto, somos convidados a viver a castidade. Somos livres, porque podemos fazer a melhor escolha.

Reflita e opte por aquilo que você deseja para sua vida!

Thiago Thomaz Puccini
Fonte: Destrave

A CORAGEM DE REMAR CONTRA A CORRENTE


Adolescência, juventude: é o tempo das experiências fortes. Então, faça esta experiência, entre todas exultante, do controle de si mesmo, da pureza. Conseqüentemente, da liberdade. Você é capaz. Você é maior do que pensa. 

Muitos a fazem. Eles estão orgulhosos e felizes com isso. A felicidade deles tem algo de resplandecente; em seu rosto há algo de luminoso; que não engana. Rapazes e moças magnificamente livres. Num mundo hipererotizado, isso requer liberdade interior, a extraordinária coragem de dizer simplesmente: “Não, não transo com você porque o amo muito!”. Espanto-me ao ver tantos jovens que vivem nos colégios e universidades – onde quase todos os jovens mantêm relações sexuais –, ouso dizer, miraculosamente protegidos. Eles têm uma pureza que só pode ser dada pelo Senhor. 


São testemunhos de vida precisamente por meio deste forte ato: a recusa, a qualquer preço, às provocações contra a pureza. Fala-se muito das crianças que se prostituem – perdão: que são prostituídas! –, dos jovens que transam. Quem fala daqueles – bem mais numerosos do que se pensa – que têm coragem de remar contra a corrente? 

Penso em tantos jovens cristãos que dão testemunho de uma aliança de respeito mútuo. 

Conheço jovens de uma universidade que se recusam a participar de jogos, no mínimo ambíguos, em eróticas discotecas. Crianças que, nos internatos, recusam o homossexualismo. Digo-lhes: são pequenos heróis. Santos em potencial. Preparados desde já para as mais violentas perseguições. São da mesma têmpera dos jovens de Uganda queimados vivos para não ceder ao rei pederasta. De uma Maria Goretti (Itália, 1910), de uma Carolina Kotska (Polônia, 1914), de uma Anuarita que teve o coração traspassado pela lança de um coronel ao qual ela não queria se entregar (Zaire, 1962). João Paulo II a canonizou, em nome de tantas outras. 

Penso em muitas ex-prostitutas, agora consagradas a Deus e realizadas. Em tantas mulheres que, para viver, precisaram vender o próprio corpo e que, depois, o confiaram para sempre ao Senhor. Para Deus, ninguém está longe demais. Para ele, nunca alguém está muito sujo, muito ferido ou desgarrado. 

No momento atual, a pureza, como a não-violência, é uma das mais fortes contestações, num mundo fechado em si mesmo e por essa razão condenado à asfixia espiritual. Ela é respiração a plenos pulmões num mundo que está sufocado. 

Para nós, jovens ocidentais, constantemente assediados pela publicidade inescrupulosa, é heroísmo permanecer casto. O heroísmo é a verdadeira resposta ao erotismo. Às nossas tristezas, é necessário um acréscimo de ternura. À nossa fragilidade, é necessário um acréscimo de força. Aos meios satânicos ativados para nos corromper, é necessário o Espírito de Deus! Precisamos da Igreja de Deus! Precisamos saber quem somos! Precisamos ser quem somos! 

Com esse povo de esperança, abra-se o amanhã. Aproxime-se dos pelotões de vanguarda. Posicione-se em direção ao futuro! 

Transcrito de: Ange, Daniel. Teu corpo feito para o amor. São Paulo: Loyola, 1995, pp. 36-37. 

Por Pe. Daniel-Ange

A ORIENTAÇÃO SEXUAL NA ADOLESCÊNCIA


A orientação sexual na adolescência ganha cada vez mais importância. Mais do que transmitir que sexo por sexo é fuga e sexo com consciência é amor, discutir as formas de relacionamento entre adolescentes é também uma das grandes preocupações da sociedade. Causa estranheza observar o descaso e o desrespeito com que o assunto ainda é tratado. Nem é preciso ser um especialista para perceber a discrepância das atitudes.


A sociedade vem se preocupando em proporcionar segurança e liberdade sexual para os adolescentes, mas não consegue orientar adequadamente os representantes do futuro da nação sobre o assunto. Isso sem contar a forma com que o tema é tratado na mídia, principalmente em novelas, filmes nacionais e em programas de auditório. Sem contar que, associada à distribuição gratuita dos preservativos e da abortiva “pílula do dia seguinte”, a liberdade de atos sexuais entre adolescentes torna-se cada vez mais normal, como um incentivo à promiscuidade.

O ser humano não deve ser considerado apenas como um corpo. Sua alma necessita de afago. A simples promoção de sexo acintoso, sem responsabilidade e sem compromisso, também incita consequências trágicas como milhões de meninas gerando filhos, sendo violentadas, prostituindo-se à beira das estradas, crianças abandonadas por pais e mães despreparados para formar uma família e postadas em faróis à procura do sustento de cada dia. É claro, quem planta vento colhe tempestades.

A moral e a ética exigem que ensinemos aos jovens o autocontrole de suas paixões intensas. Que devem vencer a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis com atos responsáveis e não pelo uso da camisinha. João Paulo II assim se expressou sobre a camisinha: “Além de o uso de preservativos não ser 100% seguro, liberar o seu uso convida a um comportamento sexual incompatível com a dignidade humana […]. O uso da chamada camisinha acaba estimulando, queiramos ou não, uma prática desenfreada do sexo […]. O preservativo oferece uma falsa ideia de segurança e não preserva o fundamental”.
Devemos incentivar a formação de famílias com conceitos, raízes e sentimentos puros e morais. Conservadora ou não, a família é o sustento do espírito e a fonte de conforto nos anseios individuais. 

A sociedade, de maneira geral, deve ter mais cuidado com o que simplesmente “controla a transmissão de doenças e evita filhos indesejados”. Ela deve transmitir princípios e valores por intermédio da orientação, em busca do resgate das origens e do respeito à moral e à ética. 

A satisfação do sexo não está restrita ao corpo, ela deve estar atrelada ao coração, espírito e mente.

Prof. Felipe Aquino

ESTÃO FALANDO DE MIM


Todos nós gostaríamos de exclamar: "Não tenho inimigos! Dou-me muito bem com todos!". A realidade nos mostra que, via de regra, todos temos uma pedra no sapato. Há sempre alguém que nos espicaça e nos tira o bom humor. Na maior parte das vezes é por motivos fúteis. Alguém é frontalmente contra nós por causa do nosso jeito, porque a nossa fisionomia lembra a de um conhecido adversário, porque deixamos de atender um pedido que envolvia corrupção, porque não somos do partido tal...

Posso dizer, pessoalmente, que despertei vários inimigos irreconciliáveis por ter tomado posição em favor daquilo que é ensinamento de Cristo. Outras vezes, não foi possível atender uma solicitação, inteiramente de interesse pessoal, por contrariar o bem comum. Eu tenho muitíssimos amigos. Sinto uma onda de simpatia pela minha pessoa, mas não posso dizer que não tenho inimigos. Existem alguns poucos que me odeiam. Às vezes, nem eles sabem direito o porquê. Chego a gemer na dor: “Salva-me, Senhor, dos meus inimigos” (Sl 143,9).



Fico conjeturando: "Por que passamos por essa provação de encontrar alguém que nos detesta?”. O primeiro motivo pode ser nós mesmos, quando prejudicamos alguém irremediavelmente. Neste caso, estejamos abertos para um reatamento da amizade. Todos temos um dia em que cometemos algum erro. Entre os que tomam a iniciativa de nos odiar (sim, isso existe), quem são os nossos inimigos? Não são diretamente os ateus, os espíritas, os evangélicos; são aqueles que deveriam ter um vínculo conosco. “Os inimigos do homem são os da sua casa” (Mt 10,36).

A definição das nossas ideologias costuma ser outro fator de desunião. Os amigos vão até ficar estupefatos com minha afirmação, mas um divisor de águas é uma velha ideologia do século XIX. Trata-se do socialismo. A partir dele o homem de Igreja é classificado de “avançado”, “libertador”, "retrógrado”, “tridentino”, “moderno”, “atualizado”, “amante dos ricos” ou “inteligente”.

O critério não é o Evangelho. Em muitos casos, somos obrigados a conviver com tais pessoas sem esperança de reconciliação e rezar por elas. Mas a pergunta, diante de muitos casos inexplicáveis, sempre permanece: "Saulo, Saulo, por que me persegues?” (At 22,7).

Dom Aloísio Roque Oppermann scj
Arcebispo de Uberaba - MG
Fonte: Canção Nova

A EXIGÊNCIA DOS NOSSOS RELACIONAMENTOS



Podemos pensar que a participação das pessoas em nossas vidas não tem outro sentido a não ser de se apresentarem como colegas, namorados, amigos, cônjuges ou parentes.

Contudo, através de nosso comportamento e do testemunho silencioso de nossos atos, um vínculo mais profundo, a partir de nossas amizades, se dará e seremos capazes de promover o crescimento na vida de cada um dos nossos.

O conhecimento das aspirações, da realidade e dos desejos daqueles com quem convivemos se faz necessário, na transparência dos nossos relacionamentos. Este exercício não é uma particularidade apenas da vida conjugal, mas deverá acontecer em todos os âmbitos de nossos relacionamentos interpessoais.

Para que isso realmente possa acontecer, precisamos viver a experiência do outro, por meio de um relacionamento transparente, sem mentiras ou subterfúgios e com a sabedoria daqueles que também precisarão saber advertir, ouvir e aprender quando necessário.

Acredito que para atingirmos a excelência da transparência, devemos estar abertos também à complacência, à reciprocidade na abertura para o conhecimento e respeito das demais realidades.

Atentemos para que as nossas interferências na vida daqueles que nos rodeiam sejam salutares e que possamos aprender também com seus testemunhos.

Para nos guiar nessa direção, temos Jesus Cristo como exemplo que, na Sua transparência exerceu com a complacência uma perfeita intimidade nos Seus relacionamentos.

Deus esteja presente em nossos relacionamentos.
Dado Moura
Fonte: Canção Nova

ESTAR SOLTEIRO É A PIOR COISA DO MUNDO?

Numa época em que se respira o clima romântico do Dia dos Namorados em tudo, andam dizendo por aí que os solteiros sofrem “bullying”. Brincadeiras à parte, o “estar solteiro” é um assunto que dá o que falar, principalmente numa sociedade em que os compromissos definitivos são relativisados e postos à prova, pois tem muita gente por aí querendo só “curtir a vida”.

Falar sobre o universo dos descompromissados é bem complexo e não caberia em um único artigo, desta forma gostaríamos apenas de abrir a discussão e não dar respostas prontas, porque cada solteiro vive algo bem particular.

Há pessoas, por exemplo, que preferem o ‘estar’ solteiro à faculdade, à carreira profissional, aos amigos, à família, porque estes são os focos do momento. Por outro lado, há pessoas que estão solteiras,  porque, de fato, não lhes apareceu alguém. Aí… paciência! Não é o fim do mundo. Mas nem todos encaram isso com tranquilidade e maturidade, pois para alguns a idade vai passando, os amigos vão se resolvendo e aquela história de “ficar pra titia (ou titio)”, somada à pressão social de “ter alguém”, emerge como um tipo de fracasso na vida.

Para falar mais sobre o assunto, fomos conversar com três jovens que tinham tudo para estar namorando, mas estão descomprometidos: Gustavo (25), Glaucia (23) e Karen (19). Por que será que eles estão solteiros?

Confira o bate-papo no vídeo abaixo

 

Para o Cristianismo, nem todas as pessoas são chamadas ao matrimônio, mas isso não quer dizer que exista uma vocação à “solteirice” – como que equiparado ao matrimônio -, muito menos pode existir, na condição de solteiro, um desprezo ao casamento ou à sexualidade.

Assim nos diz o Youcat (265) [Catecismo Jovem da Igreja Católica] :

Também as pessoas que vivem sós podem ter uma vida plena. Talvez seja da vontade de Deus que ela se preocupe com pessoas que não contam com o apoio de ninguém. Não raramente até, Deus chama tal pessoa a uma proximidade de Si; é o caso de renunciar a um parceiro, ‘por causa do Reino de Deus’ (Mat 19, 12).

Para os que estão abertos e querem encontrar sua “cara metade”, vale lembrar que, na visão cristã, não se busca alguém para ser feliz, mas para fazer o outro feliz. Desta forma, um namoro segundo a vontade de Deus nasce a partir do amor que tenho por mim e que transborda para um outro.

Não existe aquela história de procurar alguém para preencher o meu “vazio existencial”, pois o encontro entre dois vazios certamente acabará num grande nada. Lembre-se de que, por mais que você encontre a pessoa da sua vida, existe em você um espaço que só Deus pode preencher.

Fonte: Destrave

"AMAI-VOS COMO EU VOS AMEI"


Não existe uma pessoa que não ame. Muda o objeto que é amado, mas faz parte da natureza humana voltar-se, no amor, para o que é desejado e buscado. Pode parecer muito simples, mas a capacidade de amar também pode ser educada num processo de formação que envolve a vida inteira. Mal formada, a inata capacidade para amar pode chegar inclusive à destruição da realidade que é amada. Trata-se de uma força imensa, plantada por Deus nos corações humanos. Ela vem do Céu, para se implantar e multiplicar-se no bem que pode ser feito na Terra e se perpetuará na eternidade.


O amor é um sentimento? Envolve, sim, os sentidos, mas na compreensão cristã, que perpassa a Sagrada Escritura e a experiência secular da Igreja, é muito mais do que um sentimento. Antes, é um ato de inteligência e de vontade. Basta recordar a realidade do martírio, presente em toda a história da Igreja, na qual alguém se dispõe a superar o instinto primordial de defesa da própria vida, para entregá-la pelo bem dos outros, como resultado de sua escolha de vida no seguimento do Evangelho. Existem também situações de pessoas que, mesmo sem conhecimento do Evangelho, chegam a entregar-se pelo bem dos outros, pela causa da vida e da dignidade humana. Tais gestos fazem compreender a possibilidade de uma escolha radical, que orienta todas as energias humanas para o que não se vê nem se pode comprovar, senão pelo testemunho!

“Ouve, Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. E trarás gravadas no teu coração todas estas palavras que hoje te ordeno. Tu as repetirás com insistência a teus filhos e delas falarás quando estiveres sentado em casa ou andando a caminho, quando te deitares ou te levantares” (Dt 6,4). 

A primeira e decisiva opção na vida há de ser esta, como uma veste interior, que envolve e orienta todas as outras decisões: escolher Deus como tudo da própria existência.

O resumo da lei de Deus, expressa o Decálogo, se encontra na lapidar afirmação: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. Mas foram necessários muitos séculos e, mais do que tudo, a revelação que vem do Alto, para que tal mandamento viesse a ser compreendido. Aliás, foi preciso que o Pai do Céu enviasse Seu Filho, como vítima de reparação por nossos pecados, para a humanidade entender o amor (cf. I Jo 4,7-10) e sua medida, que é justamente amar sem medida.

O amor ao próximo suscitou muitas perguntas. Afinal, o próximo é quem está perto de mim? Para povos que vagavam por desertos ou se sentiam ameaçados pelos potenciais inimigos, o estrangeiro é também próximo? Como tratar quem é diferente e incomoda? Jesus Cristo, amor do Pai que se faz carne no meio da humanidade, aproxima o amor do próximo ao amor de Deus, dizendo que o segundo é semelhante ao primeiro mandamento! Próximo é, para o Senhor, aquele de quem nos aproximamos e não apenas quem vem pedir qualquer ajuda: “Na tua opinião – perguntou Jesus –, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?” Ele respondeu: “Aquele que usou de misericórdia para com ele”. Então Jesus lhe disse: “Vai e faze tu a mesma coisa” (Lc 10, 36-37). 

Conhecemos o verdadeiro Bom Samaritano, o próprio Jesus, que veio percorrer as estradas do mundo, tomando a iniciativa de vir em socorro da humanidade.

Mas Jesus guarda a pérola de Seu amor a ser revelada no ambiente especial da Última Ceia: “Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida por seus amigos” (Jo 15, 12-13). Aqui está um ponto de chegada, nascido do Alto e que antecipa a realidade do Céu aqui na Terra! Somos feitos para esta qualidade de amor!

Ainda que devamos amar a todos, sem distinção, cada cristão é chamado a ter um espaço de convivência, no qual possa declarar, com gestos e palavras, sua disposição para dar a vida e receber a vida doada. Nisso todos conhecerão que somos discípulos de Cristo (cf. Jo 13,35). Pode ser a família, e quem dera que nossas famílias chegassem a esse ponto! Pode ser a experiência de uma comunidade cristã viva, e para lá havemos de caminhar. Uma amizade sincera e pura proporciona esta declaração de amor. É uma potência indescritível de transformação da vida das pessoas. É necessário olhar ao nosso redor, pois existem, sim, pessoas, comunidades e grupos que oferecem esse testemunho!

Nos mistérios da Páscoa, celebrados pela Igreja, Deus nos dá de presente esta capacidade de amar. De nossa parte, resta corresponder aos dons de Deus (Cf. Oração do dia do VI Domingo da Páscoa).

Cada resposta e cada ato de amor a Deus e ao próximo contribuirão para que o mundo, sem deixar de ser mundo, seja mais parecido com o Céu!

Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém - PA